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Brasil 1(3)x(2) Chile, faltam 3!

06/29/2014

Tem dois quase consensos do boteco e que, pelo jogado até aqui, parece que estávamos todos certos.

O primeiro consenso é dos jogadores que estavam mal em suas equipes e mantiveram a ruindade na seleção (em casos como o do Daniel, até pioraram muito). Segundo, e até mais importante, quando o jogo descamba para o duelo tático, Felipão fica perdido. Meio como Tite, mexe na Fé, não desata o nó tático, invariavelmente já criado na escalação.

Leio muitas críticas de que o Brasil perde o meio ou que sai muito na base do chutão e não toca a bola, característica do futebol brasileiro (até apareceu uma estatística, meio fajuta, de que não passávamos a bola tão mal desde a Copa de 66!).

Ora, ora, ora…

A seleção de Felipão sempre apostou nisso mesmo, nunca teve meio forte. Sempre foi um sistema muito parecido com o do Tite, mas anabolizado pelo Neymar, sistema que piorado é o vencedor Muricibol. Ademais, como Tite, Felipão não treina sistemas ofensivos (só bola parada, confirma PVC) e conta que os talentos se entenderão sozinhos na hora do ataque.

Enfim, é uma seleção que entrega o meio para o adversário como o Corinthians de Tite cansou de fazer. Mas ela ainda carrega(va) algo positivo do Tite-Despertadores: conseguia roubar bolas já bem adiantada (como o 1º gol contra a Croácia). TINHA esse lado positivo, infelizmente, não tem mais.

O cansaço de uma Copa e o jogo criminoso das 13h mataram a estamina da equipe. Com isso o jogo muda para o lado do mais fraco tecnicamente, mas melhor taticamente.

A seleção que se pede nas rodas esportivas, nas mesas redondas, nos churrascos familiares, estava praticamente montada há 2 anos: era a seleção de Mano Menezes. Um cara que montou um belo sistema de jogo, mas não montou um time por completo, ao fracassar miseravelmente nos aspectos motivacionais.

Ninguém aguenta Fred? O meio não se sustenta? Chutão?

Mano entregou uma seleção moderna taticamente: sem camisa 9, reforçada no meio, com dois volantes que saem para o jogo e com Neymar livre. Como os caras convocados, o time dele estaria jogando melhor do que o de ontem, garanto.

Felipão, que não deve acompanhar o futebol mundial, representa o atraso tático: colocou um volantão (que joga quase que como um 3º zagueiro à frente da zaga), um centroavantão de pouco repertório e abriu Oscar para acompanhar o gandula.

O que mais surpreende é como é fraca a imprensa esportiva brasileira, são bilhões de jornalistas e ninguém toca no assunto da seleção de Mano e na de Felipão, mesmo que a necessidade de saída do Fred (ou Jô) da equipe já seja algo evidente até para quem não tem, com nós aqui, o futebol como um vício. Ou quando não entendem a diferença que faz um lateral direito croata improvisado para marcar Oscar.

Surge um novo problema: Neymar não tinha condição de jogo e, a gente viu como sem ele a diferença técnica, nosso maior edge até aqui, desaparece.

Não esperem mudanças táticas, vamos continuar discutindo Fernandinho-Paulinho ou Jô-Fred ou Oscar-Willian, quando o problema é longe de ser uma melhor escolha de peças. O problema é tático.

 

 

 

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21 Comentários leave one →
  1. Max permalink
    07/01/2014 7:45

    Senhores, estamos nos preocupando em vão.
    Felipão deu entrevista dizendo que pode optar por 3 zagueiros e a globo prontamente chamou de “esquema campeão de 2002”.

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  2. Nicolau permalink
    07/01/2014 0:53

    – Belo texto!
    – Alguém tem que perguntar pro Felipão por que o Oscar fica na ponta direita e o Hulk marcando o lateral esquerdo. Mesmo no ano passado não era assim, Oscar jogava mais de meia do que faz hoje. Por que mudou?
    – No lugar do Luiz Gustavo, espero que ele escale o Fernandinho. Henrique não dá. E mexer na zaga me parece um erro, é o setor que mais tem funcionado.
    – Espero mesmo que o Neymar não tenha se machucado feio…
    – Espero também que o Felipão, a psicológa ou os proprios jogadores consigam usar aquela choradeira antes dos pênaltis como um fator par estabilizar as emoções, não para aumentar a ansiedade.
    – Mas mesmo com tudo isso, tenho tentado criar um lado menos pessimista: o time chutou mais que o Chile e, se não fosse a pane mental de Hulk e Marcelo e o gol mal anulado, poderia muito bem ter ganho no tempo normal. Menos panes, por favor.

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  3. luis permalink
    06/30/2014 22:47

    Pois é, desde que chamaram o felipão me dei conta do retrocesso que é o nosso futebol… assim como na política, na CBF são sempre as mesmas múmias que não largam o osso de forma alguma e ficam amarrando o Brasil…. o que esperávamos, que o estrume do marim proporcionasse alguma novidade ao time…

    Vejo que de chile a alemanha, passando por espanha e uruguai que não foram bem, vem fazendo trabalhos com jogadores desde as seleções de base… mantendo um padrão tático e plantando para colher a longo prazo… surpresas como costa rica e colômia, também apresentam uma padrão tático definido, um time formado por engrenagens que se completam… no brasil sinceramente não vejo isso desde 82… é sempre uma grande pelada, um futebol de colégio… reúne 11, distribui o colete, e com você diz, vai na base do vamo,vamo, pega, pega!!!!!

    Assim como no futebol do recreio da escola, sempre tem um bom de bola que é o primeiro a ser escolhido e o time todo espera que ele decida…

    Não sei se estou ficando desiludido, mas assim como nos chatos, modorrentos e bisonhos amistosos da seleção, não consegui me emocionar com a várzea que foram os jogos da seleção até agora… aquele espírito de copa não faz mas parte de mim… depois que vi o capitão da seleção pedir para não bater pênalti e ficar agachado sem olhar as cobranças chorando no meio do campo, acabei por entender o porque… tal como na política nacional, nada nessa seleção me representa…

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  4. 06/30/2014 15:46

    A pobreza tática não está conseguindo ser suplantada pela técnica, pois a última também está muito pobre.

    Tá foda torcer pro Brasil. Sofrimento no último

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  5. Cesar Augusto permalink
    06/30/2014 9:50

    Com Felipão no comando é muito tênue a linha entre o sucesso e o fracasso, o que significa dizer que “sem sorte não se chupa um picolé”.

    Com um pouco menos de sorte e, nesse caso, não vale dizer que Felipão trabalha mais que os outros técnicos porque não é verdade, o currículo do bigode seria idêntico ao do Celso Roth. Quando nasceu Felipão passou 200 vezes na fila da sorte.

    Ele é um vencedor, convenhamos, mas jamais, nem em 2002, venceu com superioridade técnica. É sempre na base do sangue, suor, lágrimas, inimigos imaginários, Ronaldo, Marcos, Rivaldo, Neymar, Arce, bola parada e decisão por pênaltis, que já nos infelicitaram algumas vezes.

    Nunca venceu um campeonato por pontos corridos, o que explica sua predileção pelo mata-mata, pela guerra e a epopéia.

    O aspecto tático é simples. Ele fecha a cozinha, arruma um esquema de marcação, treina muita bola parada e reza para o craque resolver. Pode dar certo? Pode, mas o legado é zero.

    Agora, porém, não adianta reclamar. É isso que temos e podemos vencer mesmo assim, na base do “vamulaquedá” ou alguém em sã consciência esperava a volta do futebol arte com Felipão no comando?

    A Colômbia tem mais time que o Brasil, mas é faceira demais. Não resistirá. Felipão pode escalar Henrique ou David Luiz de volante. Mas se escalar o cabeludo, David Luiz, terá que usar o Dante. Por mais paradoxal que seja, prefiro Henrique de volante que Dante em qualquer situação.

    Mas, ele poderia ser menos retranqueiro e escalar Fernandinho, Paulinho, Oscar, pelo meio, Hulk, pela direita, William, pela esquerda, e Neymar. Sem Fred, o cone de bigode, mas o conservadorismo scolariano não permitiria tal tentativa.

    Mano sempre esteve certo. Sempre. E mais, Felipão pegou a base do time de Mano e, apenas, dourou a pílula, ou seja, injetou doses cavalares de “emoção”, que não é tudo, vide o choro do capitão e do nosso goleiro. No caso do segundo, serviu, pois ele extravasou. No caso do capitão, é caso para lhe tirar a faixa. Rezar junto com o grupo, ele não quer, talvez por ter uma religião diversa, mas quer a levantar a taça. Não me representa.

    Se fosse apostar, apostaria em Holanda x Alemanha, na final, mas o Brasil na base do “vamulaquedá” sempre é favorito.

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  6. Max permalink
    06/30/2014 8:39

    1 A minha impressão é que a diferença FÍSICA foi mais gritante que a TÁTICA.

    2 Apesar de tudo chutamos quase o dobro. Como explicar? É a melhor qualidade técnica que mata uma bola no peito e finaliza pra gol pra ser anulado?

    3 Todos aqui sabem da deficiência do esquema, não dá pra consertar mais agora. Vai ter que ser na base do hino à capela mesmo. E o esquema já mostrou que, mesmo feio aos olhos, ganha títulos.

    4 Fred não faz nem o pivô. Até o Jô iria melhor.

    5 Neymar totalmente sem condições não afinou no penal. JC espetacular.

    6 Melhor 5 no lugar do LG seria o DL mas corremos sério risco do Felipão colocar o Henrique.

    7 Não dá pra confiar num meio com Oscar de 10, esse moleque é muito fraco.

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  7. 06/29/2014 18:47

    1- Não “vamos continuar discutindo Fernandinho-Paulinho”, etc… Acaba sexta, Álvaro.

    2- Mais do que o “cansaço”, o CAGAÇO de uma Copa é que tem matado a equipe. Na primeira lista,Thiago Silva bateria a 5ª cobrança… Pois, segundo a ESPN, ele não apenas pediu para sair da série original como ainda disse que, caso a peleja fosse pras alternadas, preferiria ficar depois até mesmo do Júlio César.
    Qualquer jogador tem direito de sentir tremor nos joelhos e peso nas cuecas, claro. Esse é um direito dele. Mas, neste caso, que não se atreva a usar a braçadeira.

    Fosse Freddy Rincón o técnico, teria batido na cara dele no vestiário. E na frente dos demais.

    3- Quanto ao patético silêncio da mídia na comparação Mano x Felipão, fique tranqüilo: terminada a Copa para o Brasil, você se cansará de ouvir o nome do Mano. Se vencermos, valorizarão a façanha de Felipão dando ênfase ao péssimo trabalho do antecessor – lembrando que ele teve de “começar do zero” às vésperas da Copa, etc; e, se formos eliminados (como creio que seremos na sexta), a culpa recairá, claro, integralmente no colo dele, que “deixou legado zero”.

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  8. 06/29/2014 15:36

    Perfeito.
    1- Felipão nunca jogou sem um nove plantado, nunca.
    2- dentro da limitação que vemos nele a única alternativa é posicionar +- como na CdC, Oscar no centro, Hulk caindo na direita, mas voltando pra ajudar na meia, Neymar na esquerda com liberdade para rodar, Fred na frente.
    3- nosso 2o volante poderia ser quem fosse, ele está sozinho, jamais vai jogar bola, embora Paulinho esteja abaixo de qualquer nota.
    4- Como você bem disse, até quando discutir jogador, quando temos um buraco tático?
    5- É só isso o que temos, vai ser na base do vamo que vamo.
    (quase enfartado)

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  9. William Oliveira permalink
    06/29/2014 13:21

    Faltam 3, tanto pra final quanto para a disputa pelo terceiro lugar. Só pra lembrar!

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