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Quando o 3-5-2 encontra o 4-2-3-1 ou o fim do 3-5-2.

10/31/2009

Baseado no “Inverting the Pyramid – Jonathan Wilson”
Os botões verdes jogam no 3-5-2 e os pretos no 4-2-3-1. O que acontece?
Note-se que é um jogo de botões em que cada peça é especialista em sua função, ou seja, ninguém está improvisado por contusão, desmanche ou “falta de planejamento”. Permite-se até que o jogador tenha deficiências técnicas (por exemplo, Souza de centroavante), mas não que ele não saiba a sua função na partida (por exemplo, Edno de meia-armador).
Inicialmente, lembremos que no 3-5-2 brasileiro não existe a figura do líbero e, raros times têm os dois alas atuando de maneira ofensiva (um desses raros times foi a seleção brasileira do Felipão).
O 3-5-2 brasileiro, assinado pelo Muricy:

t1O 4-2-3-1, assinado pelo Mano (propositalmente, não coloquei número em algumas camisas, para não nos distrairmos quanto à função de cada jogador):

t2

Quando os dois se encontram, tem-se:

t3

Inicialmente, vamos aos “cancelamentos”, i.e., quem marca diretamente quem (talvez Mano coloque Elias na cola do DS, mas muda pouco):

t4

Lá na frente, os 3 defensores marcam o centroavante que deve sempre procurar o homem da sobra (daí aquele erro do Geninho no jogo Náutico x SPFC, que eu comentei aqui, pois ele não colocou esse atacante enfiado):

t5

Repare-se, na figura anterior, que os dos meias-atacantes que atuam pelas laterais naturalmente tornar-se-ão pontas. A resposta dos botões verdes é imediata: “alas, voltem para marcar os pontas”:

t6

Quem manda agora são os botões pretos. Repare nos dois laterais que sobraram, eles podem: atacar, compor o meio ou compor o miolo de zaga:

t7

Todo o problema do 3-5-2 está na defesa, pois 5 jogadores são chamados para marcar apenas 3. É por isso que os técnicos gostam de um jogador como o Edmilson, pois ele pode rapidamente sair da posição de defensor e avançar para o meio, remontando um 4-4-2 e escapando da armadilha ofensiva do 4-2-3-1 (mesmo assim, sobra um lateral do time preto).
Em função da sobra de laterais, o técnico dos botões pretos pode optar por um lateral com características de ala se ele quiser compor o meio e partir para um 3-4-3 – como Mano conseguiu fazer algumas vezes com o Marcinho/Alessandro. Ou ele pode optar por um lateral mais marcador para garantir uma proteção do miolo de zaga – como Mano faz costumeiramente com o Balbuena ou pode fazer com o PA.

O bacana é que a coisa é bem ao gosto técnico e do que ele tem no elenco: com Jucilei na lateral direita, ele pode criar um 3-4-3. Com Jucilei no meio, os laterais naturalmente ficariam mais presos e ele pode explorar o desespero verde no contra-ataque.

Enfim, mesmo sem elenco para a partida (sem laterais, armadores, com o zagueiro central e o volante escondendo contusão) estou extremamente otimista de que o Mano saberá aproveitar os erros táticos do técnico tricolor de coração.

Aliás, dada a limitação crônica do nosso elenco, a nossa única saída é a tática.

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