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Corinthians 1×0 Flu, a volta do Titenaccio.

09/22/2016
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Muito se falou (e o próprio Carille fez questão de grifar) que Corinthians voltaria ao estilo Tite. É não é que ele Tite apareceu mesmo?

Sim, nesta noite voltamos praticamente ao ano de 2011. Era o 4-1-4-1 mais recente, só que no ataque principalmente, revivemos o Titenaccio clássico: um camisa 9 absolutamente isolado e os extremos marcando os gândulas.

Corinthians fez um 1º tempo até bacana, com uma vibe boa e esboçando alguma marcação alta. Não fez gol porque esse time, que já é muito fraco na finalização, jogava com um ataque absolutamente isolado entre si e do meio de campo. A cena típica dos jogos de 2011.

Não voltamos para o 2º tempo e faltou pouco para adversário marcar o gol demolidor. Foram uns 20 minutos de marcação recuada e saída de bola lenta. 20 minutos medonhos, que muito me lembrou 2011 também.

Bastou sair o gol (bem) anulado que a ordem dada de recuar, foi trocada por avançar e Timão, de fato, voltou a jogar alguma bola. Rodriguinho, em péssima partida, fez 1×0 e poderia ter sido mais, caso nosso ataque estivesse melhor posicionado e, óbvio, não fosse tão fraco tecnicamente.

Importante é ter vencido? Sim!

Mas olhando a imagem mais ampla, a gente nota que mal tínhamos elenco para compor um time hoje. Não existiam alternativas no banco para uma mudança no setor de criação ou mesmo ataque. (Nota: Gustavo não pode jogar a CB). É inviável disputar a CB nessas condições, por mais chances que nos dê o mata-mata.

Se Carille vai investir no Tite-2011,  ele tem de lembrar que lá tínhamos Liédson resolvendo muitas partidas do 1º turno, enquanto neste se somar o time atual todo, não se chega nem a 50% da inteligência futebolística do levezinho.

 

Corinthians 0x2 SEP, a recessão corinthiana.

09/18/2016
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Corinthians perdeu. Perdeu fácil. Não tomou sacode pois SEP tem elenco apenas acima da rapa – não é lá grandes coisas.

O problema mesmo foi a maneira depressiva, desleixada com que jogou no lixo 34 partidas invictas. Era para derrubar o técnico? Hmmmm.

Que Cristovão não convenceu o elenco e, principalmente, a massa corinthiana, temos aí uma unanimidade.

Mas quem conhece Corinthians de outras quedas de treinadores, sabe muito bem que os jogadores SABOTARAM às claras seu trabalho, assim como Cristóvão SABOTOU seu próprio trabalho com erros sucessivos de escalação.

Normal para qualquer técnico que apareça no clube, atrapalhar-se logo às primeiras escalações. Cabe, ao bom treinador, assimilar rápido em quem pode confiar para o time base, para posições críticas como miolo de zaga e meio de campo. Assim, Cristóvão morreu abraçado em Rodriguinho/Vilson, como Adilson morreu com Thiago Heleno e Tite com vários (Alan Mineiro é o último da fila).

Contudo, antes dessa espiral derrotista nos levar a um derby mal programado para um Sábado, Cristóvão acertava profundamente muita coisa e errava desgraçadamente outras coisas na mesma proporção. Era incrível como o time saia sempre mal escalado do vestiário, ao mesmo tempo em que apresentava-se – dentro da realidade do elenco – bem posicionado em campo (boa parte das partidas).

A demora em titularizar o Marlone é algo para virar “Estudo de Caso”.

Verdade, verdadeira é que estamos financeiramente quebrados e já expliquei aqui diversas vezes: os gastos com o superelenco de 2015, somado à perda de receita do Pacaembu, provocou uma explosão no endividamento. O que eu avisei e praticamente ninguém entendeu é que, com a crise, além da redução de receita de mktg a DISPARADA dos juros iria ASFIXIAR o fluxo de caixa. Trata-se de assunto sofisticado, mas toda empresa que endividou-se no Dilma I, sofre o diabo com o aumento de juros do Dilma II, pois aumentou dramaticamente seu custo financeiro. Na outra ponta, a queda das vendas e do faturamento, provoca muito mais prejuízo.

Isto é uma verdade a que poucos se dão conta no Brasil: a recessão atual é pior, pois pegou as empresas no contrapé. Não temos ideia, no caso corinthiano, do que está sendo escondido em relação à situação real do fluxo de caixa, bem como não sabemos nada sobre os boletos do Templo de Mármore.

A decisão de não contratar nenhum técnico até o final do ano – algo que “não tem como dar errado” – é para não gastar mais nada; é para economizar até no salário de treinador. Lembremos que todo mundo recusou o Corinthians, fatalmente pelo salário baixo que ofereciam.

Agora é passado e o Fábio Carille provavelmente não deve aguentar. Se era para tapar buraco,  eu puxava o Osmar Loss para cima.

Quanto ao Roger… HAUAHAUAHAHAHA!

Não deixa também de ser engraçado que tenha sido indicado pelo Tite e que o Juca Kfouri tenha pedido (antes da demissão do Cristovão). Roger (ou mesmo Cristóvão) são a antítese dos novos treinadores mais acadêmicos e que sabem lidar com essas novas comissões técnicas altamente especializadas.

 

 

 

A gestão do Déficit e Transparência — Não pára de lutar!

09/18/2016

Teve gente que sonhou com Corinthians repatriando algum peixão nesse fechamento de janela: Diego, supercraques desconhecidos do Peru, alguém que já encheu o saco da China. A verdade é que não veio alma penada. Nada. Zero. OCO. Com um déficit no futebol profissional de R$ 73 milhões e uma dívida de R$ 453 milhões, com […]

via A gestão do Déficit e Transparência — Não pára de lutar!

Inter 0x1 Corinthians, não vejo ninguém na minha frente!

07/31/2016
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Quem diria que o título desse post voltaria ainda neste ano?!

Foi um jogo emocionante, sem dúvida. (O 2º tempo foi disputado com a bola vadia piscando na cabeça de todo mundo. Quem não pensou silenciosamente já no 2º tempo: “esse empate, é um bom resultado…”?)

Se teve algo de ruim foi o nível técnico muito abaixo do normal (erros individuais de passe, bola escapando, furada etc.). É estranho, pois o time tem treinado a semana inteira, então, seria algo natural que o erro diminuísse. Mesmo depois do gol, quando um time em formação como o nosso ganha bônus mental, ainda errávamos coisas muito simples. Enfim, gostaria de uma explicação vindo da casamata: houve erro na preparação ou o problema foi o gramado? (Notem alguns erros do Bruno, um cara até razoavelmente técnico para tanta presepata em um mesmo jogo).

Superada a questão técnica, Cristovão reapareceu (como no 1º jogo) com o 4-4-2 do Mano e o sistema dominou amplamente o confuso 4-3-3 do Falcão. Cássio só teve um lance mais tenso no 1º tempo e um no 2º, quando uma furada do Balbuena (olha o erro técnico aí) quase desgraça tudo.

Apesar do domínio (com boa marcação da saída de bola), não criávamos lhufas e, mesmo quando criávamos algo bom, o ótimo zagueiro André impedia o gol. Merecidamente, o 0x1 veio num Elias Classic: penetração rápida e livre dentro da área, conjugada com chute igualmente rápido. (Destaque-se a matada de bola do Giovani que permitiu o belo passe de Romero).

Gol do time que jogava bola, contra o time que batia feio e chorava.

Voltamos para o 2º tempo mais compactados e saindo – eu disse saindo – bem para o contra-ataque. A saída era ótima, já a chegada era, putz… Uma das piores apresentações que eu já vi de um ataque do Corinthians em toda sua história. E olha que eu lembro do ponta-direita Baianinho! (Gols perdidos que serão ainda chorados em algum critério de desempate)

Cristovão fez uma mexida burra, Danilo no lugar do Giovani. A única desculpa é o pouco tempo de casa, afinal, ele tinha Guilherme para o ataque. Quando André saiu, ele foi de Luciano, mas ele tinha Guilherme. Por fim, Elias cansou e ele foi de Rodriguinho (infelizmente é o que tem, já que mandaram o Maicon para a Ponte).

Desses movimentos todos, errada mesmo foi a escalação do André e depois a entrada do Danilo. O jogo pedia, desde o 1º tempo, por um atacante de qualidade na finalização e ele tinha Guilherme. E ele sabe que o Guilherme é muito superior ao André (quanto ao Romero, creio que o paraguaio ajuda muito na marcação e isso pesa num time em formação).

Ou Cristovão é muito burro com sorte, ou o Ego está falando mais alto por conta do Mimimi da dupla Guilherme/Marlone. Como somos líderes com um time ainda em formação, vou dar mais uma chance… MAS OLHA QUE O FANTASMA DO ADILSON BATISTA AINDA RONDA ESSE BLOGUE!

Em tempo:

Copo cheio: campeão brasileiro de pontos corridos (tirando 2009) precisa de 73 pontos ou 64% de aproveitamento. Faltam só 40 pontos.

Sarrafo: 64%      Corinthians atual: 65%     SEP/SFC: 63%    Grêmio: 61%

 

A gestão do Déficit e Transparência

07/18/2016
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Teve gente que sonhou com Corinthians repatriando algum peixão nesse fechamento de janela: Diego, supercraques desconhecidos do Peru, alguém que já encheu o saco da China. A verdade é que não veio alma penada. Nada. Zero. OCO.

Com um déficit no futebol profissional de R$ 73 milhões e uma dívida de R$ 453 milhões, com que dinheiro o clube contrataria jogadores que já recebem em moeda forte?

A contratação do Diego pelo Flamengo vai na linha do que eu já comentei sobre a gestão financeira mais profissional que recentemente desembarcou por lá. Souberam aproveitar o aumento rápido de receitas da TV – que o Timão também teve – e, ao que tudo indica, equacionaram o pagamento da dívida.

Corinthians, mesmo com a perda de receitas de arrecadação, teve aumento nas receitas de 2014 para 2015 (de R$ 230 milhões para R$ 270 milhões). Um aumento razoável, quase 20% a mais (tira inflação, dá 10% de aumento).

Quer um dado interessantíssimo? Pois bem, em 2015, segundo o balanço do clube, tivemos superávit operacional no futebol! Sim! Isso mesmo, o futebol custou menos que as receitas! Deu “lucro”.

Ficou confuso?

Simples, esse superávit é antes do custo financeiro da dívida (juros e amortizações), quando você lança o custo financeiro como o próprio balanço oficial já faz, o superávit inverte para um déficit de R$ 73 milhões. Some-se a parte social e esportes amadores e chegamos em… R$ 97 MILHÕES de déficit.

Eu não alertei que a dívida estava aumentando rápido demais e que seu custo (juros e amortizações) iria asfixiar as finanças do clube? Pois bem, a botafoguização do Corinthians está cada vez mais perto.

Ano Receita líquida apenas futebol Dívida líquida clube R/D Déficit futebol Receita direitos federativos
2007 111.622 101.490 1,1 14.860 72.206
2008 93.361 97.237 1,0 12.172 26.780
2009 143.729 99.821 1,4 10.167 29.917
2010 166.230 122.068 1,4 12.831 34.963
2011 248.990 178.493 1,4 51.604 59.706
2012 293.448 177.057 1,7 60.180 33.825
2013 266.394 193.664 1,4 18.151 69.113
2014 217.016 371.690 0,6 48.867 41.061
2015 252.404 452.673 0,6 72.876 51.932

Corinthians 1×1 SPFC, uma tarde com o Prof. Pardal em Itaquera

07/17/2016
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Ao menos no 1º tempo, foi um clássico bem disputado, com os jogadores superando suas deficiências técnicas com muita velocidade, pegada e vibração.  Mas foi também um jogo violento por parte deles (26 faltas, contra 10 nossas).

Adversário impressionou pela velocidade na recomposição de bola – coisa que o Corinthians tinha, mas perdeu na virada do ano – e pela marcação forte (e faltosa) que conseguio equilibrar o jogo boa parte do tempo. O 0x1 foi num lance que se põe na conta da deficiência técnica do elenco, Yago fez um penal não muito comum no futebol profissional (fora da área, ok; mas dentro, hummm….).

Corinthians, melhor, empatou rápido num Bruno 1×1 que deu mais o jeitão do jogo. Dava até a impressão de um jogo de muitos gols, tal a correria do 1º tempo.

Mas entramos mal escalados, isso é quase certo. Em times como o nosso, em formação e com um modelo de jogo com camisa 9 de referência por 3 anos seguidos, a escolha do Danilo não é lá muito inteligente. Ademais, todos sabemos, Danilo é para o 2º tempo quando a queda física já é geral. Não deu certo, Danilo caia sempre para a esquerda e ninguém aparecia como referência no meio.

A escalação deixou o time mais complicado e Danilo nem serviu como referência, nem ajudou a prender a bola no ataque (coisa que faz com habilidade).

No 2º tempo, já com SPFC equilibrando o meio, Cristóvão entrou com Elias no lugar do Rodriguinho. Mudança natural, Rodriguinho não tem pegada e estava com amarelo, se Elias está no banco é porque pode jog… Putz. Elias entrou sem mísera pegada. Paradão. Resultado: Corinthians ficou com 2 jogadores sem muita força em campo.

Depois veio Guilherme no lugar do esquecível Giovani. Guilherme armou bem, apareceu para o jogo, mas não marca, o que deixou o time com menos pegada ainda. A cereja de bolo foi Rildo no lugar do Marquinhos, mexida absolutamente inútil.

No fim do jogo, Cristóvão argumentou que manteve Danilo “para proteger defensivamente e continuar tendo jogadas de lado (…). Eles colocaram o Luiz do lado direito, jogador rápido, então mantive o Danilo para bloquear”.

Não cola, Prof. Pardal!

Danilo não aguentava mais nada, quanto mais “bloquear” alguma coisa. Ele poderia ter colocado o próprio Rildo, que conseguiria um bloqueio melhor e mais velocidade, surpreendendo o sistema defensivo adversário. Tirar o Marquinhos e segurar o Danilo em campo, foi muita burrice.

Jogos assim, vai sobrar sempre para o seu desafeto mor no elenco (Elias? Romero? Giovani?), mas desta vez o erro partiu da casamata.

Mantivemos o aproveitamento de campeão, 64% e precisamos agora vencer ou vencer o Figueirense em casa. Não é fácil, taí um time enjoado em Itaquera.

Em tempo:

Copo cheio: campeão brasileiro de pontos corridos (tirando 2009) precisa de 73 pontos ou 64% de aproveitamento. Faltam só 45 pontos.

Sarrafo: 64%      Corinthians atual: 67%     SEP: 71%

 

 

 

 

Chapecoense 0x2 Corinthians, 4 vitórias seguidas!

07/09/2016
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O Corinthians da era Cristovão atingiu a rara marca de 4 vitórias seguidas (e todas dentro do brasileirão). A colocação da Chapecoense antes da partida (bastava uma vitória para eles pularem para o 5º lugar) dava impressão de jogo muito difícil.

Contudo, um olhar mais atendo identificaria um time que perde, empata e perde. Eram 3 pontos dando sopa no balcão; pontos obrigatórios para quem pretende disputar o título.

Aparentemente, Corinthians está muito parecido no posicionamento com o que vimos em 2014: 4231 alternando com 442. Como no 1º tempo contra o Flamengo, nosso lado esquerdo teve um desempenho defensivo capenga (aliás, marca registrada de 2014 também). Mesmo assim, mesmo com um primeiro tempo mais ou menos, Corinthians foi superior, criou mais e Chape não mostrou nada além de que era time que dá 3 pontos para quem está na disputa do título.

O 2º tempo começou com todo mundo ressabiado pela contusão do ótimo Pedro e rapidinho chegamos num 0x1 mal anulado – não foi um erro tãããooooo grave quanto não marcar uma falta lateral do Fagner, mas a questão ali não é o erro, é o que motivou esse erro: Luciano Barata Tonta.

Está muito tenso, com um gestual exageradíssimo quando perde um gol, fora a precipitação no arremate, no posicionamento, na comemoração e tal. Tem alguma coisa de bastidor rolando para tanto desespero (até porque ele é tecnicamente o melhor atacante do elenco e já deveria saber disso).

Rodriguinho, que jogava mal como o diabo, fez um golaço (e olha lá o Luciano impedido de novo… Inclusive achei 54,2% irregular). A superioridade ainda fez nosso Stormtrooper achar o 0x2, num belo passe do Fagner. Destaco também que Bruno parece ter recuperado o bom futebol da temporada passada, algo que também torcia por acontecer.

Corinthians está com estatística de campeão (67%) faltando 5 rodadas para o fechamento do turno. Na próxima rodada, caso vença, Timão pode alcançar 3 feitos sensacionais:

  • 5 vitórias seguidas;
  • 69% de aproveitamento;
  • Ultrapassa em pontos o superelenco de 2015 (que tinha 29 pontos em 14 jogos e foi para 30 em 15 jogos).

Contudo, não é jogo de 3 pontos, a menos que SPFC opte por buscar a classificação na despertadores e apareça com um time reserva por Itaquera.

Em tempo:

Copo cheio: campeão brasileiro de pontos corridos (tirando 2009) precisa de 73 pontos ou 64% de aproveitamento. Faltam só 45 pontos.

Sarrafo: 64%      Corinthians atual: 67%     SEP: 72%

 

 

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