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Corinthians 1×1 Bahia, a falta que o drible nos dá

08/17/2014

Como previsto no pré-jogo, Bahia congestionou o quanto pode o meio de campo, deixando o 1º tempo muito amarrado, mais parado que corrido. Para isso, como é comum no futebol brasileiro, contaram com a ajuda do juiz. Daronco marcava tudo (42 faltas!) e conversava sobre tudo e com todos.

Gilson Kleina, como sempre, jogava com a falta e pela falta. Os times dele param o jogo o tempo todo com faltas técnicas e exploram a marcação de faltas laterais no ataque, apenas deixando os atacantes de costas para o marcador. Neste último caso, Daronco não vacilava: encostou? Tombou? Falta!

Corinthians começou bem o jogo, criou alguns lances, chutou no gol. Mas isso durou talvez 10 minutos. Dos 10 aos 35, o jogo ficou numa briga infindável entre a posse do meio e as longas paralisações do Daronco. Numa dessas muitas faltas inexistentes (veja a INEXISTENCIABILIDADE dela aqui) surge o 0x1 em absoluto impedimento.

Até então Corinthians tinha um problema sério no meio, pois Jadson estava desconectado da realidade. Não cobro a genialidade a cada toque – e concordo que ele tem capacidade de muitos toques geniais –, cobro a participação mais ativa no jogo. Num jogo de tanto congestionamento, não podemos nos dar ao luxo de um jogador esperando o alinhamento perfeito dos planetas para pegar na bola. Ele vai participar mais e, claro, vai errar mais.

Portanto, não foi o “time” que acordou nos últimos 10, foi nosso Jádson que participou mais do jogo, distribuiu bolas e colaborando decisivamente para que a bola ficasse no ataque. Dessa pressão, a bola sobra para Guerrero, o melhor em campo, realizar um bom cruzamento para o Gil 1×0.

O 2º tempo mostrou um jogo bem melhor, com Corinthians mais atento em não marcar faltas, mas era quase impossível. Enquanto atuou mais partindo da esquerda para o meio, Guerrero foi decisivo. Petros saiu e Renato Augusto demorou um tempão para entrar no jogo. Aos 23, depois da centésima displicência Jadsoniana, Mano entrou com Romarinho (sempre ele!). Foi algo didático: Mano centralizou Guerrero e acho que o torcedor atento percebeu que partindo da ponta ele produz muito mais do que fixo no pivô. Ainda tivemos Luciano no lugar de Romero. Em nenhum momento, conbtudo, Corinthians arriscou mais o drible (= método clássico de vencer retrancas) e por isso, talvez, essa maluquice de se tentar o Nilmar.

E foi assim, juiz ruim, meia desligado, ineficiência dos atacantes (Romero, Romarinho e Luciano) e gol irregular ao quadrado.

Vamos lembrar que as equipes que ganham os pontos corridos não se dão ao luxo de perder pontos contra equipes fracas. São espertas, desviam do juiz, não respeitam o adversário e arriscam tudo pelos 3 pontos. Corinthians só mostrou alguma esperteza ao final do 1º tempo. Nos pontos corridos não tem necessidade de jogar bem, mas sim, de entender que os 3 pontos contra equipes ruins são pontos de balcão.

Pessoalmente, entendo que Jádson naturalmente vai para o banco (o que é ridículo: um cara talentoso ser tão displicente). Mas o meu maior temor é com o desgaste que nossas promessas podem sofrer daqui por diante. Romero é irregular, mas não deveria ser queimado, tem potencial e mesmo ontem jogou num nível superior às suas alternativas. Luciano é mais irregular ainda e também deveria ser melhor tratado.

Corinthians queima muito rápidos jogadores potencialmente bons.

Arena Itaquerão

Jogo às 21h é outra coisa. As 23:30 já estava embarcado e num vagão vazio. Aliás a dica para quem vai pela CPTM é não pegar a passarela e seguir por baixo (a CET tem esquema para a travessia). Não pega muvuca.

O problema foi que a chuva molhou todo mundo, inclusive com goteiras bem pentelhas no local que fica a iluminação.

Em tempo:

Copo meio cheio: para quem não sabe, campeão brasileiro (tirando 2009) precisa de 73 pts ou 64% de aproveitamento (em 2010 foram 71 pts). Faltam só 45 pontos.

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20 Comentários leave one →
  1. 08/18/2014 14:40

    E, por falar naqueles tempos, eu trocaria Romarinho, Luciano e Romero, os três juntos, por meio Marques…

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  2. Cesar Augusto permalink
    08/18/2014 10:52

    Que pelada, amigos.

    Joguinho mequetrefe contra um time mequetrefe treinado pelo “carrasco” Gilson Kleina, um treinador mequetrefe. Sim, a mídia classificou Gilson Kleina como carrasco do Corinthians.

    O time está muito lento, previsível e burocrático. E, verdade seja dita, depois do retorna da Copa do Mundo, jogou bem apenas 15 minutos contra o Internacional e contra o Bahia, na Copa do Brasil. De resto, jogos péssimos, resultados nem tanto. E como é chato assistir jogo do Corinthians…

    E o pior, não há solução no elenco para minimizar o chato futebol do Corinthians.

    Mas, me parece que o problema passa pela péssima fase do Jádson e pela falta de um atacante mais talentoso. Olha, se continuar assim, não seria nenhum absurdo contratar o inominável canela de vidro…

    Mais 2 pontos “imperdíveis”, que se somam aos pontos perdidos contra Figueirense, CAP e Botafogo.

    Se o Corinthians continuar neste ritmo de muitos empates, não chegará nem na Libertadores. Há times melhores atrás do Corinthians e com mais vocação ofensiva.

    Mano Menezes, por sua vez, arrumou o Corinthians, defensivamente, da mesma forma que Tite, mas o time continua com uma dificuldade imensa em criar oportunidades de gol. Em suma, mudou, mas não mudou muito, mantendo-se aquele círculo vicioso da Escola Gaúcha de Treinadores.

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  3. 08/18/2014 10:42

    E na coletiva pós-jogo do MM, tivemos o eterno enfoque na arbitragem. Por mais que o MM esteja correto, temos a seguinte situação:

    1 – o time joga por um gol

    2 – adversários e árbitro podem marcar, em média por jogo, um gol no Corinthians

    3 – os treineiros de quase todo o Brasil têm mais medo de perder (jogos e o emprego posteriormente) do que vontade de ganhar

    Assim, entendo que jogamos com uma margem de erro baixíssima. Qualquer golzinho achado ou erro da arbitragem e lá se foi pelo ralo o plano mágico do treineiro.

    Ao medo de perder adiciona-se a aparente incapacidade de treinar o ataque da equipe.

    Aí assistimos o jogo Marias x S4an7os e vemos o líder meter 3 gols no time que uma semana antes complicou a gente com um jogador a menos. são tão superiores tecnicamente? Para mim o motivo desta diferença reside mais na filosofia e conhecimento do treineiro do que na equipe.

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  4. cesar cachaça permalink
    08/18/2014 10:35

    Fizemos um jogo de mediano para ruim. Falta um ou dois jogadore capazes de resolver na individualidade. Esse jogador é, às vezes, Jadson, que resolve numa bola enfiada, mas o problema é que ele joga um bom para dois dormindo. O meio que parecia encaixado depende, de fato, de uma boa partida tática para funcionar, e eventualmente isso não vai acontecer (como não aconteceu sábado), e aí sem alguém para resolver (e Jadson somente não tem essa característica) vai ser complicado. Como vc disse, talvez isso explique o desespero por alguém como Nilmar.
    A entrada do Romarinho era tática: Mano trocou o esquema para 2 atacantes abertos justamente por conta do posicionamento ao qual vc se referiu. Nâo funcionou pq repetimos os erros da época do Tite: não adianta abrir 2 se não há aproximações para tabela. Quando alguém recebia na ponta os outros ficavam esperando o cara resolver tudo a la Robben. Se Mano adotará esse esquema como alternativa em alguns jogos (e parece que vai), precisa treinar melhor isso. A dificuldade em abrir retrancas é evidente e é algo no qual Mano precisará trabalhar. Durante o jogo também pensei em por o Ferrugem para atacar pela direita, mas são só 3 trocas e a única que questiono é a do Luciano, que de fato não mudaria muita coisa (embora Romero estivesse de fato mal na noite, o que é absolutamente normal).

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  5. 08/17/2014 20:22

    Problema do Corinthians é ter um time titular, onze jogadores que não mudam.
    Jogar contra o Santos na Vila Belmiro é uma situação. Jogar contra o Bahia em Itaquera é outra situação. E o time titular é sempre o mesmo.
    Ralf, Petros e Fabio Santos num clássico fora de casa são importantes. Num jogo em casa contra um adversário que só vai se defender, ter esses três jogadores juntos em campo, é pedir pra empatar.
    Não sou fã do Tite mas aqui lembro que ele foi importante no Mundial 2012 quando identificou um ponto forte do Chelsea e tirou o Douglas do time pra colocar o Jorge Henrique pra marcar o lateral esquerdo deles.
    Corinthians tem elenco e mudar o time de acordo com a situação deveria ser feito jogo a jogo.

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  6. 08/17/2014 20:21

    Que me perdoem os manistas, mas esse gaúcho que entende de tatica (paroxítona), não consegue botar os caras para jogar com tesão.
    E eu sei que Tite esteve em 2013 só engordando os bois no pasto.
    Mas caraca gaúcho, tu é gaúcho, tem que botar os caras para gostar de bola.
    Fuck my patience assistir tamanha indiferença.
    Daí porque protejo o paraguaio, o cara sua a camisa, antes ele, Herrera e Finazzi que Romarinho noiadão.
    E que mal o bambinismo nos faz, ter estádio de rico, time fresquinho e técnico gaúcho nos tornou mudernos.
    Minhas saudades estão apertando, cadê a raça?

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    • Correa Leonardo permalink
      08/17/2014 22:43

      Herrera era pura raça! Ainda não engulo o chucho da troca esquisita dele com o Souza.

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    • 08/18/2014 10:11

      Eu sempre prefiro futebol à raça, mas reconheço que na ausência do primeiro o segundo tampa buracos. O problema é que os jogadores podem até estar se esforçando, mas o estilo do time, se é que essa coisa indefinida pode ser chamada de estilo, faz o time parecer preguiçoso.

      Sou só eu ou mais alguém teve o seguinte pensamento, o Corinthians me lembra a seleção brasileira na copa, não está jogando nada, dá alguns lampejos e logo nos animamos com um “agora vai” ou “vai dar time.” Mas não vai e não dá. Tenho a impressão, a mesma que tinha com a seleção, que mais queremos que vá e que dê do que temos evidência de que isso vai acontecer. E não adianta vir com historinha de time em formação, jogadores ruins, bla, bla, bla. O mesmo em grau muito mais grave vale para Coritiba, Bahia e Vitória, os trastes com quem empatamos jogando muito mal. Sem contar com o Santos que ganhamos também jogando mal (e tomando pressão com um a mais). Nosso ataque é pessimo? Provável, mas quem quer trocar com o do Bahia? Não acho que está tudo errado, mas tá difícil de encontrar pontos positivos para confiar. Ainda acredito, mas agora com um pouco de desconfiança pela demora em mostrar um pouco de consistência.

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      • 08/18/2014 11:09

        Também acho.
        Discordo só de um ponto, para mim futebol=raça, como em 82 e 2000. No Corinthians futebol sem raça é 2007, cujo lateral direito está conosco de novo (embora dos poucos que jogaram bola naquela época, não tinha metade da vontade do Alessandro).

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  7. André Pinheiro permalink
    08/17/2014 18:48

    eu nao aguento mais ver o romarinho caga e anda jogando no corinthians,

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  8. 08/17/2014 18:06

    Que desânimo em comentar esse jogo. Burocrático ao extremo, beirando a covardia. Alguém sabe onde encontrar o mapa de calor desse jogo? Minha impressão seria de time recuado. Substituições previsíveis, jogo amarrado. Evolução não deu as caras ontem em Itaquera. Eu até faria algumas concessões, mas era o Bahia que estava do outro lado. Técnico assumiu há uma semana (diferente dos nossos sete meses de nova diração e várias pré-temporadas e inter-temporadas). O time não engrena. E eu nem exijo muita coisa, só que tenha alguma cara esse time. E não tem. Ou tem, e ela é bem feia. Acho que está chegando o momento de reconhecer que realmente não devemos esperar muito desse caríssimo grupo (comissão técnica mais jogadores). Pelo custo o benefício está baixíssimo. Empates aos montões, pouquíssimo futebol e jogos medonhos. Isso me lembra o Tite. E eu não gosto disso.

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    • cesar cachaça permalink
      08/18/2014 10:30

      fico pensando, então, que torcedores de Santos e São Paulo (Palmeiras nem cito, vai) devem estar se suicidando…aliás, tirando Cruzeiro e, nessa rodada, Inter (pq se perder semana que vem muda tudo), os torcedores dos outros 18 times da série A devem se matar. Times oscilam. O Cruzeiro mesmo, ontem, não fosse o frango da Aranha poderia ter tido uma sorte bem diferente. O Todo poderoso Fluminense joga muito salve salve tomou um rebolado do incrível Botafogo com 4 desfalques. Tirando o Cruzeiro, já cantado e decantado aqui que está um patamar acima dos demais, há um grupo de 4 ou 5 times se remontando e buscando estabilidade. O Corinthians é um deles…

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  9. Nicolau permalink
    08/17/2014 16:13

    Boa análise do jogo. Jadson realmente esteve muito mal, mas Petros e Elias também pouco ajudaram. Achei que a entrada de Renato Augusto ajudou sim, ele mostrou mais vontade de fazer esse jogo participativo, se apresentou como opção, o que faltou aos outros 3 responsáveis pela criação. Sobre a entrada de Romarinho, acho que era o caso de buscar opções no meio campo, talvez o Zé Paulo. E talvez arriscar um tanto mais, tirando o Ralph, não sei. Mas enfim, o time vai caminhando…

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  10. Múcio Rodolfo permalink
    08/17/2014 15:06

    1- Eu devo ter pegado o jogo depois que começou, pois no primeiro tempo vi o time visitante dando o maior calor na gente. O primeiro lance de perigo pró foi uma cabeçada do Guerrero. Aliás as melhores chances do Timão foram em lances semelhantes.
    2- De fato o Jadson não parece conectado. Lembra aquele Souza que veio do Rio Branco, E o problema aumenta quando se constata que tanto Danilo quanto Renato não estão nos melhores dias. Este último entra e a gente nem percebe a sua presença, diferente do ano passado quando teve a titularidade exigida.
    3- Mano tem suas substituições pré-determinadas. Salvo algum acidente de percurso ele sempre irá colocar durante a partida o Romarinho, o Renato Augusto e o Luciano. Talvez o Ferrugem pudesse entrar no lugar do Fagner…..
    4- Tem horas que o Romero me parece…………….meio fominha.
    5- Em 2011, o Timão foi campeão com 71 pontos!

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    • 08/17/2014 15:46

      1 os primeiros 5 minutos foram de muita pressão. Bahia não atacava.

      2 é isso!
      3 mexer no Fagner nesse jogo? Melhor mexer no ataque

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      • 08/17/2014 17:56

        1. pressão burocrática e inócua. O time não parece treinado para atacar.

        3. Mexer no ataque para por o Romarinho? Alguém precisa apresentar o Romarinho ao nosso teimoso técnico. De onde não se espera nada, daí é que não vem nada mesmo. Por que insistir?

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      • Piki permalink
        08/17/2014 19:33

        Eu mexeria no Fagner sim.
        O que adianta colocar romarinho no ataque?

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    • 08/18/2014 14:39

      Souza era melhor.

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