Skip to content

:/

02/21/2014
Entrevista muito boa no Futebol de Todos os Tempos:
FTT: Em 1981 você é contratado pelo Sport Club Corinthians Paulista. Sem saber, faria parte de um grande momento da história corintiana e do futebol, que foi a Democracia Corintiana, ao lado de Sócrates, Zenon, Biro-Biro, Wladimir e Casagrande, além do próprio diretor Adílson Monteiro Alves. Você teve muita influência neste movimento tão famoso?

TRAVAGLINI: Quando fui para o Corinthians, a primeira coisa que queria saber Ra sobre o elenco. Haviam 36 jogadores, o que é muito difícil pra se dirigir. O time estava na Taça de Prata, que era a segunda divisão, sendo que a Taça de Ouro era na primeira. Se você subisse, a vantagem era que já se estava no campeonato da Taça de Ouro e foi o que aconteceu com o Corinthians. Eu armei o time, escolhi junto com o Hélio Maffia, reuni a Comissão Técnica e avaliar os jogadores sobre vários aspectos. Nós ficamos praticamente com 18 jogadores. Contratamos o Alfinete e o Daniel González (jogou comigo na Portuguesa) e alguns jogadores dos Juniores. No meu início, o Corinthians havia sido desclassificado do Campeonato Paulista. Começamos outra fase. Fiz uma preleção no elenco, dizendo que eu exercia autoridade, mas não era autoritário, haveria uma certa liberdade, porque jogador, acima de tudo, é o artista, que exibe sua arte dentro do campo, sendo que muitas não se dá esse valor, pois ele joga com as pernas, tendo que se equilibrar, sair fora das pancadas, tendo que estar bem tranquilo. Eu fazia isso em todos os clubes. Quando eu estava no Vasco, o Luiz Carlos e o lateral-direito Cesar se formaram em Direito, estudavam à noite quando não estavam concentrados, sendo que sempre agi de forma democrática e sincera, com os jogadores me compreendendo. Na época das Diretas Já, a própria diretoria do Corinthians apoiava este esquema, com alguns jogadores indo para o palanque. Tornou-se uma democracia com direitos e deveres, tendo que se saber respeitar essas opções. Até hoje é a Democracia Corintiana, que eu me orgulho e tenho prazer de ter participado. Há pouco tempo perguntaram ao Sócrates se eu era uma  pessoa importante na função. Foi no programa do Cartão Verde que ele participa, respondendo que eu era um gênio na coordenação da equipe. O livro que foi escrito sobre mim é citado da Academia do Palmeiras, onde eu estava estudando, chegando à uma democracia consolidada. A obra por enquanto é sobre São Paulo, mas pretendo mais pela frente, se Deus quiser, lançar um livro pro Rio de Janeiro, baseado nesse outro, já conversei com a editora, pra levar o que eu fiz nesses 12 anos no Rio.

Anúncios
No comments yet

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: