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Entrevista de Arrigo Sacchi sobre os técnicos brasileiros, R9 e Adriano.

04/21/2012

Por Nicolas

Uma interessante entrevista de Arrigo Sacchi para o portal iG. Destaco duas respostas.

A primeira sobre técnicos brasileiros.

“iG: Por que os técnicos brasileiros não tiveram sucesso na Europa? Existe uma explicação para isso?
Sacchi: Sim, tem uma explicação para isso. Os técnicos brasileiros têm uma ideia menos coletiva do futebol que os europeus. É diferente. Aqui na Europa se vive um futebol mais agressivo, de velocidade, onde se marca na frente. Os jogadores precisam se mover junto. Agora no Brasil as coisas estão mudando um pouco. Outro dia vi um jogo do Brasil de uma equipe de base. Vi que já atuam de forma mais coletiva que antes.”

A segunda revela que Adriano já tinha comportamento antiprofissional em sua passagem pelo Parma, por volta de 2002-2004. Ainda não tinha ocorrido o falecimento do seu pai, uma possível causa para os seus distúrbios comportamentais.

“iG: E dos jogadores brasileiros que você trabalhou quem foi o melhor?
Sacchi: Com certeza, o Ronaldo. Ele não tinha uma grande paixão pelo futebol, uma grande motivação, mas era um jogador extraordinário. Tive também o Roberto Carlos e o Adriano. O Adriano eu contratei quando estava no Parma. Ele era um menino e fazia um gol por jogo. Mas era um problema. Tínhamos que colocar alguém para segui-lo, porque não tinha um bom comportamento profissional. Temos muitos casos de brasileiros com talento, mas que não são os profissionais mais corretos. Porém, temos outros exemplos também, que têm comportamento ideal. Vejo o caso do Kaká, do Cafu. Tive o Taffarel no meu time, no Parma, e ele era exemplar, não dava problema.”

O link para a entrevista:

http://esporte.ig.com.br/2012-04-18/ronaldo-foi-o-melhor-que-vi-mas-nao-tinha-paixao-pelo-futebol.html

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7 Comentários leave one →
  1. Cesar Augusto permalink
    04/21/2012 17:29

    Falando em tática, quem viu Barcelona e Real Madrid percebeu, claramente, que José Mourinho é um monstro de Técnico. Um monstro. O Barça não andou em campo. Sempre que um barcelonista tocava na bola ele tinha um madrileño na marcação e outros dois, um de cada lado, para dar o bote.

    O Barcelona, ainda, o melhor time do mundo,foi parado pelo Real, em pleno Camp Nou. O Chelsea, na última terça-feira, deu muita sorte, mas, dentro de suas limitações em relação ao Barça, foi bem. Hoje, não. O Real Madrid foi superior do início ao fim, mesmo, é claro, com menor posse de bola.

    O Real, com essa vitória, será o campeão espanhol quebrando a hegemonia catalã.

    Agora, falando especificamente dos técnicos brasileiros, vendo um Barcelona x Real Madrid, sinceramente, dá uma certa vergonha em relação ao conhecimento de nossos treineiros.

    Eles, ainda, utilizam 3 zagueiros. E quem faz isso é o melhor deles no momento, o Muricy. Quando tem alguma dificuldade, o Muricy apela para o terceiro zagueiro, necessário ou não. Contra o Barcelona, ele fez isso. O único problema era que o Barça não tinha centroavante estático. Para quem se faz de estudioso do futebol, o Muricy foi uma decepção.

    Não há no Brasil, neste momento, um grande técnico.

    Felipão está ultrapassado. Seus esquemas são sempre amarrados e servem, apenas, para campeonatos estilo mata-mata. Para pontos corridos não serve e nunca serviu, pois o Felipão jamais ganhou um campeonato de pontos corridos. A tática nunca foi o forte do gaúcho. As suas vitórias sempre ocorreram graças ao trinômio sangue/suor/lágrimas.

    Muricy é retranqueiro por natureza, mas vence e, por consequência, as análises sobre sua competência são sempre maximizadas sem considerar, por exemplo, a equação elenco/resultado. Nos últimos 8 anos, nenhum técnico brasileiro esteve tão bem empregado como Muricy. Sempre teve na mão os melhores times e elencos.

    Luxemburgo, que no meu entender, foi o melhor técnico brasileiro dos últimos 20 anos, nfelizmente, não é mais o mesmo. Depois da ida para o Real Madrid, onde não foi de todo mal e foi bem melhor que Felipão no Chelsea, nunca mais foi o mesmo. Vive em constante guerra com a imprensa deste país que sempre o minimiza profissionalmente, além de atacá-lo pessoalmente. Ele não tem mais paz. Mas foi muito bom, o melhor dos últimos 20 anos. Hoje, sua carreira está em queda livre.

    Mano Menezes, que vem sendo fritado pelo tricolor Marin, vem decepcionando, é óbvio, mas não podemos negar que a geração é ruim. E taticamente, a Seleção do Mano, por enquanto, não se encontrou, pois está faltando convição ao nosso ex-técnico da mesma que faltou convicção na LA 2010. Ele está perdido e sem qualquer apoio. Se tivesse um diretor de Seleções, como o Parreira, por exemplo, seria muito bom, mas a idéia do Marin, para esse cargo é alguém com lastros tricolores, um Milton Cruz da vida ou um Raí. Ou seja, tem que ser tricolor.

    O Mano não emplaca 2014. Aliás, se eu fosse o Mano entregaria o boné. Ter que apresentar a convocação 48 horas antes ao Marin, sinceramente, é deprimente. Onde está o orgulho próprio?

    E, de qualquer forma, ganhando ou perdendo as Olimpíadas, o Mano não será o Técnico em 2014. Ninguém o quer lá. Nem a CBF. Nem a imprensa. E nem os jogadores, pois o Mano os queima nas derrotas, vide o exemplo do Douglas, do Hernanes e do Ramirez.

    Por fim, o futebol no Brasil vive uma crise técnica, e não nos iludamos com Neymar porque é exceção das exceções, e, principalmente, de técnicos. Os melhores não estão aptos a resgatar as origens do futebol brasileiro, pois só pensam em marcação, chuveirinho, contra-ataque e bola parada. É assim que se é campeão no Brasil.

    Isso, porém, não significa que o Brasil não possa vencer a Copa. Pode vencer, sim, e é favorito, mas vencerá ao estilo pragmático. No sufoco. No calor da torcida e, se precisar, no apito, que sempre foi muito amigo em Copas do Mundo.

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  2. 04/21/2012 16:33

    Ou seja, o coitadinho do Adriano está em depressão tem mais de 10 anos… para aqueles que ainda estão com dózinha dele vejam amanhã no Fantástico esse “profissional” desancar o Corinthians para alegria da segunda maior torcida do Brasil (os antis!)

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    • Cesar Augusto permalink
      04/21/2012 17:57

      Esse Adriano é um FDP. O seu discursinho de que é vítima é ridículo.

      Porém, pelo que li, o departamento jurídico do Corinthians utilizou o procedimento incorreto para a aplicação da justa causa. O Adriano foi comunicado que o contrato seria rescindido, pura e simplesmente. Dez dias depois, o Corinthians deposita o que é devido ao Adriano e lhe manda um telegrama lhe informando sobre a justa causa, o que está errado. A justa causa requer imediatidade.

      Ou seja, mesmo o Adriano sendo um FDP, na Justiça do Trabalho, ele tem boas chances de tomar uma grana do Corinthians que, como sempre, é mal assessorado pelo seu Departamento Jurídico, que comparado ao Departamento Jurídico do SPFC, é ridículo.

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  3. Paulo permalink
    04/21/2012 13:00

    Desde sempre se sabe que o futebol é esporte coletivo, mas, de fato, nossos boleiros sempre tiveram tendência a individualizar o jogo por questões de promoção pessoal, aproveitando-se da melhor técnica de que dispõem, em regra. Durante décadas, conseguimos superar os europeus na base da qualidade individual dos nossos boleiros. Agora, isso já não é mais suficiente – e duvido que um dia volte a ser -, e alguns times no Brasil já perceberam isso ( o vexame sem precedentes da sardinhada em Yokohama já começou a produzir efeitos ). Nós – e agora os sardinhas, pelo que parece – saímos na frente. É por isso que não temos nenhum craque e apesar disso ganhamos de quase tudo mundo. Temos que aproveitar essa vantagem inicial e ganhar vários campeonatos pelos próximos dois ou três anos, antes que a “coletivização forçada” se generalize no futebol brasileiro. Quanto ao mulambo desavergonhado, li por aí que ele teria dado uma entrevista ao Fantástico em que disse ter sido humilhado no Corinthians. Cara-de-pau fdp! Que espécie de “homem” é esse?

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    • Manu Corinthianu permalink
      04/21/2012 15:01

      Concordo, e acho que se nós, de fato, sairmos ganhando muitos campeonatos nos próximos anos, a tentativa de implantar essa “coletivização forçada” vai rolar mais rápido do que a gente imagina. Eliminar os lambaris na Libertadores, esse ano, seria o primeiro e gigantesco passo pra isso.
      O que vai ter de técnico por ai tentando imitar a filosofia do Tite não está escrito. Já imaginou o Titenaccio dominando o futebol brasileiro?

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    • bloguedotimao77 permalink*
      04/21/2012 16:28

      Excelente análise. De fato, fala-se muito em evolução tática no brasil, mas ainda é tudo empírico.

      O pior exemplo é o Muricy aparecer no japão com um abandonado 352 contra um time que nem centroavante tem.

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