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Oscar na calçada da fama

10/08/2011

Durante a semana fiquei muito triste ao saber que Oscar seria o 1º jogador de basquete  na calçada da fama. Longe do boteco, mal sabia que o Mucio e o Cesar tinham feito justiça ao meu pensamento.

Leituras obrigatórias.

Sem querer ser chato
Por Múcio Rodolfo

Oscar na nossa calçada da fama. Mas… sem querer ser chato…… e aqueles jogadores que representaram muito mais para a história do nosso basquete do que o Mão Santa? Fora os jogadores daquela maravilhosa geração de Vlamir, Ubiratan…. teve aquele timaço dos anos 80 no qual se destacavam Rock Smity, Adilson e Gilson. Será que nenhum deles mereceria mais do que o Oscar? Repete-se com o basquete o mesmo que foi feito no futebol, onde o Ronaldo “passou a ser mais importante” que Teleco, Flávio, Geraldão….

Abre o olho Corinthiano
Por Cesar Augusto

A diretoria do business não entende questões básicas da história do clube.

Mal sabe a diretoria, por exemplo, que a Libertadores da América do Basquete, o Sul-Americano de clubes, já foi vencido pelo Corinthians e, por duas vezes, em 1964 e 1969. O Corinthians foi vice-campeão mundial de basquete, em sua primeira edição, em 1965.

Sem contar inúmeros títulos brasileiros e paulistas. Aliás, posso estar enganado, mas o Corinthians, ainda, é o maior campeão do basquete paulista.

O Corinthians tinha um timaço nos anos 80. O craque do time era o glorioso Rocky Smith, um armador canhoto de rara habilidade. Era um show man. Ainda, tinha o Adílson e o Gerson, que jogaram na Seleção por muito tempo, inclusive em Mundiais e Olimpíadas. Até o Marcel, que foi um excepcional jogador, teve o prazer de envergar esta camisa, assim como o Oscar, na década de 1990.

Lembro de grandes vitórias, como o campeonato paulista de 1983 frente ao Sírio e derrotas inacreditáveis como aquela para o Monte Líbano, em 1982, o Cadum arremessou de muito longe, quando ainda não existia a linha de 3 pontos, e calou o Ibirapuera, no último segundo. Aquela derrota foi uma das mais doídas da história do Corinthians em qualquer esporte.

Ah, e sempre com ginásios lotados. Um time competitivo de basquete deveria fazer parte do estatuto do clube.

Homenagear o Oscar é legal. Foi um excepecional jogador, mas antes seria mais interessante olhar para o passado e homenagear aqueles que fizeram a história do basquete do Corinthians como o Wlamir e o Amauri, que estão vivos, firmes e fortes.

A diretoria do business não dispõe do mínimo conhecimento da história do Corinthians.

Será que existe no clube, algum departamento que privilegie a história sem distorcê-la?

Se a diretoria do business ficar uns 20 anos no poder, certamente, tentarão nos convencer que Ronaldo e Andrés Sanches foram, respectivamente, o maior jogador da história do clube e o maior presidente da história do clube.

Lavagem cerebral pura.

Abre o olho, corinthiano.

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3 Comentários leave one →
  1. Fernando permalink
    10/09/2011 0:15

    Concordo, sem dúvida. Aquele time de basquete dos anos 60 era um timaço, Wlamir (o “Diabo Loiro”), Amaury, Rosa Branca… só fera! O Washington Olivetto vive dizendo nos livros dele sobre o Corinthians que o jogo de basquete mais emocionante que ele já viu foi Corinthians 118 x 109 Real Madrid, no ginásio do Parque São Jorge. Aliás, ele atesta que sempre quando tem a ocasião de encontrar algum dirigente do clube, ele sugere a mudança de nome do ginásio para Wlamir Marques, como homenagem.

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  2. múcio rodolfo permalink
    10/08/2011 17:19

    Uma coisa a gente precisa reconhecer nesta diretoria. Vira e mexe ela rende homenagens aos jogadores do passado. Foi assim com os heróis de 77. Recentemente, o Biro-Biro e o Palhinha foram eternizados na nossa calçada da fama. No entanto, este lapso cometido pelo departamento de marketing esquecendo de jogadores de basquete muito mais importantes para o clube do que o Oscar foi lamentável. Assim como foi lamentável esta mesma diretoria se esforçar para contratar um Cielo da vida, montar uma equipe de automobilismo ou colocar a marca do clube numa, contratar lutador de wwe ou de mmu (sei lá o nome dessas bagaças) e……….não se preocupar em montar um time de basquete decente por ocasião do nosso centenário. Justo o basquete que deve ser a modalidade mais importante do clube depois do futebol. É certo que temos tradição no futsal, no remo, na natação. Mas o basquete…..O basquete foi a modalidade que compensou nos sofridos anos 60 as frustrações vividas com o futebol. E nos anos 80, quando o nosso basquete se dispôs a renascer (acho que foi o Matheus que deu o passo inicial), ele foi capaz de provocar fortes emoções na torcida corinthiana. A derrota que o César lembrou frente ao Monte Libano aconteceu num sábado a noite com transmissão da Rede Globo. Alguém imagina isto nos dias atuais? TEmpos depois, a equipe conquistava o paulistão em cima do Sírio e, como o time de futebol havia conqistado dias antes o paulistão, a torcida pode cantar um antigo sucesso do repertório corinthiano: “é com pé é com a mão, o Corinthians é campeão!”.

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