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Conclusões de mais uma bela Copa

07/15/2014

Mais um Copa excelente, melhor até que a anterior que eu já achei que empatava com 1998. Melhor Copa desde de 1982, com certeza.

Aliás, sobre 1982, voltou à internet o debate: Joga bonito x Scolarismo. Existe aí um equívoco de achar que se jogava bonito por obrigação ou como meta. O que ocorreu em 1982 foi uma contingência de supercraques da meia canja: Cerezo-Falcão-Sócrates-Zico, somados a dois laterais extra série: Leandro-Júnior. 6 jogadores tão bons assim é raríssimo em qualquer seleção (acho que só 1970).

Mas isso por si só não seria suficiente. Adicione aí uma época em que o mktg esportivo engatinhava e os jogadores exibiam ainda algum espírito amador ou mesmo político (era ditadura e tínhamos Sócrates capitão).

Em suma, não se joga bonito por imposição, mas por consequência. Saiba que esse terrível Brasil 2×3 Itália ainda é considerando um dos maiores jogos de todas as Copas.

Quando terminou a Copa de 2010 escrevi algumas conclusões. De certa forma acertei algumas, em particular…

Sobre o próximo técnico: Felipão é o nome ideal? Por suportar a pressão no cargo sim, mas pela evolução tática que vimos nessa Copa… JAMAIS! A não ser que ele tenha aprendido alguma coisa nesses últimos anos, pois de tática ele é bem fraco.

Essa não foi uma Copa de evolução tática como tantos falam, pois isso já tinha ocorrido em 2010. De fato, foi o Brasil que se perdeu na ideia fixa, pós-2010, de que a derrota para a Holanda saiu apenas de uma falha do goleiro e da expulsão de um maluco.

Desta baita Copa, tirei 3 conclusões:

  1. Como todo mundo (menos o Brasil) defende com duas linhas próximas (que no Brasil é chamado de “recuo”), está sumindo o camisa 5 PANCADÃO como Luiz Gustavo. (Todo ano alguém aposenta esses caras). Se temos tanta gente na marcação, significa que a necessidade de um especialista diminui. O que aumenta, de fato, é a necessidade que todos marquem e aí Tite tem razão. Por outro lado, não se espera que todo mundo seja um Schweinsteiger (viva o Crtl-C/Crtl-V!), mas se você quiser jogar na posição, pois curte um pontapé, vai ter de saber passar como Mascherano, De Jong etc.
  2. O Brasil está defasado também na preparação física. Robben jogou a Copa no modo turbo e a conversa por aqui é de que não se treina em período de Copa para evitar o desgaste. Acho que isso já pode ir para a pilha de grandes besteiras futebolísticas: no dia seguinte à derrota para a #ARG, Robben e seus comparsas estavam treinando no Pacaembu, no campo (não na piscina, no churrasco, no PS3). Vamos guardar na memória que a rapaziada nessa Copa correu sempre acima dos 10 Km (que é coisa bagarai) para efeito de comparação com a correria do Jádson.
  3. O jogo agora é de linhas defensivas adiantadas e muita pressão, particularmente nos últimos 15 minutos de cada tempo. O time melhor fisicamente pressiona o adversário e tenta explorar as linhas adiantadas. 9 em 10 seleções fizeram isso. O interessante é notar a pressão dos últimos 15 minutos, aproveitando o desgaste físico (e o objetivo da pressão é mesmo provocar o erro) e, acho também, que quando um time monta suas linhas defensivas, fica difícil sair delas se está sendo ferozmente pressionando. Assim: cansaço, posicionamento e medo de tomar um gol ao final do jogo, deixam a equipe travada no modo defense.

Terminada a Copa, o debate é sobre reformulação do nosso futebol. Sem um golpe de estado na CBF, por meio de uma Liga ou intervenção federal (inviável na conchavolândia que virou o país), o melhor mesmo seria aproveitar a baixa dos treinadores brasileiros para trazer um cara de fora. Estão falando em nomes que têm contratos fabulosos e a CBF não pode esperar até a próxima Copa pela chegada do treineiro, pois temos eliminatórias (que no caso Sudaca é um mundo à parte).

Se me pedissem uma lista, eu diria na ordem: Mourinho, Klisman, Guardiola e Bielsa. Mas acho improvável que algum deles quebre o contrato tão no início da temporada.

Minha seleção da Copa

Confesso que as duplas de zaga não mantiveram o nível da Copa e que fiquei impressionado com o de Jong no Itaquerão.

Neuer (Howard)

Lahm – Hummels – Thiago Silva – Blind

Schweinsteiger – De Jong

Robben – Kroos – J. Rodriguez

Muller

Meu MVP é o Robben. Revelação: James Rodriguez.

E quais as suas conclusões dessa baita Copa?

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19 Comentários leave one →
  1. luis permalink
    07/16/2014 21:35

    A, o novo presidente já chamou o leonardo, agora vai…kkkkkkk

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  2. André Pinheiro permalink
    07/16/2014 17:44

    minha seleção seria: Neuer; Lahm, Hummels, Garay e Blind; Mascherano, Schweinsteiger, J. Rodriguez; Robben, T. Muller e Benzema.

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  3. Cesar Augusto permalink
    07/16/2014 10:02

    Certamente, foi a melhor Copa do Mundo desde 1998, mas, muito atrás, por exemplo, de 1982 e bem parelha com 1986, a Copa do Maradona.

    A Copa de 1990, no meu entender, foi bem ruim, especialmente, os jogos do Grupo F, mas muito superior a Copa de 2002, a pior de todos os tempos. Apenas para efeitos de comparação, em 90, tivemos duas grandes semifinais, ITA x ARG e ING e ALE. Em 2002, as semifinais foram BRA x TUR e ALE x CDS. A imprensa brasileira, em regra, menospreza as copas em que o Brasil vai mal.

    Outra questão. O Brasil é pentacampeão, não se discute, mas reparem que todos os títulos foram conquistados em países sem tradição no futebol. SUE, CHI, MEX, EUA e JAP/COR. Nos países tradicionais, o Brasil, normalmente, naufraga, vide Itália, em 34 e 90, Alemanha, em 74 e 06, Inglaterra, em 66.

    Em relação a esta Copa, em específico, não houve nada de diferente. A Alemanha mostrou um bom futebol, mas exceto o jogo contra o Brasil, não jogou um futebol tão encantador. A Argélia com um pouco mais de sorte eliminaria os Chucrutes. Venceu, porque, de fato, possui melhores jogadores, mais conjunto, mais experiência e estavam batendo na trave, há tempos. A Argentina, com um pouco mais de sorte e competência, poderia ter vencido. Taticamente, soube se comportar.

    O fiasco da Copa, como não poderia ser diferente, foi à turma do 1×7, a turma do oba-oba, a turma que ignora os críticos, a turma do cabelo pintado, do bigode e, principalmente, da tática “Enrolation Tabajara”.

    Felipão e Parreira acreditaram no que sempre deu certo: O talento do jogador brasileiro, a arbitragem amiga e o respeito excessivo dos adversários. Nem o Chile respeitou o Brasil, desta vez.

    Não havia plano B. Não havia tática. Não havia time. Havia apenas falsas esperanças. Se a Copa fosse disputada em pontos corridos, o Brasil não pegaria nem vaga na Sul-Americana…

    Em suma, a sova que o Brasil levou da Alemanha foi merecida, porém não acredito que o comando aprenderá com os equívocos. A CBF, quando o Brasil perde a Copa, posa de indignada, arrependida, mas as decisões são meramente paliativas.

    Trocar Felipão por qualquer outro técnico brasileiro, incluindo, Tite não mudará nada, embora eu duvidasse que o Adenor tomasse 7 da Alemanha. Levaria para os pênaltis.

    Falar em Técnico Estrangeiro com a estrutura arcaica da CBF beira o surreal. Guardiola ou Mourinho seria ótimo, mas é improvável. Seriam engolidos pela fraca estrutura, pelo ciuminho dos técnicos brasileiros e não aguentariam maus resultados por pura xenofobia.

    Em suma, há fundo neste poço. E, em janeiro, de 2015, Del Nero, aquele que enterrou de vez o futebol paulista, assumirá a CBF.

    Dias piores virão…

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  4. Correa Leonardo permalink
    07/16/2014 9:42

    Nasci em 1979 e a primeira copa que assisti e (não) compreendi o que aconteceu foi em 1990. Para mim, até hoje o melhor mundial havia sido o da França, mas acredito que o de 2014 superou o de 1998.

    Para mim foi uma surpresa como, principalmente na 1ª fase, até jogos ruins foram bons. Times tecnicamente mais fracos encararam os mais fortes de igual pra igual, arrancando bons resultados ou vendendo as derrotas caríssimo. Tomara que um dos legados da copa para o futebol doméstico seja a IN-TEN-SI-DAAA-DE com que as partidas foram disputadas (e aqui, para refletir: imaginem se não houvesse aqueles obscenos jogos a uma hora da tarde, como não teria sido ainda melhor…).

    Não acredito em qualquer mudança estrutural ou pra valer na CBF e nem no futebol brasileiro. Se a grita for muita, contratarão um técnico estrangeiro, furando assim o olho do pobre Adenor. E enquanto a seleção brasileira tenta juntar os cacos depois do atropelamento, uzalemão seguirão com uma seleção muito forte. É impressionante que no time titular ninguém, tirante o Lahm, tem mais de 30 anos. Na Rússia, jogando no frio, têm tudo para chegar novamente.

    Marquinhos em 2018!

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  5. 07/16/2014 7:11

    1,4 – pior é que é verdade. E não sei se a HOL vai conseguir remontar um bom time para 2018.

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  6. Nicolas permalink
    07/15/2014 23:41

    Foi uma Copa interessante, apresentando um bom número de jogos disputados em bom nível. Seleções normalmente coadjuvantes exibiram um futebol até razoável ( Costa Rica, Estados Unidos, Bélgica, etc ).

    O trauma de 50 foi substituído pelo trauma de 2014. O impacto emocional deverá ser maior nas crianças. Imagine o que é ter uma iniciação com este resultado. É para ficar frustrado e, talvez, até abandonar o esporte.

    A minha opinião sobre alguns times…

    O Brasil mostrou grande fragilidade emocional, o que pode ter contribuído para os 7 a 1. O capitão de um time tem de ter uma postura, não pode cair no choro frente às dificuldades. Tenho a impressão de que o Neymar anda abusando do individualismo, teria vida mais fácil se tocasse a bola para um companheiro com maior frequência. O técnico tinha um time preparado para aplicar uma blitz no início do jogo combinada com uma marcação adiantada. Nenhum plano B, na base do vamos para cima que ninguém pode com a gente. O choque de realidade veio com os 7 a 1, capítulo muito negativo da história do futebol brasileiro. Por fim, é impresssionante o número de jogadores que poderiam estar na Copa e que foram decaindo nos últimos tempos. Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Adriano, Robinho,etc. Ronaldo Fenômeno viu o seu recorde sendo quebrado porque foi incapaz de entrar em forma. Nenhuma responsabilidade do técnico, a verdade é que estes jogadores foram abandonando o futebol.

    A Alemanha deverá continuar muito forte nos próximos anos. Perderam bons jogadores para a Copa passada. Poderia citar os volantes Bender e Gundugan e o meia Reus. Continuaram muito fortes. Fiquei com dúvidas se não adotaram um estilo com maior valorização da posse de bola ao invés do estilo vertical de outros tempos. Influência de Guardiola? Só uma especulação no momento.

    Em último lugar, eu defenderia uma entrada do Mascherano na seleção da Copa.

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    • Nicolau permalink
      07/16/2014 15:01

      Sobre a CBF, a estrutura de poder no futebol brasileiro é muito azeitada para manter as coisas como estão. Federações estaduais vivem da CBF, clubes vivem da Globo, CBF e Globo estão muito bem, obrigadas, vivendo de sugar o futebol brasileiro. Difícil mesmo alguma mudança. A ideia de uma intervenção federal, além de politicamente complicada, encontra limites na própria Fifa, se não me engano. Talvez exista uma saída em formação com o surgimento de um ator novo, ainda que meio coxinhesco, como o Bom Senso, e mesmo ações do governo federal no Legislativo. Mas qualquer coisa vai demorar pra maturar.
      Nesse cenário, o lance de discutir técnico, nacional ou estrangeiro, é uma cortina de fumaça. Técnico nenhum terá respaldo de fato para deixar de ganhar três competições de porte, como fez o Joachim Low (Euro 2008 e 2012, Copa 2010). Isso teria que vir dos dirigentes, mas no Brasil – e naõ só na CBF, mas tambem nos clubes – os cartolas usam os técnicos como escudo contra cobranças. Se deu errado, eu demito e ninguém vem atrás de mim. Se deu certo, daqui uns anos eu digo que foi na minha gestão.
      Por fim, não aceito De Jong na seleção da copa. Troca melo Mascherano, se quuiser marcação, ou coloca mais um alemão no time aí, Shcurle ou Muller.

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  7. Manu Corinthianu permalink
    07/15/2014 23:32

    Cara, com esse papo recente pós-copa de exclusão do volante exclusivamente pegador do time, e do outro papo não tão recente assim de se jogar sem centroavante poste, seria exagero dizer que, de repente, estamos caminhando para a extinção da figura do perna de pau genuíno do futebol?

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    • 07/16/2014 10:59

      É o que parece, mas uma coisa é time de dinheiro infinito que compra quem quer, outra é o Corinthians…

      O Muller, por exemplo, é centroavante. Não é de área, mas joga também ali. R9 não era de área também. O próprio Luiz Suarez não é um cara de área.

      Só que são caríssimos. Então, aqui no Brasil, ficamos com Fred…

      De fato, pensando melhor enquanto escrevo, camisa 9 clássico está sumindo até do futebol brasileiro.

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  8. 07/15/2014 19:58

    Até alguns dias atrás me parecia impensável a CBF cogitar um técnico estrangeiro, mas parece que pelo visto a coisa tá caminhando mesmo nesse sentido. (O que as pessoas não fazem pra tirar o seu da reta, hein? Até evoluem a mentalidade provinciana, ainda que artificialmente ou naTORAlmente, como dizem lá na Bahia).

    Por isso eu tava considerando um técnico brasileiro, jovem, capaz de ocupar o posto. Pensei? Porque não Leonardo? Se deram uma chance pra Dunga. Ele é muito mais inteligente e certamente tá antenado com tudo que acontece no futebol mundial.

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    • 07/16/2014 7:29

      A CBF é hoje um caixa eletrônico de dinheiro infinito na mão de poucos. Como o negócio deles é não perder o saldo que está lá dentro, qualquer reflexão sensata caminha para a necessidade de um treinador top (coisa que o Brasil não tem mais), para garantir a receita dos amistosos, camisas, publicidade etc.

      Se eles pensarem um pouco mais, liberariam o Campeonato Brasileiro para uma liga e só ficariam com o caixa eletrônico. Mas nesta parte tenho dúvidas se essa separação não cria problemas para as federações que são, ao final, quem mantém a atual estrutura de poder.

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  9. 07/15/2014 19:03

    Bela conclusão, interessante ver que costuma-se discutir esse assunto em qualquer roda de boteco, o que revela que ninguém, que acompanha futebol, sentiu tesão pelo Felipão.

    Também tenho Robben como o melhor da Copa, ele tem a velocidade e técnica apurada até os 90´, o que é muito, muito mesmo.

    Quando fui ver o jogo em que a Colômbia transformou Brasília em Bogotá, vi que eles não estavam tão preocupados com a ausência de Falcão Garcia, me afirmavam que James era um baita jogador e que ia arrebentar. Isso revela que times de campeonatos secundários tem bons jogadores, como Campbell, Bryan Ruiz, James e até mesmo Dempsey.

    Tenho uma menção honrosa para a França, que tinha um time multi étnico, mais até que o da Alemanha, e um baita meio de campo, Pogba, Matuidi, Cabaye e Valbuena. Porém jogaram no modo dorminhoco contra a Alemanha, ou no modo não tenho mais pés, embora tenham até chutado mais (na minha opinião-que-não-adianta-mais-nada, o gol teuto foi com falta).

    Nem sei o que pensar quanto a reformulações, mas não acredito que haja mudanças drásticas por parte da CBF, será apenas na medida do possível e da acomodação da opinião pública.

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    • 07/16/2014 7:24

      Bem lembrado, tem a França! Acabou esquecida por perder só de 0x1…

      O problema da Colômbia é o mesmo de Portugal e da Seleção da Marta: todas têm um craque, mas não conseguem montar uma equipe minimamente competitiva para esse craque.

      Parece-me que Brasil e Argentina, como têm o futebol pior administrado, conseguem resultados expressivos pois formam jogador em volume. Tropas e tropas de moleques entregues num sonho que pode lhes custar o ensino médio. O resultado é que de tanta gente tentando, aumenta a chance de você revelar talentos que formaram no futuro uma seleção.

      Na Europa, existe volume, mas existe também mais atenção na formação. Lembro que o Henry disse uma fez que os franceses tinham a “desvantagem” de jogar menos bola (em relação aos brasileiros), pois eram obrigados a frequentar a escola.

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  10. Max permalink
    07/15/2014 16:09

    1 Sempre tivemos no mínimo 4 acima da média, hoje é 1 e ainda assim tem muito que melhorar

    2 Estamos testemunhando o final do protagonismo brasileiro e não consigo ver retorno desse processo.

    3 A questão física hoje é tão ou mais importante que a técnica e trata de cortar os talentos já na base onde se dá preferência aos mais fortes. Atacante de 15 anos com 1,80 é o que mais veremos.

    4 Esqueçam estrangeiros. Preparem-se para a era TITE na seleção.

    5 Pelo que consta Adenor foi se reciclar no exterior. Estou curioso pra ver o resultado.

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  11. Alexandre Lemos permalink
    07/15/2014 12:46

    1- Alemanha passa a ter mais chances de chegar ao hexa que a gente, se continuarmos nesse marasmo entraremos na segundona do futebol mundial
    2 – Nossa safra é horrivel, treinadores idem
    3 – A Copa de 50 finalmente terminou
    4 – Nas copas modernas só ganham o melhor time

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