Quanto ganha um Diretor de Futebol?
Diretor de Futebol do Corinthians deveria ser cargo eletivo. Na montagem das chapas, deveriam nomear, no mínimo, o Presidente, um V.P. de Futebol e um V.P. Administrativo.
Os defensores do “clube empresa” inventaram a figura do “Diretor Remunerado”, que nada mais é do que aquela coisa bem brasileira — gambiarra mesmo — de se criar uma 2ª estrutura por cima de uma 1ª, arcaica mas que não larga o osso.
Antes de qualquer prosa, VP de Futebol deveria surgir de dentro do Corinthianismo. Quero mesmo que Parreira esteja na Diretoria, mas não como diretor, pois quem dá a linha ideológica é o Corinthians. Ao Parreira, ou qualquer outro nome que faça parte da estrutura, caberia a aplicação da linha estratégica pré-estabelecida, de modo a maximizar as potencialidades de todo o Depto. de Futebol: base, contratações, CTs, comissão técnica etc.
Disso o Corinthianista nunca deveria abrir mão!
Quanto ao remunerado, eu tenho idéia bem clara também: TODOS DEVERIAM SER REMUNERADOS. Sim, toda la gente!
Não entra na minha cabeça que presidente e diretor estão lá dedicando seu tempo “de grátis”. Que tipo de gente PODE fazer isso nos dias de hoje? Pense bem: nem os tais empresários de sucesso podem fazer uma maluquice dessas.
É até anti-democrático.
A remuneração deveria ser obrigatória e compatível com a realidade brasileira. Eu acrescentaria premiação baseada em % do que levamos nos títulos (por exemplo, Timão levou R$ 3 milhões pelo bra-10. O prêmio poderia ser 80% desse valor e o Diretor distribui entre os seus).
PS: o Internacional já tem toda a sua diretoria remunerada.



Só para arrematar: o Inter não tem toda Diretoria remunerada e muito menos profissionalizada. O novo presidente quer fazer isso.
Aliás, o vermelho do sul está com um problema muito grande com relação ao estádio “para a Copa”. Terão que decidir entre fazer time ou estádio, já que fizeram birra com o tricolor por que o Grêmio está fazendo um estádio com recursos de terceiros… muita coisa acontecerá nessa questão.
Abraço.
A notícia que li, dizia que “para a nova gestão”, o presidente & cia, seriam remunerados por uma empresa criada pelo Inter.
Devemos estar falando a mesma coisa.
Olá Alvaro!
Interessante seu post. Acredito que, se tiver que ser remunerado os cargos diretivos, isto quer dizer que o time vai funcionar como empresa. Desta forma, todos terão responsabilidades, metas a serem atingidas, e terão que ser cobrados por isso. Mas, os “acionistas” que tem que cobrar eles deve ser a FIEL TORCIDA, pois somos nós que mantemos o clube do povo, e todas as satisfações devem ser dadas a nós.
Abraços
Essa é a idéia. Com a vantagem de que qualquer um poderia se interessar por cargos diretivos (diferente do que é hoje, pois o cara tem de “abrir mão” de ganhar um salário).
Acho interessante que todos sejam remunerados, mas não no sistema que impera, atualmente.
A remuneração, neste caso, seria uma forma de facilitação de conchavos.
Entendo que a remuneração, no mundo moderno, é necessária para todos os cargos diretivos, inclusive o Presidente.
Porém, por outro lado, entendo também que essa remuneração pode até estar atrelada a palavra profissionalismo, mas não estará atrelada a palavra competência. E estas palavras, em cargos diretivos e remunerados, antes de tudo devem ser sinônimas.
E é aí que está o busílis.
O profissional é escolhido pelo Presidente, não por competência, e sim por afinidades políticas. O Grupo A tem o mais capacitado para exercer tal função, mas como o Grupo B está no comando, o escolhido é alguém, não tão capacitado, mas aquele com mais afinidade política com o grupo.
Desta forma, muitas vezes, quase sempre, não teremos os melhores à disposição.
Teremos aqueles que agradam o Presidente e seus asseclas e se vergam à politicagem existente dentro do clube. Os não afeitos à politicagem e conluios são descartados e colocados à margem.
Depois do fim do mandato destes, teremos aqueles que agradam o outro Presidente e seus asseclas.
E ficará assim, por anos e anos. Sai do lado A e vai para o B, a não ser que alguém consiga se perpetuar no poder como o Dualib e o Matheus, apesar que, agora, com o novo estatuto, não teremos os mesmos nomes, mas poderemos ter o mesmo grupo no comando. Sai Andrés, vem Gobbi, vem Da Nova, vem André Negão, volta Andrés, volta Gobbi e por aí vai.
Isso para um clube do tamanho e da representatividade do Corinthians é um absurdo. Temos, mais ou menos, 30 milhões de torcedores, mas apenas 10.000 com direito a voto. Ou seja, os eleitos são representativos, apenas, dentro das Alamedas do Parque São Jorge.
Logo, é preciso democratizar o Corinthians, o que, sinceramente, eu não acredito. E democratização, a meu ver, não significa eleger um filiado dos Gaviões da Fiel, por exemplo, como é sonho e projeto da torcida organizada, desde sempre.
Democratizar o Corinthians é um projeto mais amplo, que engloba pessoas que não precisem do Corinthians, mas que são corintianos de corpo e alma e que não representem nenhuma facção.
Precisamos de corintianos apolíticos para gerir com mais competência o maior e mais importante clube do Brasil.
Com essa politicagem rasteira que existe, clube nenhum no Brasil evoluirá da forma que é possível, pois sempre existirão acordos, conchavos e conluios para se manterem no poder.
Isto posto, o Corinthians tem poucas ou remotas chances de se democratizar de fato e a escolha de um diretor de futebol remunerado ou não, certamente, não passará pelo critério da competência e, sim, pelo critério político.
E eu remeto o seu final para o que diz o Filipe, tem de democratizar. É difícil, impossível, mas não tem.
Também sua a favor da remuneração, o Citadini defende que seja separado a parte Social do Futebol, vou no mesmo caminho.
Para profissionalizar a diretoria é preciso acabar com o feudalismo; para acabar com o feudalismo é preciso se associar. Então, bora lá.
Só que é aquilo; deixa de ser um clube e vira uma empresa. O Corinthianismo passa a ser mero modelo aplicado para capitalizar, e vemos certas aberrações como as que já existem.
Democrático seria se o Corinthians tivesse um time de várzea jogando na Fazendinha. Aí se veria o que é Corinthians.
Preciso associar-me… Apesar de já ser Fiel Torcedor.
A democratização poderia (ou deveria) começar por ali: liberando o voto para o FT.
Além desta diretoria remunerada, para desestimular as famigeradas taxinhas, deste vice de futebol marcado pelo corinthianismo, acredito que a gente precise de um conselho fiscal efetivo. O Corinthians contratou nos ultimos três anos quase 60 jogadores. Grande parte dessas contratações eram desnecessárias. Acredito que se tivesse que passar pelo crivo de um conselho, muitas delas não ocorreriam. E a mania de se pagar salário para jogadores que estão emprestados a outras equipes. Dizem que o Corinthians paga para o Lulinha mais do que o Jucilei. É uma situação que revela a omissão de tal orgão. Mas para que este conselho fiscalize de fato é necessário acabar com o clientelismo dentro do PSJ, o que vem de encontro ao que escreveu o Cláudio sobre participação política e democracia no PSJ.
Exatamente!
Na minha opinião os clubes não devem seguir modelo nenhum. Cada clube deve fazer as coisas à sua maneira e de acordo com suas tradições. A única coisa que todos os clubes devem seguir é a lei.
Não faz sentido o Corinthians ter presidente e diretoria remunerados simplesmente porque não faz sentido pagar a quem está disposto a estar lá de graça. Basta os sócios elegerem os que têm competência. E não é porque neste ano o Corinthians não conquistou títulos que os que hoje estão lá são incompetentes. Muito pelo contrário. O Corinthians tem um time forte, aumentou seu patrimônio com a construção do CT e aumentará ainda mais com a construção do estádio, e, tem também o melhor sistema de venda de ingressos do Brasil, que é o Fiel Torcedor.
Na Europa, dois dos maiores times, o Manchester e o Barcelona, que são exemplos de administração para muita gente, têm diretores muito bem remunerados e dívidas estratosféricas, de quase 1 bilhão de dólares e de 400 milhões de euros, respectivamente. Tanto que o Barcelona foi obrigado, depois de 111 anos, a vender o cobiçado espaço em sua camisa. O Liverpool quase faliu este ano. As dívidas dos grandes clubes europeus fazem a dívida do Corinthians parecer dinheiro de pinga.
Pra mim, a diretoria do Corinthians faz um excelente trabalho, como há muito tempo eu não via. E digo isso porque já fui obrigado a ver o Corinthians com o ataque formado por Kel e Adil e ter na lateral esquerda um tal de Elias, que teve que bater um pênalti três vezes para fazer o gol, num jogo contra o União São João na Fazendinha.
Vai Corinthians !!!
Esse Elias foi o pior jogador que eu já vi jogar no corinthians. Lembro dele.
Infelizmente, Gabriel, acho que houve jogadores piores do que este Elias…….Mas o pior de tudo é que para ter este Elias, o velho Matheus cedeu o Dinei, que assim que chegou ao Guarani foi revendido a um time suiço.
O Barça tem um modelo que é democrático até o ponto da lei espanhola que determina que os candidatos à presidência devem dispor de bens pessoais no caso de má gestão. Como o Barça é rico e a lei exige isso ANTES da eleição, limita-se sobremaneira quem pode ser o candidato.
Essa lei, e outras que já tentaram fazer no Brasil, é uma idiotice sem tamanho. Você simplesmente afugenta quem poderia trazer idéias novas e fica só com os que não largam o osso.
Xará, não é o Barcelona que é assim… na Espanha a lei determina que os mandatários dos clubes de futebol respondam com seus bens pessoais em caso de prejuízo financeiro do clube.
É uma legislação mista que serve para todos, já que na primeira divisão espanhola somente três equipes são clubes como os nossos. O restante dos times é clube-empresa.
Sim, como escrevi é uma lei e não concordo com ela.
Esses exemplos europeus que vc deu estão totalmente equivocados… o Barça deve mais de 400 milhões de euros… o Man Utd é outro que deve pakas… só que tem dinhero demais e não paga as contas que são na maioria pros governos que não fazem nada por politicagem… esses times são exemplos de markenting… não de adm…
falow
Até porque o cara, sendo diretor e não-remunerado, se acha no direito de ganhar os já consolidados “por fora” em qualquer contratinho…
O caminho pra que as coisas não afundem é por aí mesmo, mas ao que parece não é muito interessante estimular a participação e a democracia no Parque São Jorge. Digo mais: os movimentos políticos desaparecem com a mesma rapidez que são formados, vide o levante contra o último presidente. Acenderam o pavio, mas esqueceram de explodir a bomba inteira.
Chega a ser bizarra a forma como o apadrinhamento ainda controla a política dentro dos clubes de futebol.
O ideal é isso mesmo
Ter uma estrutura que permita perder jogadores, tecnico mas a linha de trabalho continua.
Apesar de estar vendo ainda timidas movimentações nesse sentido, acho que ainda estamos longe disso. Ultimamente nossas contratações, ou o trabalho de base não segue nenhuma logica
Ate o Marketing ou jogador hoje em dia ta envolvido com contratações de jogadores. Quem deve saber as necessidades da equipe é a Comissão Tecnica e Diretoria de Futebol, o marketing no maximo corre atras do dinheiro. E jogador joga.
Não sei se daria certo no Timão, mas até que é uma boa… mas tem que botar caras bons ali… tem que ser um presidente que saiba de adm… diretor financeiro que sabe de finanças e um diretor de marketing que sabe o que faz… e não leva nada por fora…