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Bom dia, seu beque de fazenda!

08/05/2014

Os beques de fazenda

Antonio Medina Rodrigues

Na defensiva interiorana
Se desrecomenda a trivela,
E o que não sair de canela,
Não o será por filigrana.

Não por idade, fome ou peso,
Nem por abstenção cultural
Corre à toa um beque teso,
Do apito ao juízo final.

Pois uma deusa é que faz isso:
O mundo ela finta, escarninha,
Uma diva sem compromisso
Com calendário ou folhinha.

É lei, nessa poupança vil,
Quecomagarraecomagana
Mande-se a bola além-Brasil,
Aqui estou eu (lá está o bacana).

Então não banques, pois, o Perfumo,
Nem o Mauro de Oliveira,
Que o futebol aqui é resumo
Do que não tem sal nem maneiras.

De resto, a bola aqui tem peso
Do que pode ser ou seria,
E tanto faz se pôr coeso
Ou se ganhar por outras vias.

E como a bola é extraviada,
E quem mais quer é quem apanha,
Não me diga que há marmelada:
O zero a zero é o tira-manha

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