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Morte cerebral

03/27/2012

Um menino morreu, outro está em estado gravíssimo e tudo indica que mais crianças morrerão por burrice, imbecilidade, selvageria, apagão mental, nomeie como quiser. Não engulo quem racionalize a situação como coisa de “quem tá na pista sabe do risco”. Quem pensa assim, já deveria ter diagnosticada sua morte cerebral há muito mais tempo.

A morte cerebral é também da Polícia (Civil e PM) e sua eficiência zero na apuração e prevenção desses crimes, da promotoria dos microfones, da demagogia de vereadores, da omissão (ou seria prevaricação?) dos governadores, prefeitos e presidentes.

Erram aqueles que pensam que a solução do problema está na extinção das TO´s, até porque num regime democrático as pessoas têm o direito de reunião, de se vestir do jeito que quiserem e onde quiserem. Pragmaticamente, inclusive, a história mostra que grupos violentos são controlados (e domesticados) quando são institucionalmente reconhecidos. Ao passo que, marginalizados, não lhes resta senão a violência, até como forma de proteção.

Perdemos, com as notas à imprensa escarradas pelas TO´s nessa segunda-feira, uma chance de ouro para um possível recomeço. Bastava a promotoria ou federação chamar imediatamente (e institucionalmente) os líderes dessas facções para emitirem uma nota conjunta de repúdio ao que ocorreu. Mas não, ninguém se mexeu e os imbecis saíram reforçando a necessidade de autoproteção pela falta de Estado — o que acaba sendo, paradoxalmente, um argumento justo.

O irônico disso tudo é que, para quem vai a todo santo jogo, era notável o aumento da presença de crianças nos jogos do Timão.

Apesar da sensação de falta da presença do poder do Estado, ainda creio que a única saída é a via institucional.

PS: deve ser óbvio, para quem conhece o blogue, que esse é dos assuntos que menos tenho interesse em discutir.

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47 Comentários leave one →
  1. 03/28/2012 9:45

    Eu sou a favor da política HOOLIGAN de prevenção. Qualquer pessoa detida por confusão em estádio deve se apresentar, com 15 minutos de antecedência a uma delegacia ou posto de controle, antes de todo jogo do seu time.

    DUVIDO que eles continuassem com esse tipo de demência!

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  2. 03/28/2012 1:14

    O segundo menino morreu, o irmão dele está preso reconhecido nas imagens, santos eles né. Quem mata é assassino e não torcedor, 6 dúzia não pode representar dezenas de milhares.
    LHP

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  3. LP_SCCP permalink
    03/27/2012 23:21

    O cara tomou tiro pq quis, muito triste para as familias envolvidas, mas de certa forma merecido. E obviamente nao falo isso por ter ser de um clube ou outro, ano passado o pseudo corinthiano saiu do bom retiro e foi ate a freguesia do o se degladiar com os palmeirenses q estavam comemorando o aniversario do clube. Teve o fim q quis.
    O q me deixou meio abalado foi ler o texto do Mauro Anti Cesar Pereira.
    Ao inves do bandido poderia ter sido uma pessoa comum, um pai com seu filho passeando no domingo, imaginem o terror q foi para quem presenciou td isso. Eu ja passei por isso indo para classico de onibus e me lembro como foi tenso uma briga muito mais tranquila do q essa, imaginem para as pessoas q nao tem nada a ver com a historia.

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  4. Paulo permalink
    03/27/2012 22:11

    De fato, como disse o Celso no primeiro comentário, as leis no Brasil são brandas ( além de, em grande parte, inaplicadas ). Acho que uma possível proposta de solução seria endurecer – e muito – a legislação penal e construirmos muito mais presídios no País ( de segurança máxima ). Progressão de penas somente para crimes de baixo potencial ofensivo. Como a criminalidade encontra-se generalizada e amplamente disseminada, bem como a sensação de impunidade que naturalmente a acompanha, boa parte do Código Penal ( parte geral e, principalmente, parte especial ) e legislação extravagante deveriam ser revistos emergencialmente, inclusive Lei de Execuções Penais, até como um tentativa de resposta à sociedade brasileira. Não são necessárias leis especiais para crimes envolvendo torcedores de futebol, pois a legislação geral já os contempla ( só que precisa ser revisada, nos moldes propostos ). A questão, vejam, envolve privação de liberdade por quase toda a vida do detento e é de alta indagação jurídica, já que a Constituição veda penas de caráter perpétuo, e não faltariam certamente críticos a um regime de confinamento de tal severidade. É, entretanto, o que fazem os EUA, modelo capitalista muito mais sério que o nosso ( e semelhante, em matéria de desigualdade social, guardadas as proporções ). Historicamente avessos a essas discussões de fundo ideológico ou mesmo jurídico intermináveis que costumam permear por aqui discussões como a ora cogitada – sim, há ideologia por trás dessa questão, e muita, para o bem e para o mal – e dotados de um espírito prático que nunca tivemos, creio que os americanos possam nos ensinar algo nesse particular. Lá as leis, como se costuma dizer, são “pra valer”, e quem resolve partir para o crime sabe que provavelmente terá mais a perder do que a ganhar. Não é, evidentemente, o caso do Brasil, em que o sujeito iletrado e sem perspectivas de inserção social e no mercado de trabalho faz uma avaliação primária e imediatista da relação custo-benefício da prática delituosa, quase sempre redundando favorável a esta ( dois fatores são considerados, basicamente, pelos criminosos brasileiros: o êxito econômico e a possibilidade de ficar impune, ambos elevados para qualquer padrão de sociedade ). Em outras palavras, a tentativa de solução, no meu modo de ver – ou pelo menos de boa parte dela – passaria pelo encarceramento continuado de um número muito significativo de indivíduos, coisa de aproximadamente 1% da população ou mais, que são justamente aqueles não passíveis de ressocialização provável, criminosos habituais ou potenciais ( atualmente a população carcerária no Brasil é de cerca de meio milhão de pessoas, creio, e passaríamos, então, a 2 milhões ). Com isso, conseguiríamos, imagino, “cortar a memória do crime”, evitando justamente que a alta rotatividade de presos continue permitindo e até fomentando a disseminação da prática criminosa no meio social ( o sujeito sairia da prisão numa idade relativamente avançada e pouco propenso fisicamente à continuidade delitiva, impedindo, adicionalmente, a sobrevivência de seu “DNA” criminoso através do contato em liberdade com potenciais iniciantes na “carreira do crime” ). Ganharíamos, então, o fôlego, o tempo e a paz social mínima ( que hoje não temos, o medo grassa na família brasileira ) indispensáveis para permitir que o crescimento econômico natural do País, associado à criação ou incremento de programas governamentais específicos de natureza redistributiva e de inserção social da população carente, atue de modo a impedir que esta continue figurando como fonte permanente de realimentação do crime ( antes que falem dos criminosos de colarinho branco, deixo claro que pra esses proponho igual severidade e “convivência fraternal” com a baixa criminalidade, dentro desses presídios ). Assim, atuando nos dois elos principais da cadeia criminosa ( “escola do crime”, que ficaria confinada dentro das penitenciárias; e fonte de recrutamento e renovação permanente de criminosos, propiciada pela miséria social ), fecharíamos progressivamente o cerco à escalada do crime no Brasil. Essa é uma idéia, que não é originalmente minha, que possui vários defensores dentro da sociedade brasileira, em seus diferentes setores, e sujeita à crítica, evidentemente. Já adianto, porém, que, embora fosse uma solução que vejo como bastante consistente em vista dos fins a que se propõe, há que se atentar para a sua difícil viabilização financeira ( esse custo com pessoal, obras e alimentação de presos – incluindo reaparelhamento da Polícia, do Ministério Público e do Judiciário – traria custos enormes à sociedade brasileira, possivelmente em detrimento da construção e aparelhamento de escolas e outros equipamentos urbanos de extrema necessidade e cuja prioridade parece evidente, num regime de “cobertor curto” como é o do Estado Brasileiro ). Politicamente, da mesma forma, teríamos imensas dificuldades a superar até chegarmos a construir um consenso mínimo em torno de sua implementação efetiva. Mas sinto, infelizmente, que fora dessa dualidade de medidas não haverá soluções permanentes a curto e médio prazos ( e talvez nem a longo prazo, se formos imaginar como inevitável uma sociedade futura conflitiva e violenta, e aí fica a critério de cada um fazer suas conjecturas ). Tudo o mais que se fizer será meramente paliativo, e não duvido que vejamos nos próximos dias ou meses algumas medidas dessa natureza ( “fechar” torcidas organizadas, por exemplo, ou proibir a frequência delas aos estádios, seriam talvez as mais inúteis ).

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    • Celso 1° permalink
      03/28/2012 0:10

      Toda medida “pesada” é valida, o que não pode é continuar nesta hipocrisia das medidas paliativas.
      Quanto a custos, se colocar na balança toda esta restruturação da polícia, presídios etc. não sai tão caro, se bobear o estado tem até lucro.
      Os criminosos soltos, indiretamente, oneram os cofres públicos com seus atos.Quando, por ex, ferem uma pessoa há gastos com saúde, se um fica incampacitado há gasto com aposentadoria, se quebram coisas públicas há gastos com reparos e por aí vai.
      O agir sempre trará benefícios, mas isto os politicos não estão interessados e a população, no geral, também não, muitos dos “revoltados” apoiam a maioria dos políticos e até brigam por eles.
      Nossa realidade é complicadíssima.
      Abrç!

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    • Correa Leonardo permalink
      03/28/2012 0:38

      Dois milhões de presos, amigo? E como o Estado manteria efetivo para vigiar toda essa gente? Muito melhor seria se construíssem dois milhões de creches, dois milhões de escolas. Educação, e não presídios, é o que pode resolver nosso problema, mas não vai ser pra amanhã. Os EUA realmente tem muito a nos ensinar, mas do seu sistema jurídico (de resto, como o nosso, permeável ao “erro judiciário”), que prevê penas de morte e perpétua, transação em qualquer tipo de crime, juízes e promotores eleitos, não vejo grande coisa a ser aproveitada. Como mencionei antes, não há necessidade de endurecer as penas, mas bastaria que a certeza da punição fosse concreta, que o desestímulo ao crime cresceria demasiado.

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      • 03/28/2012 17:29

        1- Uma proposta de custeio seria a de informatização ou mesmo privatização dos presídios ( inclusive com remuneração de preso que se dispusesse ao trabalho );

        2- De fato o sistema jurídico americano ( de matriz inglesa – “common law” ) pouco tem de aplicável ao Brasil ( de matriz latina – direito legislado ), exceto no rigor da legislação ( criminal, inclusive ) e no zelo pela sua observância;

        3- Certeza da punição, embora inegável como fator inibitório, seria insuficiente com a legislação atual, que permite e estimula a reincidência ( quer pela alta rotatividade sem reinserção social; quer por propiciar a difusão da “pedagogia do crime”, formando novas gerações de criminosos );

        4- Educação realmente é a melhor solução a longo prazo para todas as mazelas sociais brasileiras, mas a questão colocada foi a de tentar dar solução rápida ao problema, a fim de pouparmos a nossa geração e a de nossos filhos ( e netos, talvez ) da violência cotidiana a que estão submetidas.

        Abraços.

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  5. permalink
    03/27/2012 15:58

    O Mauro Cezar Pereira – por quem não morro de amores, diga-se – escreveu uma coluna sobre o tema sob a qual eu assinaria embaixo tranqüilamente:

    http://espn.estadao.com.br/maurocezarpereira/post/248201_VIDEO+TORCIDAS+AGENDAM+BRIGAS+COM+REGRAS+SO+PELO+PRAZER+CONHECA

    Sinceramente, fiquei com certo receio de ir ao Pacaembu ou circular por aí vestindo camisa do Timão no próximo jogo contra a porcada….

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    • Daniel CMS permalink
      03/27/2012 17:17

      Fui a pé para o estádio no domingo, sozinho até encontrar alguns amigos perto da entrada.

      Por mais que fôssemos os mandantes, fui em roupas “civis” que não poderiam ser tomadas como a de um fã de futebol… Triste realidade.

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      • permalink
        03/27/2012 18:19

        Eu também costumo ir a pé pro estádio. Em dias de jogo, vou com a camisa do Corinthians escondida e enrolada na bermuda e só ponho quando começa a chegar perto do Pacaembu

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  6. 03/27/2012 15:54

    O Mauro Cezar Pereira – por quem não morro de amores, diga-se – escreveu um artigo sob o qual eu assinaria tranqüilamente:

    http://espn.estadao.com.br/maurocezarpereira/post/248201_VIDEO+TORCIDAS+AGENDAM+BRIGAS+COM+REGRAS+SO+PELO+PRAZER+CONHECA

    Sinceramente, fico com receio de ir ao Pacaembu ou circular com a camisa do Timão no próximo jogo contra a porcada….

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    • Bruno permalink
      03/27/2012 23:49

      Se eu fosse policial, eu ia ficar muito puto de ver os nerds da E5PN (Emissora 5a0 Paulina de Notícias) cagando regra sobre o trabalho da polícia.
      Esses caras não entendem nem de futebol, nerdaiada que são, e querem falar sobre segurança…

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    • Bruno permalink
      03/27/2012 23:54

      Sobre esse papo de “receio de ir ao Pacaembu ou circular com a camisa do Timão no próximo jogo”:
      Tá com medo, pede leite.
      Se alguns receosos como você assistirem pela televisão, quem sabe o Rosenberg não resolve baixar o preço dos ingressos na Libertadores.

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  7. marcusvcn permalink
    03/27/2012 15:06

    Identificar os líderes belicosos, lei neles.
    Eles motivam que os que estão pouco propensos a agir com violência, assim o façam.
    Confrontar a associação toda só faz aumentar o sentido de coesão e a tendência de continuar o confronto.
    Separar os que lideram a violência, do restante do grupo, propicia novos modelos de comportamento.
    Se surgirem novos brigões, mesma atitude.
    No final apenas os interessados em fazer a festa nos estádios estarão presentes.
    Falta muito serviço de inteligência, mas é procedimento de quem quizer trabalhar em prol da população.

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  8. 03/27/2012 14:44

    Quando um não quer, dois não brigam.

    Sujeito fazia parte da Tropa de Choque da Mancha Verde, viu o irmão ser baleado numa briga anterior, marcou o confronto pela internet e era estudante de Engenharia Civil deveria saber que era grande a chance de morrer dessa forma.

    E a revanche ja esta sendo marcada. Vai participar dela quem quiser.

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  9. Cesar Augusto permalink
    03/27/2012 14:04

    Uma morte desta natureza demonstra uma irracionalidade assombrosa. Demonstra a absoluta ausência de princípios básicos de convivência. Demonstra o ódio desmedido contra o ser humano. Demonstra inequívoca intolerância contra o diferente. E, principalmente, demonstra a falência do poder público que não consegue transmitir o mínimo de segurança à população.

    As brigas infinitas das Torcidas Organizadas retratam a sociedade de maneira cabal e irrefutável.

    A briga foi arquitetada. Todos os organizados sabiam que a briga aconteceria, mas a polícia, por incrível que pareça, foi pega de surpresa. Falta inteligência ou falta ação à polícia.

    No meu entender, para minimizar os efeitos das Torcidas Organizadas há algumas opções:

    a) A elaboração de leis mais severas, no tocante as brigas entre as facções organizadas;

    b) Proibir os elementos perigosos das organizadas, e já condenados em qualquer tipo de crime relacionado ao futebol, de se locomoveram em dias de jogos, como é feito em outros países; (para cumprimento deste quesito é preciso rigor)

    c) Punir as torcidas organizadas pelas ações de seus prepostos, tanto na esfera cível, quanto criminal;

    d) E, em último caso, punir as equipes, sim as equipes, com a perda de pontos em caso de confusões praticadas pelas Organizadas; (tal medida é difícil de ser aprovada, mas, em último caso, seria razoável. Em outros países medidas desta natureza são aceitas)

    Sou contra a extinção das organizadas. Essa medida foi apenas para calar a boca dos críticos e não terá qualquer efeito prático na solução do problema.

    Não tenho pena dos indivíduos que morreram. Tenho pena da família, apenas. Na verdade, todos estes que morreram participam destas brigas para matar ou para morrer. Não há santos. Hoje, morreram palmeirenses. Ontem, morreram corinthianos e, com a polícia que temos, absolutamente despreparada para solucionar os confrontos, infelizmente, está guerra está longe de terminar.

    Os palmeirenses mortos serão vingados, indubitavelmente.

    Se não forem elaboradas medidas mais adequadas para a situação, esses bandidos travestidos de torcedores acabarão com a alegria do futebol.

    Por fim, concordo com o Álvaro. As Torcidas Organizadas devem ser institucionalizadas e jamais marginalizadas, como querem proceder as autoridades.

    É preciso, antes de tudo, dar o primeiro passo no caminho da paz nos estádios.

    Por enquanto, esses passos estão em ritmo vagaroso, lento, muito lento, ou como dizem os baianos, estão em passos a “la Dorival Caymmi”.

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    • permalink
      03/27/2012 18:21

      “(para cumprimento deste quesito é preciso rigor)”. Acaba aí qquer tentativa séria no país

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  10. 03/27/2012 13:54

    Off – colegas de boteco votem na melhor defesa:

    http://espalma.wordpress.com/2012/03/27/a-defesa-da-rodada/

    Abs!

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  11. 3 visões permalink
    03/27/2012 12:48

    CORINTHIANO : VAI, CORINTHIANS!!!!

    CORNETEIRO : Lamentável. Esses marginais afastam a família dos estádios.

    ANTICORINTHIANO : ESSES GAVIÕES SÃO TODOS BANDIDOS!! ESSE CÂNCER TEM QUE SER ELIMINADO!! NEM VI QUANTO FOI O JOGO DOMINGO, PERDI A VONTADE DE SER CORINTHIANO!!!

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  12. André Pinheiro permalink
    03/27/2012 12:31

    mas vai querer o que de um país onde juiz vende sentença, onde senado e congresso sao mais de 80% corruptos?
    depois da apuração do carnaval que fizeram o que quiseram e nao aconteceu nada, eles vao temer o que? a impunidade prevalece no país. ha quantos anos ja falamos desse negocio de briga em torcida organizada? quantos foram presos? quantos pagaram pelos seus crimes?
    o cara que sai armado de casa pra ir ver um jogo de futebol usa a mesma arma na segunda feira pra assaltar a lojinha do bairro.
    hoje li que o cesar sampaio foi ao enterro dar assistencia e que vao homenagear o garoto, o palmeiras perde mais uma oportunidade de repudiar os vandalos e ainda vai homenagea-los.

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    • Paulo permalink
      03/27/2012 18:28

      Acredito que os dirigentes de clubes têm medo das próprias torcidas. Ou interesse em preservar seus cargos ( apoio político das organizadas ). Ou ambos.

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  13. Pedro permalink
    03/27/2012 11:51

    O Hooliganismo é parte da cultura do futebol.As mais incríveis torcidas europeias são famosas não apenas pela festa,mas também pela violência.Claro que lá o buraco é mais em baixo e envolve política,cultura,xenofobia,racismo.Tanto pró quanto contra.

    O que acontece no Brasil não é hooliganismo,não é parte da cultura do futebol.Barras de ferro,pedaços de pau,rojões,armas de fogo,pedras, indicam tudo menos uma simples briga.Isso é bandidismo,domingo morreu o André,ano passado mataram e jogaram no Tiete e assim vai indo.É sempre na covardia,não se enfrentam como homens mas saem por aí arrotando que mataram fulano ou ciclano,como se matar alguém de forma covarde fosse motivo pra se orgulhar.

    Um hooligan enfrenta o adversário com o punho,sem armas,sem agredir quem está no chão.É briga pelo prazer de brigar,e não com a intenção de matar alguém.E,mesmo assim,vez ou outra acontece mortes.Na Europa,quem usa arma de fogo não é respeitado por nenhuma outra torcida,já aqui é cada vez mais comum o uso de armas.

    Só que eu acho que essa questão da covardia vai muito além de guerras de torcidas.É praticamente parte da cultura do nosso povo,infelizmente.Exemplos não faltam.

    A solução pra mim seria prender os responsáveis e manter uns 10 anos na cadeia.Um tempo de grampo deve ao menos fazer com que eles reflitam a respeito,ou não.

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    • Pedro permalink
      03/27/2012 13:33

      Acrescentando,morreu mais um membro da Mancha.Ambas as torcidas serão punidas e pode ter certeza que a polícia que nada fez será isenta de culpa.

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  14. Raphael permalink
    03/27/2012 11:19

    É lamentável isso tudo… por maior que seja a rivalidade absolutamente nada justifica essa bestialidade e covardia. E isso ocorre por conta da impunidade e falta de educação, principalmente em casa mas também na escola.

    Aqui no Brasil somos individualistas demais, não conseguimos nos organizar como grupo (a não ser com as babaquices de sempre nas redes sociais, hashtags e demais imecilidades). Quando fazem alguma coisa o Estado trata de descer o cacete, até porque é fruto e causa disso tudo.

    Sobre as organizadas: não consigo imaginar um jogo do Timão sem a presença da Gaviões. Eles comandam a festa no estádio! Apóiam sempre, onde e quer que o Corinthians joga… são de importância enorme, dentro de campo. Mas hoje a importância deles se resume a isso: não cobram mais como antigamente, o carnaval é outra estupidez e temos esses episódios de ignorância como os de domingo, ano passado, etc etc etc.

    É óbvio e ululante que a diretoria da Gaviões sabia do confronto. Não fizeram nada para evitar, então agora não venham com papo de que “por causa de meia dúzia querem foder tudo” ou pior “vão acabar com as Organizadas, ódio ao futebol moderno”. Eu prefiro um futebol moderno com crianças no estádio do que com feladaputas se matando nos arredores do estádio. O problema não é só este, claro. É um problema social no Brasil e temos casos tão ruins todo santo dia Brasil a fora…

    Eu vejo que o Brasil tem melhorado nas últimas décadas, mas está na hora de corrigirmos problemas críticos… até como exemplo de progresso. Eu acho que deviam, por exemplo, gastar o que fosse para limpar o Tietê: seria um exemplo a população de que “Temos um problema, vamos resolvê-lo? Ok, feito, próximo!”. E nada mais forte no Brasil do que o futebol: esse problema da violência nos estádios, resolvido, seria um senhor exemplo de que podemos fazer um país melhor.

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    • 03/27/2012 11:24

      Assino embaixo.

      Inclusive na questão do Tietê que essa cidade (todo mundo) vinge que não existe. É um “não-rio” para quem mora aqui.

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    • Correa Leonardo permalink
      03/28/2012 0:05

      “Eu prefiro um futebol moderno com crianças no estádio do que com feladaputas se matando nos arredores.”

      Essa frase resumiu tudo. Perfeita!

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  15. Celso 1° permalink
    03/27/2012 10:43

    Ano passado, quando morreu um torcedor do corinthains, só saiam notinhas na mídia.
    Ja neste episódio(como em tudo que envolve corinthians), os carniçeiros da mídia anti usam outro peso, outra medida.Passam horas falando da gaviões, falando da nossa torcida, num prazer discarado destes urubus da mídia anti de comer “esta carniça”.
    Não se enganem, isto é uma forma deles agredirem nossa torcida, de tentar compensar a imagem positiva que a fiel tem, de apoio, lota estádio, somos diferentes.É a mesma coisa de nossos títulos, e de nosso crescimento economico, estrutural e administrativo atual, tudo eles colocam culpa na “máfia, meios obscuros, arbitragens compradas, acordos” etc, tudo pra tentar desmerecer nosso feitos.

    Se fosse a torcida dos bambis que tivesse matado a repercussão não seria 10% do que esta havendo neste caso.
    Em minas morre muito torcedor, em campinas morreu estes dias, no rio vez ou outra morre, mas quando envolve, mesmo que indiretamente, a torcida do corinthians estes carniçeiros antis ja vem posar de moralistas ao extremo, coisas que não são, agem de acordo com interesses.
    O discurso de condenar e debater tais atos violentos é certo??claro que sim, mas porque em outros casos não fazem este estardalhaço?? são 2 pesos e duas medidas, numa clara intenção de falar mal do corinthians e sua torcida.
    A vontade destes jornalistas é chegar na tv e dizer “esses corinthianos são tudo de mais ruim deste Brasil, bando de lixos!”
    Resumindo, eles não tem todo este interesse em resolver a questão, de debater e citar os culpados(os politicos), 90% do que falam são movidos pelos interesses, no caso o anticorinthianismo.

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    • Raphael permalink
      03/27/2012 11:03

      Celso, eu discordo.

      A mídia é incompetente demais e bastante anti – é verdade. Mas esse caso foi uma batalha campal e a notícia está fresca. Semana que vem não irão mais falar nada disso, como tudo de errado nesse Brasil.

      E não me leve a mal, mas pense nisso: esse papo de que “sempre estão contra a gente” é meio coisa de cachorrinho-vira-lata-coitadinho-de-rua. Eu cada vez mais vejo isso em blogs por aí e apesar de concordar em boa parte das vezes com as reclamações, acho que é uma postura pequena.

      Acho que temos de deixar de perder o nosso tempo dando ibope para os idiotas e nos preocupar com o Corinthians.

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      • Celso 1° permalink
        03/27/2012 14:33

        Ano passado mataram o corinthiano e jogaram no esgoto do tietê e só teve notinhas.
        O fato existe sim , é grave, mas se fosse outro clube não teria este estardalhaço.
        Abrç!

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    • 03/27/2012 11:30

      Eu não vejo como sendo um problema midiático.

      Fecharam com 2 ônibus a Inajar de Souza, uma avenida que mais parece uma imigrantes de tão larga. Assim como da outra vez (2009) eles fecharam a marginal em pleno horário de rush.

      Sim, é possível que o fato do menino ser de classe média tenha aumentando a força dos holofotes. E se fosse um artista da Globo, mais ainda.

      Mas quer saber? Quero mais é holofote nesse problema.

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      • Celso 1° permalink
        03/27/2012 14:51

        Não afirmei que é um problema midiático, disse que muitos “moralistas” da mídia que conhecemos bem estão num tom mais elevado de críticas, muito diferente quando ocorre mortes de outras torcidas.
        Se eles estão tão revoltados porque a cada morte não agem assim??
        Pra mim isso é 30% indignação e 70% de sacanagem e anticorinthianismo dos abutres.
        E não falo de nós aqui, nós sim estamos friamente analisando, preocupados e debatendo e sugerindo idéias e soluções.
        Lembra dos vandalos nos CT’S??
        No do corinthians tem helicóptero ao vivo, no dos rivais o fato é abafado, não mostram os muros sujos, portões derrubados(ct dos bambis), técnico recebido a porradas(leão no san7os) etc.
        Bem que eu queria se fizessem isso sempre que morresse alguém, mas quando não envolver corinthiano não haverá(e nunca houve) 1% esta cobertura.
        Semana passado houve morte em campinas(uma vida tmabém, não existe vida especial) e só tiveram notinhas, em minas morre torcedor direto, em salvador etc.Se quem tivesse matado o torcedor em campinas fosse um corinthiano haveria também estardalhaço.
        E quando mostram imagens de brigas, o foco é libertadores de 2006 no paca e abafam a maior briga que ocorreu entre bambis e porcos na copa sp da decada de 90, aquela guerra campal.
        Se fossem sérios estes jornalistas antis, ficariam indignados na mesma proporção sempre, mas na prática não fazem isso.
        Abrç!

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        • LP_SCCP permalink
          03/27/2012 23:05

          Onde assino Celso?
          Perfeito!!

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        • Manu Corinthianu permalink
          03/28/2012 2:46

          Discordar, propriamente, eu não discordo. A questão é que o foco da discussão não é esse. Em se tratando de vidas de pessoas, principalmente das inocentes, pouco importa o anti-corinthianismo, sensacionalismo, hipocrisia, e tudo mais de ruim que vc possa detectar em quem tem a incumbência de noticiar os fatos. Como bem disse o Álvaro ai e cima, tem mais é que haver holofotes sobre esses acontecimentos mesmo, independentemente de que torcida ou clube esteja envolvido.

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  16. 03/27/2012 10:36

    Muita demagogia e pouca eficiência!

    O pior é a vergonha de copiar o que já deu certo na Inglaterra, Itália, etc…

    caso de sucesso é pra ser copiado e adequado a sua realidade, ninguém precisa reinventar a roda!

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    • Raphael permalink
      03/27/2012 11:22

      É isso aí mesmo…

      A verdade é que os “orgãos competentes” não têm absolutamente nada de competentes. Em sua maioria são indicações políticas e não técnicas, então não temos como esperar nada de bom desses caras.

      E a imprensa é outro lixo: arrumaram pauta para mais alguns dias. Teremos aquela enxurrada de discussões sem valor algum e semana que vem aparece algo mais fresco e começa o processo de esquecimento deste caso.

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    • 03/27/2012 11:30

      Concordo, inclusive tudo que eles fizeram é público. Basta copiar.

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  17. Celso 1° permalink
    03/27/2012 10:25

    O X da questão são as leis brandas.A impunidade é grande neste país, e não só no futebol, este mata e agride menos do que brigas em trânsito, boites, shows, entre vizinhos, domésticas, acerto de contas, por traições em relacionamentos etc.
    O problema é a impunidade do ponto de vista legal, a polícia, MP, e justiça pode ter culpa?? até que sim, mas mesmo se todos os 500 torcedores envolvidos na confusão tivessem sido detidos,estariam liberados por conta da lei branda.Não adianta prender se a lei não prevê prisão pesada(ou caso seja condenado, aja benefício desta porcaria de progressão ampla de regimes de prisão, uma aberração do sistema penal brasileiro).Não adianta processar pro cara pagar cestas básias e sair feliz matando de novo.
    A culpa maior é do congresso brasileiro e da presidente atual e de praticamente todos os políticos que passaram por Brasília(OMISSOS! NÃO PROPOEM PROJETOS COM MUDANÇAS E NEM VOTAM SE ALGUÉM PROPOR).Nem mesmo com a copa fizeram uma lei mais forte,que faça os infratores penarem nas grades, esse é o Brasil, país com a mais alta carga tributária do mundo e que oferece um serviço público na maioria das vezes insuficiente e ruim e com leis brandas estimiulando o sacanagem, vagabundice e selvageria.
    E não aceito discurssinho de “problema social”, tem muitos países pobres no mundo sem violência(principalmente no oriente médio), graça as suas leis fortes e intolerante,ERROU?? É CADEIA LONGA!
    Se houvesse punição poderia até ocorrer isso, mas numa proporção muito menor.A inglaterra enfrentou a violência nos estádios com lei pesada,NA MARRA, é o exemplo a se seguir, o resto é tapar sol com a peneira.

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    • Correa Leonardo permalink
      03/28/2012 0:00

      Celso, a questão não está no tamanho da pena, mas na certeza da punição. A progressão de regimes não é uma aberração do nosso sistema penal, é o atendimento ao espírito da lei, fundada na ressocialização do indivíduo encarcerado, e não na cadeia convertida em uma simples jaula de amontoar gente. Aberração é pena de morte.

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      • Celso 1° permalink
        03/28/2012 0:22

        A ressocialização(tão importante quanto a punição) tem que existir depois do individuo cumprir uma quantidade razoável de pena.
        A base da pena são a punição e o exemplo que ela da para os outros que estão pensando em fazer algo de errado.A ressocialização vem depois e não pode vir antes como praticamente ta ocorrendo no Brasil.
        Isto sem falar na conversão de penas menores em coisas tipo pagar cesta básica, ou seja, crimes como lesão corporal e outros, que tem pena baixa, praticamente são impunes, a não ser que o cara tenha uma ficha muito suja,muitas condenações, que o complique e não permita o juiz aplicar estas medidas legais “pró bandidos”.
        Abrç!

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