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Um campeão acidental ou um estagiário nem tão burro, nem com tanta sorte ou a volta do Ponta de Lança

05/11/2017

Se tem algo que a gente pode dizer sobre esta campanha do Paulistão 2017 é que deu gosto torcer para esse time! Fazia tempos que não torcíamos por um time aguerrido, cheio de jogador da base, naquela busca desesperada pelo firmamento.

Valeu muito a pena acompanhar toda a campanha!

Se garra vimos e gostamos no campo, tinha mais ainda disso no banco. Pois é, nosso estagiário sem sorte (pegou o chiste?) mostrou muita garra e uma personalidade que, convenhamos, ele nunca tinha sequer esboçado.

Foi um campeonato que deu muito certo para o Arana, a dupla de zaga, a volta do bom Cássio-2012 e, principalmente, a sacada tática sensacional do estagiário: empurrar o Rodriguinho para o ataque, num 4-4-1-1/4-4-2 bem mais inteligente que a zoeira tática de 2016. Mudança salvadora em dois aspectos: Rodriguinho tem cacoete ofensivo e no meio, além de marcar mal, teima em partir para o drible. Jogando à frente, não perde a bola à toa e seus dribles (olha ontem) tornam-se mais perigosos. De um jogador comprometedor no meio, o rapazinho evoluiu para um razoável/bom no ataque.

Some-se que ele é bom finalizador dentro da área e temos um improvável ponta-de-lança ou “o atacante que recua, arma e parte para dentro da área”. [O Tostão explica, para os mais novos, o que é um ponta-de-lança no meio desse artigo]

O MVP do campeonato foi sem dúvida o Jô, afinal seus gols nos clássicos deram moral, afastaram crises, seguraram o estagiário e garantiram os pontos que fizeram a fase final mais suave.

Para o brasileiro, as chances desse time entre os 4 são mínimas, mas tem aí três aspectos que se bem explorados podem tornar esse um campeonato legal de acompanhar:

  1. Nossa mentalidade é de contra-ataque, mais adequada para o brasileiro (onde os times são mais fortes);
  2. Estamos bem na marcação, com uma boa dupla de zaga e bons reservas;
  3. O time está em curva de ascensão clara.

O lado ruim:

  1. Oscilação forte na capacidade de finalização (lembremos da desclassificação da CB);
  2. Dúvidas quanto a capacidade física do Jô e a falta de reservas para a posição. Melhor: Kazim e Clayton são muito ruins;
  3. Flamengo, CAM e Cruzeiro eu assisti e estão razoavelmente melhores que a rapa.

Corinthians 1×1 Chapecoense, sem tesão não tem solução

10/29/2016

Jogo horroroso, chato, mal jogado.

A 1ª impressão é a de que existe algum problema de atraso de salário, tal a má vontade e falta de esforço. Sintomático, ninguém marcava ninguém no meio. O Camachinho, aparentemente limitadíssimo, ficava perambulando junto à zaga e o resto do time ligou um foda-se para a marcação.

Sem bloqueio, Chape dominou uns bons 35 minutos do 1º tempo. Não adiantou muito, pois time ruim de dar dó, não fazia nada decente com a bola, a menos de um escanteio ou outro.

Os gols de pênalti vieram da ruindade dos zagueiros e 1×1 não reflete o que foi o jogo: era jogo para 0x0.


Fica a dúvida: até que ponto disputar “vaga para a Libertadores” motiva alguém? A mim, não desperta nada, equivale a jogar o Paulistão pensando em se classificar.

Mantendo o paralelo com o Paulistão, tanto lá, quanto nessa fase em que não disputamos nada no Bra-16, a minha motivação, meu foco, minha fé é na montagem do time de 2017. Se esse time continuar com esse tesão todo, começaremos 2017 sem time mais uma vez.

 

Flamengo-Daronco 2×2 Corinthians, assim fica difícil

10/23/2016

Esse Daronco fez ótimo bra-15. Lembro bem dele. Eu gostava pois era de deixar o jogo correr. Ele tem um paralelo curioso com outro cara que despontou muito bem: Paulo César de Oliveira. SIM, quando começou o PCO era muito bom.

Poucos anos depois de começar a apitar, lembro de um comentário inteligente acho que do J. Silvério: “esse PCO surgiu como um craque da arbitragem e depois  que se meteu na política da federação, agora só faz média”.

A opção que Daronco fez nesta tarde foi pela política da CBF em detrimento da sua própria carreira. Eu não entendo como os presidentes dos clubes simplesmente não vetam um cara que faz esse tipo de opção. É prejuízo para todos.

OO, treinador de quem sou fã pelo passado, escalou um time bem melhor hoje do que quarta. Trouxe o Willians para a cabeça de área, coisa fundamental para um time que toma gol fácil como este. Eu até entraria tranquilamente com dois volantes hoje.

Gostei do jogo, principalmente do primeiro tempo, quando o congestionamento das linhas impediu o trabalho do Diego e sobramos no contra-ataque. Guilherme, o melhor finalizador da equipe, fez 0x1 numa falha grotesca de posicionamento do goleiro da seleção brasileira. O empate foi uma vergonha, pois o posicionamento do bandeira era impecável: foi erro proposital. 0 1×2 veio de um belo contra-ataque que entortou o bando de patetas que compõem a defesa adversária.

Para o 2º tempo a gente esperava que Corinthians mantivesse o sistema. De fato manteve, o problema é que as pernas, mais uma vez neste ano, não se mantiveram e Giovani, Guilherme, Rodriguinho e Marquinhos pareciam mortos em coisa de 15 minutos. Está uma vergonha isso.

Flamengo, com inteligência e já que não conseguia entrar na nossa área (como o Cruzeiro consegui na quarta), optou pelo balão na área. A nossa falta de entrosamento custou caro e Guerreiro achou o 2×2.

Como de praxe, Osvaldo demorou muito para mexer e preferiu trocar meias, num jogo em que se ele coloca mais um volante, ganhava o meio fácil.

Flamengo foi para o desespero e nós, com nosso único bom finalizador expulso, perdemos a chance de GOLEAR. Com um bom finalizador ali, venceríamos. Com um ótimo finalizador, era goleada.

Uma pena que a interferência do árbitro tenha sido tão decisiva como foi contra Bota e Flu…

Putz, que coincidência: Bota, Flu e Fla?

Corinthians 0x2 Botafogo, 41 pontos é um placar perigoso…

10/01/2016

Corinthians e Botafogo fizeram tranquilamente a pior partida do bra-16 e, provavelmente, a pior partida do ano que assisti. Raríssimos chutes a gol, inclusive os dois gols adversários foram irregulares.

Além da ruindade que comia no pasto carioca, tivemos também a pior arbitragem do ano. Uma coisa bem amadora mesmo e não dá para dizer que era contra nós, porque muitos erros nos favoreceram também. Mas esqueçam arbitragem até o próximo jogo.

A questão é que Corinthians está pior agora com Carille do que com Cristovão. Não dá para acreditar que numa reunião de diretoria ninguém se perguntou se o Carille teria “pegada” para gerenciar um vestiário como o do Corinthians. Com a nossa folha de pagamento e nossa situação financeira falimentar é bizarro imaginar que diretores deixaram tudo por conta e risco do estagiário. (Por melhor que seja o estagiário, ele é (e sempre será) visto como de patente inferior pelo elenco).

Foram 6 chutes do Corinthians (2 com alguma direção) e Botafogo chutou umas 2 bolas a mais. A estrutura tática do time, que segue a ideia do Titenaccio, foi um fracasso total com jogadores esparramados no ataque e um camisa 5 sofrível em campo.

No primeiro tempo Marciel até caia mais para o meio e ajudava alguma coisa na criação. Contudo, no segundo tempo Carille trocou pelo Lucca, o que deixou o time mais afastado entre si ainda. Aí não tem como surgir tabela, toque, nada. Romero recebeu 1 boa bola no primeiro tempo e só. Nem ele, nem Gustavo receberam bolas no ataque a menos de balões ridículos.

O engraçado é que Carille está afundando o time ao partir para um Titismo radical, mas, além de ninguém se dar conta disso, a questão neste momento não é nem de longe sua falta de inteligência tática. O “bom técnico” no Brasil (ou, ao menos, o que dá certo) é sempre mais gestor de vestiário e de mídia do que bom entendedor de tática – duas competências que Carille simplesmente não tem.

São apenas 41 pontos, uma pontuação perigosa. Uma pontuação que nos obrigará a esquecer a montagem do time para 2017 e só pensar nos pontos para escapar do rebaixamento.

Corinthians 1×0 Fluminense, a tarde dos medíocres.

09/25/2016

Corinthians, mais uma vez, reproduziu o estilo de jogo de Tite. Naturalmente, a memória seletiva vai lembrar de 2015, quando tínhamos um elenco muito superior a rapa. Falo do Titenaccio típico do futebol horroroso-campeão de 2011, ou mesmo de 2012 (que só venceu quando arrumou um milagreiro no gol) ou de 2013, ano do quase rebaixamento.

Para quem visita o boteco desde 2009, o Titenaccio é um sistema recuado, com raros avanços dos laterais e dois extremos exageradamente abertos, o que deixa os atacantes muito isolados entre si, mas garante força na marcação dos laterais adversários. Esse foi nosso sistema hoje e como Levir é igualmente técnico da escola de segurança, tivemos um jogo bem recuado dos dois lados.

Jogo ruim, adversário atacava com pouquíssimos jogadores e explorava as falhas pornográficas do nosso miolo de zaga. Já nosso ataque era lateralizado e, isolado, dependia da jogada individual para produzir alguma coisa.

Foi um primeiro tempo bem ruim.

O 2º tempo acompanhou a balada do primeiro. Quando as substituições apareceram, foram também sem lógica alguma, lembrando as antigas substituições de desespero. O que as substituições mostraram foi uma dificuldade em tentar mudar o estilo de jogo e a certeza de que a casa-mata apostou, até o último minuto, naquilo que não estava produzindo nada no ataque. Algo como: “não vou mexer na estrutura, apenas vou tentar com outros jogadores descansados no ataque”.

Enfim, nesta tarde tivemos a vitória da mediocridade: técnicos medíocres, jogadores medíocres, bandeirinha medíocre no 0x1, Levir medíocre ao afirmar que “não falo sobre arbitragem” e a mediocridade do Titenaccio sempre presente.

Natural que cada um queira o espancamento do seu malvado favorito neste domingo, mas optar por jogar no Titenaccio sem jogadores salvadores no ataque é inviável e nós aqui sabemos disso há muito tempo.

Já fora da disputa, Corinthians poderia apostar na ousadia da molecada da base. Era muito comum na década de 70/80, quando algum titular bem pago começava a fazer graça, que o técnico lançasse algum valor da base saindo do banco, ou mesmo colocando o medalhão no banco o jogo todo. Além do efeito “DESPERTAI!”, existe a chance de você revelar alguém bom ou mesmo ganhar um jogo aqui ou ali, pois o time adversário é surpreendido por um atacante desconhecido.

Eu estava, por exemplo, no Corinthians 2×0 Guarani, dois gols do Vidotti, quando o Zé Maria deixou um Casagrande em fase estrela no banco.

 

 

Corinthians 1×0 Flu, a volta do Titenaccio.

09/22/2016

Muito se falou (e o próprio Carille fez questão de grifar) que Corinthians voltaria ao estilo Tite. É não é que ele Tite apareceu mesmo?

Sim, nesta noite voltamos praticamente ao ano de 2011. Era o 4-1-4-1 mais recente, só que no ataque principalmente, revivemos o Titenaccio clássico: um camisa 9 absolutamente isolado e os extremos marcando os gândulas.

Corinthians fez um 1º tempo até bacana, com uma vibe boa e esboçando alguma marcação alta. Não fez gol porque esse time, que já é muito fraco na finalização, jogava com um ataque absolutamente isolado entre si e do meio de campo. A cena típica dos jogos de 2011.

Não voltamos para o 2º tempo e faltou pouco para adversário marcar o gol demolidor. Foram uns 20 minutos de marcação recuada e saída de bola lenta. 20 minutos medonhos, que muito me lembrou 2011 também.

Bastou sair o gol (bem) anulado que a ordem dada de recuar, foi trocada por avançar e Timão, de fato, voltou a jogar alguma bola. Rodriguinho, em péssima partida, fez 1×0 e poderia ter sido mais, caso nosso ataque estivesse melhor posicionado e, óbvio, não fosse tão fraco tecnicamente.

Importante é ter vencido? Sim!

Mas olhando a imagem mais ampla, a gente nota que mal tínhamos elenco para compor um time hoje. Não existiam alternativas no banco para uma mudança no setor de criação ou mesmo ataque. (Nota: Gustavo não pode jogar a CB). É inviável disputar a CB nessas condições, por mais chances que nos dê o mata-mata.

Se Carille vai investir no Tite-2011,  ele tem de lembrar que lá tínhamos Liédson resolvendo muitas partidas do 1º turno, enquanto neste se somar o time atual todo, não se chega nem a 50% da inteligência futebolística do levezinho.

 

Corinthians 0x2 SEP, a recessão corinthiana.

09/18/2016

Corinthians perdeu. Perdeu fácil. Não tomou sacode pois SEP tem elenco apenas acima da rapa – não é lá grandes coisas.

O problema mesmo foi a maneira depressiva, desleixada com que jogou no lixo 34 partidas invictas. Era para derrubar o técnico? Hmmmm.

Que Cristovão não convenceu o elenco e, principalmente, a massa corinthiana, temos aí uma unanimidade.

Mas quem conhece Corinthians de outras quedas de treinadores, sabe muito bem que os jogadores SABOTARAM às claras seu trabalho, assim como Cristóvão SABOTOU seu próprio trabalho com erros sucessivos de escalação.

Normal para qualquer técnico que apareça no clube, atrapalhar-se logo às primeiras escalações. Cabe, ao bom treinador, assimilar rápido em quem pode confiar para o time base, para posições críticas como miolo de zaga e meio de campo. Assim, Cristóvão morreu abraçado em Rodriguinho/Vilson, como Adilson morreu com Thiago Heleno e Tite com vários (Alan Mineiro é o último da fila).

Contudo, antes dessa espiral derrotista nos levar a um derby mal programado para um Sábado, Cristóvão acertava profundamente muita coisa e errava desgraçadamente outras coisas na mesma proporção. Era incrível como o time saia sempre mal escalado do vestiário, ao mesmo tempo em que apresentava-se – dentro da realidade do elenco – bem posicionado em campo (boa parte das partidas).

A demora em titularizar o Marlone é algo para virar “Estudo de Caso”.

Verdade, verdadeira é que estamos financeiramente quebrados e já expliquei aqui diversas vezes: os gastos com o superelenco de 2015, somado à perda de receita do Pacaembu, provocou uma explosão no endividamento. O que eu avisei e praticamente ninguém entendeu é que, com a crise, além da redução de receita de mktg a DISPARADA dos juros iria ASFIXIAR o fluxo de caixa. Trata-se de assunto sofisticado, mas toda empresa que endividou-se no Dilma I, sofre o diabo com o aumento de juros do Dilma II, pois aumentou dramaticamente seu custo financeiro. Na outra ponta, a queda das vendas e do faturamento, provoca muito mais prejuízo.

Isto é uma verdade a que poucos se dão conta no Brasil: a recessão atual é pior, pois pegou as empresas no contrapé. Não temos ideia, no caso corinthiano, do que está sendo escondido em relação à situação real do fluxo de caixa, bem como não sabemos nada sobre os boletos do Templo de Mármore.

A decisão de não contratar nenhum técnico até o final do ano – algo que “não tem como dar errado” – é para não gastar mais nada; é para economizar até no salário de treinador. Lembremos que todo mundo recusou o Corinthians, fatalmente pelo salário baixo que ofereciam.

Agora é passado e o Fábio Carille provavelmente não deve aguentar. Se era para tapar buraco,  eu puxava o Osmar Loss para cima.

Quanto ao Roger… HAUAHAUAHAHAHA!

Não deixa também de ser engraçado que tenha sido indicado pelo Tite e que o Juca Kfouri tenha pedido (antes da demissão do Cristovão). Roger (ou mesmo Cristóvão) são a antítese dos novos treinadores mais acadêmicos e que sabem lidar com essas novas comissões técnicas altamente especializadas.

 

 

 

A gestão do Déficit e Transparência — Não pára de lutar!

09/18/2016

Teve gente que sonhou com Corinthians repatriando algum peixão nesse fechamento de janela: Diego, supercraques desconhecidos do Peru, alguém que já encheu o saco da China. A verdade é que não veio alma penada. Nada. Zero. OCO. Com um déficit no futebol profissional de R$ 73 milhões e uma dívida de R$ 453 milhões, com […]

via A gestão do Déficit e Transparência — Não pára de lutar!

Inter 0x1 Corinthians, não vejo ninguém na minha frente!

07/31/2016

Quem diria que o título desse post voltaria ainda neste ano?!

Foi um jogo emocionante, sem dúvida. (O 2º tempo foi disputado com a bola vadia piscando na cabeça de todo mundo. Quem não pensou silenciosamente já no 2º tempo: “esse empate, é um bom resultado…”?)

Se teve algo de ruim foi o nível técnico muito abaixo do normal (erros individuais de passe, bola escapando, furada etc.). É estranho, pois o time tem treinado a semana inteira, então, seria algo natural que o erro diminuísse. Mesmo depois do gol, quando um time em formação como o nosso ganha bônus mental, ainda errávamos coisas muito simples. Enfim, gostaria de uma explicação vindo da casamata: houve erro na preparação ou o problema foi o gramado? (Notem alguns erros do Bruno, um cara até razoavelmente técnico para tanta presepata em um mesmo jogo).

Superada a questão técnica, Cristovão reapareceu (como no 1º jogo) com o 4-4-2 do Mano e o sistema dominou amplamente o confuso 4-3-3 do Falcão. Cássio só teve um lance mais tenso no 1º tempo e um no 2º, quando uma furada do Balbuena (olha o erro técnico aí) quase desgraça tudo.

Apesar do domínio (com boa marcação da saída de bola), não criávamos lhufas e, mesmo quando criávamos algo bom, o ótimo zagueiro André impedia o gol. Merecidamente, o 0x1 veio num Elias Classic: penetração rápida e livre dentro da área, conjugada com chute igualmente rápido. (Destaque-se a matada de bola do Giovani que permitiu o belo passe de Romero).

Gol do time que jogava bola, contra o time que batia feio e chorava.

Voltamos para o 2º tempo mais compactados e saindo – eu disse saindo – bem para o contra-ataque. A saída era ótima, já a chegada era, putz… Uma das piores apresentações que eu já vi de um ataque do Corinthians em toda sua história. E olha que eu lembro do ponta-direita Baianinho! (Gols perdidos que serão ainda chorados em algum critério de desempate)

Cristovão fez uma mexida burra, Danilo no lugar do Giovani. A única desculpa é o pouco tempo de casa, afinal, ele tinha Guilherme para o ataque. Quando André saiu, ele foi de Luciano, mas ele tinha Guilherme. Por fim, Elias cansou e ele foi de Rodriguinho (infelizmente é o que tem, já que mandaram o Maicon para a Ponte).

Desses movimentos todos, errada mesmo foi a escalação do André e depois a entrada do Danilo. O jogo pedia, desde o 1º tempo, por um atacante de qualidade na finalização e ele tinha Guilherme. E ele sabe que o Guilherme é muito superior ao André (quanto ao Romero, creio que o paraguaio ajuda muito na marcação e isso pesa num time em formação).

Ou Cristovão é muito burro com sorte, ou o Ego está falando mais alto por conta do Mimimi da dupla Guilherme/Marlone. Como somos líderes com um time ainda em formação, vou dar mais uma chance… MAS OLHA QUE O FANTASMA DO ADILSON BATISTA AINDA RONDA ESSE BLOGUE!

Em tempo:

Copo cheio: campeão brasileiro de pontos corridos (tirando 2009) precisa de 73 pontos ou 64% de aproveitamento. Faltam só 40 pontos.

Sarrafo: 64%      Corinthians atual: 65%     SEP/SFC: 63%    Grêmio: 61%

 

A gestão do Déficit e Transparência

07/18/2016

Teve gente que sonhou com Corinthians repatriando algum peixão nesse fechamento de janela: Diego, supercraques desconhecidos do Peru, alguém que já encheu o saco da China. A verdade é que não veio alma penada. Nada. Zero. OCO.

Com um déficit no futebol profissional de R$ 73 milhões e uma dívida de R$ 453 milhões, com que dinheiro o clube contrataria jogadores que já recebem em moeda forte?

A contratação do Diego pelo Flamengo vai na linha do que eu já comentei sobre a gestão financeira mais profissional que recentemente desembarcou por lá. Souberam aproveitar o aumento rápido de receitas da TV – que o Timão também teve – e, ao que tudo indica, equacionaram o pagamento da dívida.

Corinthians, mesmo com a perda de receitas de arrecadação, teve aumento nas receitas de 2014 para 2015 (de R$ 230 milhões para R$ 270 milhões). Um aumento razoável, quase 20% a mais (tira inflação, dá 10% de aumento).

Quer um dado interessantíssimo? Pois bem, em 2015, segundo o balanço do clube, tivemos superávit operacional no futebol! Sim! Isso mesmo, o futebol custou menos que as receitas! Deu “lucro”.

Ficou confuso?

Simples, esse superávit é antes do custo financeiro da dívida (juros e amortizações), quando você lança o custo financeiro como o próprio balanço oficial já faz, o superávit inverte para um déficit de R$ 73 milhões. Some-se a parte social e esportes amadores e chegamos em… R$ 97 MILHÕES de déficit.

Eu não alertei que a dívida estava aumentando rápido demais e que seu custo (juros e amortizações) iria asfixiar as finanças do clube? Pois bem, a botafoguização do Corinthians está cada vez mais perto.

Ano Receita líquida apenas futebol Dívida líquida clube R/D Déficit futebol Receita direitos federativos
2007 111.622 101.490 1,1 14.860 72.206
2008 93.361 97.237 1,0 12.172 26.780
2009 143.729 99.821 1,4 10.167 29.917
2010 166.230 122.068 1,4 12.831 34.963
2011 248.990 178.493 1,4 51.604 59.706
2012 293.448 177.057 1,7 60.180 33.825
2013 266.394 193.664 1,4 18.151 69.113
2014 217.016 371.690 0,6 48.867 41.061
2015 252.404 452.673 0,6 72.876 51.932
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