Aonde chegaremos com Tite?
Helenio Herrera foi treinador do Inter de 1960 a 1968. Em 1963, leva o Inter à Série A e em 64, a CL com uma martelada de 3×1 sobre o Real de Puskás e Di Stéfano. Em 1965, outra série A e, em 66, outra CL. O time foi eternizado como La Grande Inter.
Já o sistema ficou conhecido como catenaccio (“seria tranca”?).
O catenaccio é uma evolução tática do verrou, sistema desenvolvido na Suiça pelo técnico Karl Rappan – basicamente uma versão mais defensiva do W-M. A principal característica do verrou era a presença de um jogador de sobra, o eterno líbero.
A versão de Herrera (que não é bem dele, mas que ele levou ao sucesso) era formada por uma linha de 3 defensores fixos – que marcam homem a homem — e um líbero recuado. Interessante, para nossa discussão, é que muitos jornalistas denominaram o sistema como anti-futebol, dada a sua infinita capacidade de acabar com o espetáculo e deixar o jogo chato, feio, insuportável.
HH é também dos técnicos mais importantes da história do futebol. Foi ele quem trouxe a psicologia para o futebol (é o inventor da concentração), a nutrição e a preparação física. Mas também era capaz de não avisar um jogador do falecimento do seu pai, de modo a aproveitá-lo durante uma partida ou, num caso rumoroso, ser acusado de levar a morte um jogador já doente por excesso de treino. Ainda existem muitas histórias de dopping no Inter (que lhe custaram o cargo de treinador), da compra de juízes e maldades contra treinadores adversários. (Melhor do que meu resumo, bom é ler o livro Inverting the Pyramid).
Sobre o catenaccio
Um material didático a respeito encontra-se no blogue antigo do Ceccone. Seria um 4-3-3, mas não é bem isso, pois o volante é mais um cabeça de área que não passa do meio de campo. O líbero fica posicionado atrás de 3 zagueiros, mas cuidado, é um líbero que não avança para compor o meio, ele é um eterno zagueiro de sobra. 2 meias ainda compõe o meio e os 2 atacantes são pontas obrigados a voltar (essa parte parece o Titenaccio). É fácil perceber pela figura, como se forma um buraco entre criação e ataque o que, naturalmente, leva ao jogo de chutões.
O sistema foi totalmente abandonado no mundo e, o mais irônico, uma versão dele levou a copa de 82 (mas aí já é outra história).
Leiam a seguinte descrição e reflitam sobre o jogo passado:
“O time estacionava no próprio campo, sempre com superioridade numérica, de maneira compacta e sem oferecer espaços; no momento da reconquista da bola, avançava-se em profundidade no campo adversário, com lançamentos longos”. Franco Ferrari in: Elementi di Tattica Calcistica – Volume 1
Titenaccio
Já discuti em post anterior como funciona o sistema e não é essa a discussão que eu gostaria de levar agora, pois estrategicamente, os dois sistemas são ABSOLUTAMENTE IGUAIS.
A questão aqui é: o Titenaccio, ainda não denominado por aqui como anti-futebol, pode nos levar a uma fase de títulos jamais vista?
Reforço o histórico de Felipão na SEP: mesmo com um supertime, insistia no chuveirinho, no jogo feio e não se impunha. Era massacrado pelo torcedor (o mais “acadêmico” do Brasil) até que o último pênalti transformou-o em gênio.
Percebo que a crítica ao Tite é muito mais forte por aqueles que vão ao estádio. Afinal, em casa, dá para ficar na Internet papeando dos TW, FBs da vida, já no campo, só resta segurar a vaia no gogó.
Não tenho dúvida que o sistema pode funcionar contra times mais fortes que o nosso, contudo, acho um sistema carregado de falhas exploráveis, como, por exemplo, quando recua o time todo no escanteio e os adversários estão respondendo colocando mais jogadores na nossa área.Mas, reforço mais uma vez, que o congestionamento na zona de criação impede situações de gol dentro da nossa grande área.
Concluindo, acho inofensivos os argumentos baseados na “paixão acima de tudo” ou à falta de técnicos no mercado. Não sou corinthiano por causa dos títulos conquistados, mas por identificar o corinthianismo na minha equipe, nos meus torcedores. Se a coisa descamba apenas para o pragmatismo dos títulos, desculpem, mas isso sim, não é ser Corinthiano.




Excelente explanação e resgate histórico, Álvaro, parabéns. Nada a acrescentar aí, o sistema de Tite está bem discutido neste ilustre fórum, com suas virtudes e (inúmeras) falhas. Quero dar um pitaco sobre a opção de demitir ou não o treinador – e serve pra qualquer treineiro.
Pra mim, o técnico é meio que o diretor criativo de uma companhia de teatro – ou o gerente de qualquer equipe, na prática, mas a comparação artística tem mais a ver com o tema. É o cara que vai dar a linha geral do espetáculo, identificar o potencial de cada ator, procurar os defeitos na montagem geral (iluminação, figurino, sei lá) e agir pra equilibrar as coisas, sempre dentro de uma concepção artística definida.
Fica claro que o resultado do trabalho vai passar muito pelas ideias desse cara, por suas concepções sobre o teatro, o trabalho com atores, e coisa e tal. Assim, imagino que a Companhia do Latão (sei lá, qualquer uma) só vai escolher para a função um cara de qualidade reconhecida e que tenha em suas concepções artísticas algo de específico, de conexão com as ideias da própria companhia ou que ela quer desenvolver no próximo período.
Pois bem. Dentro desse raciocínio, eu jamais teria contratado o Tite. Não porque ele seja necessariamente ruim, não é pior que a maioria dos técnicos de sua geração. Mas porque suas concepções artísticas não me atraem, nunca me atrairam. Quando caiu o Adilson, preferia ter apostado em algum treinador mais jovem, com ideias novas, a ir atrás de qualquer dos medalhões que já conhecíamos de tantas jornadas. Dorival, Mancini, sei lá. Ou ainda trazer um gringo, como o Bielsa.
Mas a diretoria decidiu contratar o Tite. Isso pra mim quer dizer que decidiu se comprometer com um tipo de concepção de jogo. Essa concepção teve tempo pra se ajustar e deu frutos – uma final de Paulista e um Brasileiro – sempre dentro das limitações que possui (e sempre possuiu) em relação ao espetáculo. Agora, enquanto gestor, como eu posso demitir esse cara? Eu o escolhi, abracei suas concepções e elas foram vitoriosas.
O que quero dizer é que a escolhe de um técnico deveria ser levada mais a sério no futebol. Pra mim, deveria ser abraçar um estilo – ainda que por um período definido. Deveria ser feita em cima de um projeto apresentado pelo treinador, com suas concepções, sua visão geral do elenco, que prioridades estratégicas enxerga para a equipe (posse de bola, ataque rápido, defesa sólida) com base no elenco. Feita a escolha, tem que apostar no cara e em suas concepções, segurar a onda dele por um período mínimo e ver o que acontece.
Nesse sentido, a diretoria do Corinthains tem razão. Segurou a onda do Mano em 2010 e a do Tite pós-Tolima e foi recompensada com boas campanhas no Brasileirão (ainda aposto que se o Mano tivesse ficado ganhávamos 2010 com certa folga). Já abraçou a concepção do técnico, tem que ir com ela por um tempo e não trocar no meio da temporada. Porque aí levaria tempo até o outro cara se ajustar ao elenco e ajustar o elenco às suas concepções.
O erro, na minha visão, foi escolher justo Tite. Acho que depois da experiencia com o calmo Mano e o explosivo Adilson, Andres buscou um cara mais sossegado pra segurar a onda, já que ele mesmo era um porra-loca. Agora, eu acho que a coerência manda ficar mais um tempo com o Adenor e sua retranca. Ou no mínimo, um aposta meio perigosa com boas chances de prejudicar o desempenho de curto prazo. O Muricy, que chegou mais ou menos nesse período do ano passado no Santos, fez duas coisas: recuou o time todo e contou com o Neymar voando. Não vejo o que um técnico possa fazer no curto prazo que o Tite já não esteja fazendo.
Resumindo, eu adotaria como regra geral só trocar de técnico entre temporadas. Tirando exceções em que a coisa esteja ruim mesmo em termos de desempenho, o que não é o caso. Trocar agora teria grandes chances de levar a um período de instabilidade que só resultaria na queda do novo técnico e em competições perdidas.
fecho de A a Z. lembro que eu (modestia a parte) que comecei essa “critica aos criticos” aqui no blog, lembrando a maxima “em time que ta ganhando nao se mexe”…. alias, falei que achava o tite defensivista em demasia pro meu gosto , ibdem felipao, muricy e mano… mas que, como corinthiano, como torcedor, de forma alguma essa seria a hora (primeiras rodadas da libertadores!!) de trocar de tecnico. porra, bem ou mal, esse time acabou de ganhar o brasileiro! e pode parecer ruim com ele, mas provavelmente seria bem pior sem ele. ele conseguiu “dobrar” o elenco e fazer os caras fecharem entre si. alem de taticas (ele é fraco, é retranqueiro) esse tal “espirito de grupo” tb é fundamental numa equipe campea. e o cara afinal conseguiu isso!! e qd lembrarem do 4-2-4 muito interessante qd joga em casa, marcando pressao e sufocando no comeco dos jogos, como bem lembrou alvaro… sim alvaro, é muito mais interessante essa marcacao no campo adversario, mas… é preciso lembrar que esse elenco é “bom”, mas tb é “velho” – tudo jogador trintão… ou seja, esse elenco ai nao aguenta marcar pressao o jogo todo, todo santo jogo, 2X semana…. sim, porque isso é uma qualidade (experiencia) mas tb é um defeito (falta, naturalmente, um certo “gás” !). Isso foi (acho) uma aposta da diretoria – jogadores rodados, ao inves de apostar em promessas… e lembrar principalmente que foi assim, jogando feio, que ganhamos Br2011 – uma lindeza de campeonato! e digo mais, foi na saida do mano e no “nao encaixe” do adilson com o elenco que perdemos 2010. o pontos corridos mais facil que ja tive oportunidade de acompanhar… portanto, apesar dos defeitos, que “Tite e seus Tiozinhos” continuem com superacao e garra e ganhem de vez a libertadores. sim, eu acredito que dá , que o time chega forte na disputa!!
A característica mais marcante e maior virtude do Corinthians atualmente é saber segurar o resultado quando passa à frente do placar (daí o “problema” da profusão de vitórias por 1x0s – problema, para mim, não é, nunca foi e nunca será vitórias, mas derrotas…).
A segunda mais marcante característica desse Corinthians é a sua capacidade de correr atrás do resultado quando o adversário é que passa a frente do placar – alcançando, muitas vezes, a virada, ou ao menos o empate.
Trata-se de algo admirável, motivo de orgulho para o torcedor de qualquer time, e particularmente importante para os corinthianos, pelo resgate de uma virtude importantíssima na formação da mística corinthiana.
Estranhamente, ninguém aqui se lembrou desse aspecto da questão.
O Parreira, em um livro, cita o técnico alemão Sepp Herberger, campeão em 54, que tem a seguinte definição: “Time bom é aquele que sabe defender e atacar com a máxima eficiência”. Eu gosto desta definição e penso que o Corinthians atingiu a metade dos objetivos. E, por outro lado, ao recuar atacantes e meias para a sua intermediária, pode estar fazendo com que o seu sistema defensivo prejudique o seu sistema ofensivo. Um sistema não deve prejudicar o outro, em condições ideais.
O Corinthians tem os seus levantamentos estatísticos e, aparentemente, o time andou levando gols em bolas perdidas no meio de campo. Como o Tite, acima de tudo, gosta de segurança na defesa, o time não tem feito a bola passar pelos volantes e meias. Eu até considero louvável o trabalho defensivo do SCCP mas não aceito que o time abra mão da sua transição. Outra observação é que parece estar faltando uma melhor compactação para o ataque. O Barcelona adota a ideia de que as linhas não devem estar separadas por mais de 25 metros, o que deve favorecer as linhas de passe. O ideal é que todos participem da movimentação de ataque, assim como todos participam do sistema defensivo. Se um jogador tem a bola, os outros tem de tentar se desmarcar e oferecer uma opção de passe. É claro que com uma certa organização, não adianta correr para qualquer lado.
Sobre o último jogo, não acho que o Alex seja o meia-central ideal. Passou a jogar melhor quando começou a jogar aberto pela esquerda. E aí entrará em competição com o Danilo, outro que gosta de jogar aberto pela esquerda. Gosto do Liedson mas o Adriano estaria mais apto a jogar no esquema do Tite. Um esquema que envolve chutões e muitos cruzamentos.
Nicolas, onde viu esse levantamento sobre os gols levados na saida de bola pelo meio?
Muito interessante mesmo, mas se essa for a razão de usa-la mais o Tite só pode estar ficando louco. É obvio que mesmo tomando mais gols, a criação tambem passa muito mais por ali e vamos fazer mais.
Olá, Vinicius. A informação sobre os gols tomados em perda de bola no meio de campo está em: http://www.meutimao.com.br/materia/71321/segredo_da_defesa_corintiana_e_o_auxilio_dos_jogadores_de_frente .
É verdade que não consta da matéria que a origem das estatísticas é o Corinthians. Embora o time, realmente, disponha de um setor responsável por estes levantamentos. Até apareceu no Esporte Espetacular.
A orientação para evitar passar a bola pelos volantes é uma dedução da minha parte, observando os jogos. Pode estar correta ou não, mas a dinâmica dos jogos mostra este problema. A gente conhece o perfil do técnico.
1- É um tanto quanto comum ler comentários afirmando que lugar de atacante é proxímo a área adversária segurando seus zagueiros lá atrás. Atacante não pode recuar (ultrapasando a linha de meio de campo) em hipótese alguma! Mas se a gente observar que o Ronaldo fez contra os bambis naqueles 2×0, verá que o Ronaldo parte quase da linha do meio de campo. Vendo os gols da final contra o Brasilense, no segundo que fez naquela partida, Deivid está antes da linha de meio de campo quando a bola é lançada. Gil é o que está mais avançado, mas não está muito perto da área do time calango.
2- É comum ver o pessoal dizendo que no tempo do Mano não havia sufoco por parte do adversário e nem sofrimento pra gente. Naquele jogo contra os manjubinhas (3×1 com aquele gol antológico do Ronaldo) levámos sufoco. E vão me dizer que na semifinal contra o Vasco (aquele 0×0 no Pacaembu) não houve sofrimento?
A da semi contra o Vasco eu concordo, pois ele chamou o Vasco para o próprio campo e quase dançou feíssimo…
A do Santos e a do SP, acho que já era mais um recuo natural.
Mucio o que não pode é o jogador voltar sempre, vez ou outra pode, isso acontece nas circunstâncias de jogo.O jumentite manda os atacantes marcarem sempre, e pior, o centroavante, uma loucura jamais vista, pelo menos nunca ouvi falar de alguém ter feito isso.
Contra estes timecos do interior vi o liedson(esta acabando sua carreira assim, infelismente) se matando várias vezes na linha de volantes, correndo feito louco, trazendo os adversários pra cima do corinthians ja que deveria estar la na frente segurando 2 zagueiros.Liedson, um dos melhores atacantes do Brasil, ta estourado, a culpa é do treineiro.
Jumentite tem uma visão diferente do futebol, nenhum técnico faz isso, e nehum técnico recua sem ter contra ataque, além de nehum se defender com 11 na área dentre outros defeitos únicos dele e comprovados.
Sem contar que ele disse que o gol aos 3 minutos foi ruim pro time e que não gosta de jogar contra 10, um cara desses tem algo errado.
Semana passada eu postei uma pergunta no blog do doutor Osmar sobre o Liedson
Múcio Rodolfo:
“Boa madrugada,doutor! Nos blogs autenticamente corinthianos muito vem sendo debatido a forma como o Tite vem utilizando o Liedson. Dizem que o treinador obriga o atacante a ficar correndo atrás do volante adversário, privando-o de estar no lugar mais apropriado para que possa cumprir sua função que é marcar gols. Acusam o gaucho de pretender encurtar a carreira do nosso artilheiro. Eu gostaria de saber a opinião do senhor. O pessoal está certo? O pessoal está exagerando?
25 de fevereiro, 2012 às 01:40
Dr. Osmar de Oliveira
“Estão exagerando. Estão querendo arrumar algum fato para a ausência de gols do Liedson e futebol não é assim. No esquema do Tite,m todo mundo marca. Por isso, com o Adriano, o Tite vai ter que arrumar uma nova maneira de jogar. Idem com o Douglas. O Liedson tem uma artrose no joelho e por isso é poupado em alguns jogos.”
————————————————————————————————Embora não seja o dono absoluto da verdade, acredito que o doutor Osmar tenha um certo conhecimento médico-esportivo e que também não pode ser taxado de anticorintiano para dizer que tal comentário é movido por interesses “sabotagisticos”.
Eu nunca entrei nessa onda de que o “Tite vai quebrar o Liédson”, pois é exagero (a menos da época em que ele voltou de contusão e agora, óbvio, na pré-temporada).
Meu argumento sempre foi de que ele mata o contra-ataque, pois o Liédson fica muito atrás. Mais atrás do que no gol citado por você do R9. Eu mostrei isso em foto já: Liédson recua até metade do nosso campo (nunca mais nem menos do que isso).
Enfim, reconhecidamente, se você pegar as estatíscas quase nunca fazemos gol de contra-ataque.
Mucio o Dr. Osmar talvez seja o único corinthiano que nos defenda na mídia.Só que às vezes isso passa dos limites(sim aqui vai uma critica ao GRANDE Dr.Osmar, por que não??), Dr. Osmar quer nos defender tanto que não faz nenhuma critica construtiva, na verdade o que ele quer é evitar criticas dos abutres, clima pesado, mas tem probelmas que tem que ser discutidos.E não to falando só no caso do Ledson não, falo de muitos casos em que Dr.Osmar nos defende mais se omite de colocar o dedo na ferida.
Vc ja viu aqulela blogueira yule?? a mulher é só no “oba oba” isso não é valido, não querendo comparar o Osmar com ela, ja que este se diferencia por nos defender e a yule não, o pau quebra e ela nem cita nada dos abutres desperdiçando aquele baita espaço na globo.com. que por isso recebe o menor número de comentários dentre os bolgs de clubes “grandes” lá fixados.
Voltando ao Liedson, não é exagero, volto a perguntar: que treinador faz isso?? que centroavante do Brasil fica marcando o tempo todo indo e voltando??
Se ele tivesse jogado só de centroavante estaria voando e com o dobro de gols no corinthians.
Pra mim há um erro do jumentite.
Sofrer num jogo complicado de mata mata é uma coisa, mas em todo jogo não, ainda mais tendo um elenco desses.Ultimo jogo o quase rebaixado bota vindo de goleadas veio no paca e teve mais posse de bola, ganhamos na marra, isso é nossa realidade titenica, o fácil vira difícil e o difícil vira quase impossível. Mano esta anos luz na frente do jumentite.
alvaro fica uma sugestao para voce fazer uma analise mais detalhada do time quando jogamos em casa com o 0×0 no placar ainda, que é o time mais proximo do ideal que todos nós queremos.
Em casa, no começo dos jogos, ele monta um 4-2-4 muito interessante e que arrasou diversos jogos!
E isso dura até que a) o Corinthians faça um gol ou b) o Danilo canse.
A questão é mais complexa do que uma discussão diletante das concepções táticas do técnico Tite.
Os corinthianos que escrevem na internet (donos de blog e leitores que comentam) não podem perder de vista o caráter público do que é publicado.
Lavar roupa suja em público, como se sabe, não é nada bom.
O anticorinthianismo é uma praga a qual estamos sujeitos, devido a grandeza e a mística do Corinthians.
O anticorinthiano, esse ser repugnante, corroído pela inveja, sente cheiro de carniça, e é atraído, por exemplo, por uma discussão sobre o futebol de resultados de Tite.
Discussão a qual ele desvirtua, imiscuindo-se, propugnando “fora, Tite!”, desvalorizando a conquista de Brasileirão mais corinthiana da história, procurando criar tensão e insegurança em relação à Libertadores.
O corinthiano que escreve na internet precisa, pois, fazê-lo com consciência e responsabilidade.
Principalmente o dono de blog, filtrando as participações, e direcionando o rumo da discussão, coibindo o desvirtuamento e a intriga da parte de quem só deseja o mal do nosso Corinthians.
Não entendi o último parágrafo. Eu só filtro SPAM e, eventualmente, torcedor de outro time, mas só se o cara vem agir como um idiota.
Um parêntese à discussão sobre o titenaccio, uma reportagem sensacional da revista piauí http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-15/carta-da-inglaterra/o-esporte-que-vendeu-a-sua-alma
também tem no blog do Paulo Nogueira o mesmo assunto: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/?p=6826
engraçaçado que personalidades como o J. K. e o Ricaperrone vez ou outra defendem o “modelo americano”.
Meia, precisamos estar atentos, como corinthianos, a certos “movimentos” de mídia que começam a pulular no jornalismo tupiniquim – e não só no esportivo. De um lado, a “crônica” em forma de “reportagem-denúncia” da Piauí é interessantíssima ( embora ache que o texto poderia ter sido mais curto ) e serve de alerta para os exageros do marketing, a ponto de despersonalizar clubes tradicionais. De outro, note que o autor declara-se torcedor do Meigo, clube que até outro dia se beneficiava do “capitalismo de estado” brasileiro, via patrocínio estatal, em franca concorrência desleal com outros clubes brasileiros ( e sem que a imprensa tenha jamais se manifestado a respeito ). Nessa mesma linha, observe que essa elegia atual ao tal “modelo americano”, começou curiosamente a ganhar corpo na mídia ( você cita Juca Kfouri e Ricaperrone ) com o descolamento do Corinthians dos demais clubes brasileiros ( num movimento, como abordamos abaixo, que tende a nos guindar a uma posição de franca supremacia, hegemônica mesma, diríamos ). Pelo que pude depreender do texto, a tese contida nesse modelo – americano – é a de que os órgãos diretivos do esporte deveriam equalizar os “efeitos nefastos” do capitalismo sobre a competitividade esportiva, preservando a “essência” do esporte e impondo limites à concorrência “franca e desregrada” entre os clubes. Gozado que antes valia a “lei da selva”, o capitalismo mais escrachado, e agora não vale mais? Quando o SPFW intentou e colocou em execução um plano para nos superar em torcida ( e, consequentemente, em importância econômica ), valendo-se da nossa já proverbial incúria gerencial, para a imprensa paulista eles eram um clube modelar, com gestão administrativa e de marketing moderna e sintonizada com o tal mercado. Agora, de uma pra outra, querem mudar e propõem intervenção? Que história é essa? Caras de pau, eis o que são! E a campanha contra Ricardo Teixeira ( com quem absolutamente não simpatizo, e ao menos em seu aspecto mais virulento, que não poupa nem crianças ), também é outro aspecto bem temporal, percebe? Como já andei dizendo por aí, o preço da nossa grandeza – e do nosso crescimento sustentado – é a eterna vigilância.
Pois é Paulo, agora eles querem o socialismo né, modelo americano,diálogo, compartilhamento e todo o bla bla bla.
Os antis passam o tempo detonando a instituição corinthians, nos difamando mas na hora da grana querem ajuda né, levaram uma banana no caso das cotas e ainda estão tontos com a porrada na testa que levaram.Quando Andres disse que ia negociar só muitos zombarão, o Kof tirou onda e depois viram nossa força, que pra mídia o que interessa é só o corinthians(o centro de tudo) e num segundo momento os mulambos
O corinthians não sustenta mais ninguém, acabou!,quem for grande de verdade que sobreviva com sua torcida e suas libertadores, afinal pra muitos esse campeoanto traz grandeza não é, coitado do independente da argentina não sabe onde coloca tanta taça de libertadores(7) e não passa de um clube médio argentino, torcida minuscula e faturamento pífio.
Quanto ao RT anos atras andava de bem com JJcatro e ninguém dava um pio, pelo contrário diziam “que diante de tanta organização o spfc é forte nos bastidores” “força nos bastidores natural tamanho exemplo e grandiosidade do spfc”.O corinthians e sua torcida deve seguir sozinho solitário na ponta da pirâmide, os outros não merecem nada, bando de invejosos antis.
zombaram*
Paulo tratei de citar no comentário abaixo a Alemanha e não espanha ja cutucando este discursinho pró fla(time da mentira) adotado pela mídia.A mídia, princialmente a carioca, não aceita ver o coringão decolando(em todos os sentidos, não só financeiro) e o fla plantado sem avançar e tratam de criar teorias, falácias sem embasamento.Nossa torcida a cada dia dispara mais na LIDERANÇA,da mais sinais de fanatismo, fidelidade, ja a mulambada é so vergonha, vaias todo jogo, públicos de 3000 pessoas,não ajudam o time.Eles se fazem de desentendidos e ficam com este papo de que pode ocorrer do fla e coringão se tornarem “real e barça” brasileiros, querem pegar carona no timão.Hoje o corinthians(com uma torcida única, fanática,fiel e consumista) é líder disparado em arrecadação(beirou os 300mi em 2011 e com estadio-nossa MECA-vai passar de meio bilhão), há um buraco de diferença senão vejamos:
-em 2010 a diferença pro 2° foi de uns 20mi
-em 2011 deve ter aumentado pra uns 50(tendo em vista o salto na nossa arrecadação)
-e em 2012, ja com as cotas novas deve ficar o abismo de uns 80 a 100mi
- com o estadio arrisco a dizer que o ja oceano de diferença será de 200mi pro 2° colocado.
O atual 2° colocado atual é o intermunicipal de porto alegre, depois vem a bixarada e o fla aparece la em 5°, e não seria uma cota de tv de 20 ou 30mi a mais que tornaria o fla “absoluto” ao lado do corinthians, com esta cota nova(que também faz subir nosso faturamento) ele nem ao menos assume o 2° posto, imagina acompanhar o corinthians, só se for de binóculo.A mídia se faz desentendida, dias desse vi galvão bueno falando de elencos fortes e dizendo “corinthians e fla arrecadam mais de 200mi por isso podem pagar bem e ter elencos fortes”, foi uma insanidade, o fla nunca passou da casa de 140mi, e ai ele joga isso no ar, mas concerteza ele sabe qual realmente são os faturmaentos.Vale tudo pra manter o flamenguinho “grande” mas com o tempo este discurso fica insustentável.
E olha que a fiel não esta ainda totalmente “explorada” (no sentido de consumo), é um mercado vasto, e estas projeções de arrecadação de 700, 1bi são relaistas num intervalo de uma década ou menos.Ao mesmo tempo, não vejo nenhum clube com potencial pra crescer no nosso ritmo no Brasil.
Seremos a maior potência do Brasil e se tivermos um plano de mkt ousado poderemos virar uma referência real em todos os países vizinhos, se tornar “o time”, craques, talentos da base(isso tem que melhorar ainda), torcida, estrutura, tudo como referência na américa.
Com nosso estadio pronto, e com peregrinação de fiéis todos os dias(vai ser uma loucura aquele shopping, praça de alimentação com vista panorâmica pro campo, e em dias de jogos…MEU DEUS!) o Brasil anti corinthiano vai sentir um golpe, muito maior do que a conquista da copa funai libertadores, que estar por vir.Oa antis ao verem a fiel em festa peregriando pra nossa MECA e o clube arrecadando milhões pra montar elencos fortes dirão:AGORA FUDEU!
O atual segundo colocado é o*
O problema é confiar que o Corinthians tenha administração para isso. Por enquanto, ele tem atuado na lacunas do passado e fechado os olhos para a composição política no poder do clube.
Qando a escala aumentar, duvide-o-dó que as coisas funcionarão corretamente, por isso que ainda precisamos avançar, e muito, na democratização e nos órgão de controle do clube.
Sim, a política do clube pode ser um fator que freie uma possível sequência de títulos nunca-antes-vista-na-história-desse-país.
Como você disse, quando o bolo aumentar o que acontecerá? Sabendo a cultura e histórico do país, como imaginar a política interna do Corinthians interrogação.
A ver.
Mas o clube tem votação, ja falam em espandir votos pro fiel torcedor e tal.Se isto acontecer mesmo será a prova maior de que a atual gestão veio pra mudar tudo e não terá mais volta, coisa que alguns tendem ainda a duvidar.
Não tenho pessimismo quanto a isso, acho que estamos no caminho certo.O bolo que era de 60mi há 5 anos ja passa de 290 e continuam bem na dministração,a oposição carniçeira(e sem estratégia nenhuma) queria o bolo mas não deu.Não que eu ache que só tem santo atual administração(e nem imagino isso, nesse sonho todo), mas no geral vão bem a frente do clube, anos luz aos do passado e a grande maioria dos clubes brasileiros. O corinthians hj é referência em tudo, e ja ta consolidado no mercado, em todos os pontos nós(torcida e clube em si) estamos a frente e os outros bem atrás.
expandir*
Democratizar é mais que isso. É garantir órgãos de controle que hoje, se existem, não são transparentes, democráticos e aparelhados (principalmente essa última parte) para fiscalizar quem comanda.
Por outro lado, é inexplicável que diretores e presidentes não sejam remunerados. Eles vivem do quê? Melhor: se eu não for um milionário, então nunca poderei ser diretor do Timão?
Remunerar, principalmente por metas, é também democratizar o clube.
Concerteza que ainda faltam mais coisas, mas estamos avançando e se comparado aos outros clubes estamos mudando muito, o corinthians tem mudado constantimente, foram muitas transformações em 5 anos, atualmente temos as contas divulgadas, quase nenhum clube faz isso(o torcedor do corinthians tem os números na ponta da lingua), pode haver incorreções ali?? claro que sim, mas no geral não.Pode alguém esta se dando bem?? pode ser, mas não ao ponto de afundar o barco com observamos em outros clubes.A realidade do futebol brasileiro é outra, tem muita bagunça, palhaçadas, absurdos por ai(conhecemos bem isso, nosso passado é…) e vejo o corinthians em outro rumo, mudanças fortes estão acontecendo e eu espero que não pare.
Também concordo em remunerar bem o presidente e diretores, profissionalizar tudo.
Devagar aí…
As contas são muito mal divulgadas. Por exemplo, que história é essa do Corinthians pegar empréstimo em banco comercial para construir o estádio? Como autorizam essa maluquice?
Esse tipo de coisa, que pelo visto pode ser feita a qualquer momento, afunda o barco sim.
alvaro, essa questao da profissionalizacao (remuneracao) dos dirigentes esportivos é muito interessante. ela tem origem no estatuto dos clubes enquanto “clubes sociais”, entidades que nao visavam lucro e ate pouco tempo (lei pele) eram isentas impostos…
Alvaro vc tem que inserir este emprestimo em algo, ele esta dentro da operação estadio?? adiantamento??
Mas o bom é que vc sabe disso, podemos contestar algo ou não, o avanço que falei foi justamente disso, as contas estão aí para serem analisadas, uma coisa teoricamente banal e obrigatória, mas que quase nenhum clube faz, ou uns fazem de forma bem reduzida.
Eu não sei até que ponto o Titenaccio pode nos levar a uma fase de títulos jamais vista.Que existe essa possibilidade existe.O problema é que para que o Titenaccio obtenha muito sucesso é necessário uma preparação física muito acima da média e uma pré temporada completa.Afinal,o cara precisa estar em plenas condições para correr de uma área a outra o jogo todo.
Só que aqui não se faz pré temporada como deveria e nós sabemos que a preparação física não é lá essas coisas.Mas se ano passado deu certo,porque não daria esse ano?
Isso eu concordo.
Li um artigo sobre o jogo Barça x Santos em que, já no 1º parágrafo, o cara diz: em média um jogador da Champ L. corre 13 Km/jogo, enquanto um jogador da Despertadores 10 Km/jogo.
Só aí tem um ganho de 30%!!
Esse Tite é uma porcaria desde a sua primeira passagem . Alguem tem a escalação do Corinthians na estreia do Tevez ? Vejam como ele escalou o time e como o time terminou . Vejam que merda ….desde aquele dia vi que o rapaz é um retranqueiro. Quem tiver a escalação passa para todo mundo ver. Foi Corinthians e America-SP nos estadios dos bambis.Estadio lotado , ganhamos de 1×0 no sufoco ……Entramos com 3 zagueiros 2 volantes …terminamos com 4 zagueiros 3 volantes …..uma vergonha .
Quem tiver a escalação por favor passe .
Usar o Tevez contra o Tite é utilizar o SUPERTRUNFO!
Um técnico que não consegue montar uma equipe a partir do Tevez, não passa no critério da ofensividade.
E você não acha, assim como eu, que essa palhaçada de gol fora de casa valer mais no critério de desempate também ajuda esses esquemas assassinos de futebol?
Com certeza e não tem lógica alguma, ou melhor, venderam a idéia de que isso forçaria as equipes a sairem para o jogo, mas aconteceu o contrário.
Todo técnico gaúcho só pensa em minimizar os riscos.
Não entendo nada de tática (nada), assim como não entendo nada de cerveja (nada mesmo), sei apenas que umas são boas outras menos boas, pelo resultado que me causa.
E gosto do futebol de qualquer jeito como cerveja, qualquer que seja.
No caso, não é tanto um problema tático, é mais estratégico: sempre que fizermos 1×0, devemos recuar e segurar esse resultado?
Sim, não, talvez… Depende. Abçs
hahahahhaa ótemo
prefiro me abster de comentar para evitar chiliques alheios
segue
Vai Corinthians!!!
Eu também quase desisti de publicar o post…
Tenho uma ponta de esperança que na hora que precisarmos, jogaremos mais avançados.
Este ano tivemos apenas duas partidas pra valer, contra as madames e contra o Tachira.
Na partida contra o time venezuelano dominamos até a hora do gol, depois nos perdemos um pouco, mas não foi de todo um mal.
Nunca tivemos chances tão concretas na dita cuja, acredito que a Libertadores é vencida na maioria das vezes por times que jogam no esquema Titenaccio.
O time de 98-99-00 era fantástico, e conseguiu a proeza de ser eliminado pelos porcos, depois de estar vencendo a primeira partida por 3 a 1 e a segunda por 2 a 1.
O time parece estar se poupando, não é possível um recuo igual aquele de sábado…
O recuo foi normal o Brasileirão inteiro, lembro de uma partida contra o Flu, logo no 1º turno tão chata quanto essa.
Isso é vero, aquela partida foi insuportável.
Agora a virada contra o Flamengo foi show!!!
Alessandro, vc tocou no ponto mais importante da discussão desse post: os únicos jogos “a valer” que tivemos esse ano (Táchira e bambis) jogamos nesse tal de “titenaccio” que inventaram aqui??? NÃO
Agora o mais triste é quando começa a classificar quem é mais corinthiano, eu sou melhor porque tenho o privilégio de ir mais aos estádios… deixemos a soberba e a prepotência de lado porque se num espaço de discussão democrática tiver que ser criadas castas não faz mais sentido, parto do pressuposto que estou compartilhando esse espaço com colegas de clube, todos igualmente corinthianos. Inté.
Não entendi o segundo parágrafo.
Quem aqui no Blog fala que é mais corinthiano?
No outro post eu li um monte de baboseiras sobre este assunto, neste ainda não.
Eu pra ser sincero, em alguns posts nem discuto mais, apenas leio.
Acompanho há algum tempo o Álvaro e sempre gostei dos seus posts que são excelentes, assim como os comentários do Cesar são precisos.
Eu não sou muito chegado na parte tática, mas é visível que nosso time faz o jogo ficar chato.
Tem casos de times ganhando a funai liertadores e vencendo jogos bem, como boca em 2003 e 2007.A maioria das vezes vejo times ganhando apertado, contudo, isso mais em função dos jogos parelhos do que pela tatica.
Um time argentino ou chileno(jogam bem fora) nunca entra com este pensamento titenico, eles fazem um caminhão de gols se o adversário permitir, e quando recuam é no contra ataque muito perigoso, coisa que o jumentite nunca ouviu falar.
Apertado ou não, eles vencem a maioria no campo, não nos penais.
Vc fechou com chave de ouro Alvaro.
Podemos ganhar tudo desse jeito,contudo, será muito, mas muito mais difícil, ja que jumentite torna o fácil difícil e o difícil quase impossível.Não acho jumentite no nível do felipão, este tem mais estratégia, cunhão, tem contra ataque, treina bolas paradas, enfim, tenta compensar sua retrancabilidade.
O certo é que o time esta subutilizado(anda de 3ª e não usa a 4ª e 5ª marchas), mas devido a superioridade técnica ainda ganhou um brasileiro, coisas do futebol.
Quero mudanças!não me contento com pouco quando se pode ter mais, no futebol parelho atual quaquer soma faz uma tremenda diferença.
E independente de tudo, como vc ressaltou, isso não é corinthians.
Sobre o Felipão, é verdade. É notável que as jogadas de bola parada ou alçadas são treinadas de tal sorte, que os gols ficam parecidos.
Eu acho que ele poderia melhorar um pouco colocando mais meias armadores e soltado pelo menos o Paulinho.
Alvaro ele poderia ao menos liberar o Paulinho pra sair com a bola,isso ajudaria a armação, ja que os meias hj só recebem bolas quadradas, mas não, ele acha que Paulinho deve ficar sempre em linha com o Ralf na frente da zaga, é a tara por se defender.
Penso exatamente da mesma forma.
Nosso futebol pode até estar apresentando resultados, mas é por mero acaso, e não por consistência, como fizeram outros treinadores em outros times por aí, até o próprio Mano no Timão.
A retranca do Mano não passava sufoco como faz a do tite. A gente sabia que o jogo ia ser feio e que ganharíamos de 1×0.
Agora só sabemos que o jogo vai ser feio.
Se for para jogar mal, não precisamos pagar 500 mil para o tite, põe outro charlatão mais barato.
O tite não é técnico de 500 mil e o que ele faz com o nosso ótimo elenco não é digno da grandeza do nosso Corinthians.
Estamos gastando suficiente para ter um time do qual qualquer adversário deveria entrar se borrando de medo, mas na prática continuamos passando sufoco para ganhar dos lanternas e outros lixos sulamericanos com folha salarial total menor que o que ganha o tite.
Se for pra dar uma resposta temporal eu diria, intuitivamente, que, se não ganharmos ao menos a Cucaracha ou o Brasileirão o limite é dezembro de 2012. Agora, se ganhar qualquer um deles, continua “sine die”. Em termos de evolução tática, confesso que não tenho a menor idéia. Mas torço muito pra que Tite e o time consigam se superar e se eternizar na história do Clube. Também não sou corinthiano por causa de títulos ( fora assim, não teria sido batizado no corinthianismo em 1969 ou teria desistido, porque 8 anos pra uma criança é uma eternidade ), mas confesso que tomei gosto por eles e creio que na atualidade e no futuro eles são/serão indispensáveis para a perpetuação do nosso ideário. Volto a dizer, opinião personalíssima: só haverá UM ultra/mega clube no Brasil em 10 ou 15 anos. Essa é a tendência. Que sejamos nós!
O corinthians(bem administrado) ta se agigantando mais ainda, ja existe um buraco entre nós e os demais sem identidade.Em alguns anos haverá um abismo entre o corinthians e os outros.Será como na Alemanha( e não como a espanha), em que os campeonatos até são competitivos, mas só existe um grande, o Bayer de Munich, que ganha 3 de 5 títulos disputados por lá e tem faturamento de quase o dobro do 2° colocado.
O gigante acordou,Vai crinthians!
Engraçado, a sua colocação me fez refletir sobre uma questão. Sempre tomei a Espanha como paradigma nas minhas projeções sobre o futuro do Corinthians e do futebol brasileiro porque o futebol clubístico lá é mais desenvolvido, ao contrário da Alemanha, que não tem tanta projeção internacional ( no âmbito de seleções é o contrário, o que, de fato, nos aproximaria mais, como brasileiros, dos alemães ). Agora, a Espanha tem uma característica marcante: o duelo Real/Barça pela hegemonia ( embora na história a preponderância do Real seja nítida ). Aqui no Brasil, a rigor, não poderemos nos comparar nem a um, nem a outro, a menos que tomemos o Meigo como “segunda voz”, num dueto conosco. Entretanto, se só couber um ultra-mega clube no Brasil, então nos encaixaríamos melhor num conceito híbrido Espanha/Alemanha, em que, na analogia entre seleções, estaríamos num cenário alemão, mas, na comparação clubística, seríamos então um Real Madrid, porém sem Barcelona. Seja como for, o fato é que esses mega-clubes europeus serão os nosso futuros rivais e os campeonatos serão organizados em outros parâmetros. Os clubes daqui seriam, de certa forma, figurantes num cenário protagonizado por nós. Uma espécie de Atlético de Madrid ( isso para SPFW, Porcada, Meigos, etc. ), porque os demais seriam Osasunhas da vida. Interessante imaginar esse futuro, em que os tradicionais rivais perderão espaço para os estrangeiros. As nossas referências mudarão radicalmente e as novas gerações já serão moldadas sob outros paradigmas. Admirável mundo novo…Por isso digo que não podemos “engessar” o corinthianismo!
A questão é que outro grande clube conseguiria a fidelização que o Corinthians tem (e FINALMENTE está explorando)?
Penso no Inter-Grêmio, pelo poder aquisitivo e fidelização, mas acho que falta inteligência ali: por exemplo, porque eles não se juntaram para construir um único estádio para 100k?
Aqui em SP, só SEP. No RJ, só Vasco. Mesmo assim, difícil de acreditar que eles conseguiriam explorar essa fidelização partindo de uma massa de torcedores menor.
(Não sei se expliquei direito: a questão não é o nº de torcedores, mas o nº de torcedores fiéis. Por exemplo, hoje a torcida do SPFC é maior do a da SEP, mas por fidelização é imensamente o contrário).
Alvaro vc viu o estudo que saiu estes dias(um amigo até postou qui o link), o poder de compra da fiel é 60% mais do que o segundo colocado e quase 5x maior que o do 5°.
As empresas estão interessadas em fidelidade e poder de compra e nisso a fiel lidera disparado.
Os times do sul poderiam, mas ja vejo eles no limite, a torcida é pequena.
E do jeito que está, esta guerra entre fiéis x antis, a coisa só piora pros outros time, pois forçam a fiel se unir ainda mais, o clube cresce demais e todo o resto fica sem identidade.
A grande diferença entre o campeonato espanhol e o alemão é o lado financeiro. A questão nem é o faturamento, onde a dupla Barça/Real sobra. O importante é considerar que no alemão os clubes são punidos severamente se atrasarem pagamentos ou terminarem o ano no vermelho, algo simplesmente impensável na Espanha. Juntos, Barcelona e Real Madrid somam mais de 1 bilhão (!) de dólares em dívidas, e essa é a principal razão do abismo entre eles e o resto na Espanha.
Legal este lance de fidelidade, poder de compra e tudo mais. Mas ganhando de 1 a 0, nem dá vontade de comprar nada. O time precisa empolgar, dar emoção, mexer com a torcida. É isto que faz o cara vestir a camisa do time no dia seguinte, comprar a caneca com escudo, botar o pijama no filho recém-nascido.
Se continuar nesta bola lateral-zagueiro-zagueiro-lateral, o time só vai vender mesmo Jontex, que pelo menos serve para algo mais emocionante do que passar quase 90 minutos vendo Castán e FSantos tocando bola de lado.
Hehehe!! Boa!
Só falta termos um programa de socio como o do Inter. Aí esse abismo aparece de vez.
Abs
O foco das discussões na última semana foi o pragmatismo do nosso tão querido e odiado técnico, e muito bem explicado nesse post. Se existem corinthianos melhores que outros, não importa, nem deveríamos estar discutindo isso aqui.
O que é perfeitamente discutível é esse maldito esquema. Em essência, o Titenaccio é exatamente isso aí: defender-se com o maior número possível de jogadores. Existem méritós? É claro que sim! O Corinthians tem a defesa menos vazada do Brasil, são apenas 3 gols soridos em 10 jogos, uma média baixíssima.
A questão é: existe alguma maneira mais efetiva de se defender? É claro que sim! O nome disso é organização. Outro grande técnico italiano foi Arrigo Sacchi, técnico do Milan em seus tempos de ouro no início da década de 90, com van Basten, Guillit e Rijkaard. A organização defensiva impressionava. Uma de suas filosofias era de que 5 jogadores organizados não sofrem gols de 10 jogadores organizados. A defesa milanista formada por Costacurta, Baresi, Maldini e Tassotti fez época e o Milan, assim como a Internazionale, ganhou diversos títulos, entre eles um Italiano, uma Supercopa da Itália, duas Copas dos Campeões e dois Mundiais Interclubes, tudo isto entre 88 e 90.
Mas, no nosso caso, Tite está mais para Herrera que para Sacchi. O que pode significar a maior série de títulos que o país já viu. Mas acho difícil, por ser um esquema com falhas óbvias e porque a grande parte dos técnicos brasileiros passará a copiar os ideias de Tite, o que obrigará os times a ficarem mais ofensivos para conseguirem resultados.
O Titenaccio tem falhas, tem méritos, é feio, mas está funcionando. Não exigo 4, 5 gols por partida. O que eu não quero ver é um time recuado jogando em casa contra Botafogo-SP e afins.
Essa cópia já é algo que vai aparecer na Copa do Brasil e tende a ser a morte do sistema.
Outra possibilidade é os técnicos aprenderem a explorar as falhas no sistema, como fizeram contra o 352, com os pontas abertos.
Não querendo discordar de seu brilhante texto, mas só uma observação,lá na itália(e em todos os países com exceção do Brasil) eles tratam aquele amistoso como copa intercontinental,assim com vem gravado no troféu que receberam.Ja o de 2006 da fifa, com times do mundo inteiro+país sede, os milanistas tratam como mundial,como pode ser observado no site oficial do clube.
Abrç!
Lembrei do Milan do Arrigo Sacchi lendo os debates aqui entabulados nos últimos dias. Era um time de uma consciência tática espantosa, que jogava sempre da mesma forma, ganhando ou perdendo, com sol ou com neve. Seu forte era a defesa, quase intransponível, e, a despeito da ofensividade latente de seus três craques holandeses, ganhava praticamente todas de 1×0, e durante dois anos não foi páreo para ninguém.
Tecnicamente, não dá pra comparar o Milan de então com Timão de agora, tampouco o histórico de placares escassos na bota (2×0, lá, é goleada). Mas, se naquele Milan Baresi, van Basten e Gullit andavam no auge ou perto disso, e Maldini era então um menino, no nosso alvinegro, indago: quem está no auge? Quem ainda é menino? Como será a renovação desses jogadores (que uma hora terá que acontecer)?
Esse time era o bicho! Aliás, o Campeonato Italiano era legal de assistir nas manhãs de domigo.
Mas eles enfrentavam tremenda retranca e concorrentes diretos na Juve/Inter até Sampdória.
Sampdoria é o time mais legal da Europa!
Mas o que enervava nesse time do Milan é que ele não perdia! Eu curtia torcer pro time mais fraco, mas era gastar energia à toa: na hora que o bicho pegava, o Milan metia 1×0 e ficava nisso…
Perfeito o post e a conclusão!
Um ponto interessante na ótima coleção de textos é a importância do esquema tático no rendimento do jogador:
- Ralf e Paulinho são hoje duas muralhas, e o último ainda chega bem à frente
- Castán se firmou como bom zagueiro, sério e firme
- Willian é o raçudo, pois volta para marcar e o faz com muito vigor
- até o Fábio Santos se encontrou como “um lateral esquerdo razoável, bem na defesa mas nem tanto no ataque”
- Danilo / Alex são odiados por muitos
- e por aí vai
E escancara, por exemplo, a falta de qualidade do Júlio Cesar. Mesmo com toda essa boiada à sua frente ele consegue tomar seus gols de falta ou em falhas bizarras, como a da estréia da Despertadores. Se tivéssemos hoje o Dida no gol e o Gamarra na zaga seríamos sérios candidatos a melhor defesa de todos os tempos do Universo.
Mostra também porque o Danilo é tão importante ao time: nesse ataque vazio, quadradinho, previsível e sem movimentação que temos ele consegue criar boa parte das nossas jogadas ofensivas. A mesma coisa posso falar sobre o Alex, e se o Douglas entrar nesse esquema atual será tão criticado quanto os dois.
PERFEITO!
Isso é demonstrar como tática é o que define tudo. Ninguém reclama mais do FS, do Castan etc. Já o Alex é o pior vagabundo da Terra nas Redes Sociais!
Eu também não sou corinthiano por causa dos títulos conquistados. Tanto que quando comecei a torcer de fato por ele (antes eu só me dizia corinthiano, mas só conhecia o Rivelino e o Zé Maria), ele estava curtindo aquela famosa fila. Eu dei sorte de ver o meu time campeão logo em seguida. Quando ficamos aquele tempo sem ganhar nada -entre 90 e 95- sendo tripudiados pelos antis como o famoso “sósabesevice”, a minha paixão ao invés de arrefecer-se aumentou cada vez mais. Mas não nego que ver o meu time campeão me dá aquela vontade de gargalhar sozinho, de sair correndo pela rua como quem dá a volta olimpica num estádio de futebol. Gostar de ser campeão é deixar de ser corinthiano? Mas repito, não vou deixar de ser corinthiano se um dia a época de vacas magras voltar e nem serei mais corinthiano se nos tornarmos o maior campeão da dita cuja. Quando eu cito o título do ano passado é para mostrar que é possível ser feliz com o Adenor. Tem gente que se vestiu de luto o ano passado, que se recusou a comprar o poster do time campeão. Eu respeito tais atitudes. Eu comemorei muito. E tive muito orgulho dele. Mais do que tive em 2005. Como eu disse num post anterior, eu não vejo o jogo no estádio e por isso sei que existe uma grande diferença. Mas dá para perceber que existe certos exageros nas criticas também. Não é sempre que o time se coloca todo ou quase todo dentro da área em cobrança de escanteios. Mesmo pela net dá pra ver que o time toma a iniciativa e procura se impor ao adversário em alguns jogos (pelo menos no CB foi assim). Eu vejo corinthianismo neste time. Pode não ser um corinthianismo para quem viu o time de 82-83, por exemplo, mas é um corinthianismo na forma como se entrega numa partida, na forma como busca reagir a um resultado adverso, na forma como procura numa partida provar que toda crítica feita anteriormente foram exageradas.
Mas o questionamento quanto à paixão acima de tudo não é para os seus posicionamentos que são sempre coerentes e de argumentos sólidos (como esse mesmo aí em cima e como da maioria que visita o boteco).
Você é exatamente o OPOSTO do que eu quero criticar, pois você sempre traz argumentos históricos e pessoais.
Minha crítica é daqueles que não querem a discussão, por entendê-la como anti-corinthiana no momento que a equipe é líder.
Muitos desses(não é o caso do Múcio coerente na sua postura pró tite) cairam matando no jumentite depois dos pífios confrontos contra o tolima e da covardia contra o san7os na final do paulisTÃO.Também nas fase ruim no brasileiro, quando jumentite falava em G5(que a liderança era um monstro), e todos contestavam.
Mas como foi campeão, jumentite para muitos virou um santo sem pecados.
Sinceramente, acho que é contar demais com a sorte. Esse Herrera era sortudo, hein? Todo o esquema ‘cadeadeano’ pode ruir com uma simples bola mal rebatida, um frango do goleiro, uma falha do beque… Exige concentração total.
Não vejo o Corinthians de hoje, por exemplo, tomando um gol aos 25 do segundo tempo, na Liberta, e saindo pra buscar o resultado. É um time que não cria, nem sabe ser agressivo.
Isso me entristece e me preocupa.
A história é longa, mas ele tinha elencos muito bons.
Dizem que a Inter perdeu uma final da CL em 67 para o Celtic, pois ele exagerou na dose de motivação e isso causou um efeito psicológico inverso!
São duas características do Corinthians titeano: falta de agressividade e excesso de motivação.