Skip to content

Corinthians 2×0 Atlético-MG, deve ter muito torcedor organizado triste nesta noite.

10/02/2014

Corinthians entrou em campo com a mesma formação do jogo passado, aquela que a gente botava a maior fé mais não funcionou. Foi bom insistir, pois ela começou a funcionar nesta noite e a gente entende taticamente os porquês.

Atlético apareceu num 4-4-2, o sistema da moda entre os treinadores brasileiros. Se o Galo de Levir é mais lento que o do Cuca, é também muito mais organizado e, por isso mesmo, um time muito consciente da necessidade de ocupação de espaços. Isso aumentou a pressão sobre o meio e fez Bruno-Elias trabalharem mais na proteção. Depois de um começo titubeante, Bruno mostrou uma marcação mais adiantada e aquilo que a gente mais sonha com ele em campo: melhor saída de bola.

Gostei do 1º tempo, um pouco lento (são duas equipes lentas), mas pegado e cheio de jogadas ofensivas interessantes (teve um lance que o Maicom lança ele mesmo de cabeça, que seria antológico não fosse Vitor estar muito adiantado para rebater). Adversário subiu a marcação, garantiu maior posse, mas nitidamente não sustentou e teve de recuar. Não demorou muito para o Guerrero 1×0, num balão vindo da direita (acho que foi o Bruno mesmo), lado onde o Corinthians levava clara vantagem.

Por esse 1º tempo, a formação é boa e o problema está longe de ser a ausência do Ralf: o PROBLEMÃO é mesmo o desempenho físico do Renato e o técnico-físico do Elias. Esses dois estão claramente operando nos motores auxiliares, sem reserva de combustível, precisando de uma pausa longa. Só que esse time depende muito deles para funcionar.

Aliás, não é só neste jogo, mas Corinthians parece, mais uma vez, que está mal preparado fisicamente. Essa lentidão não é só medo de Torcedor Organizado ou o sistema mais cauteloso do Mano, é também falta de ESTAMINA para sustentar uma marcação que, quando adiantada, nos rendeu as melhores jogadas ofensivas.

NOTA MENTAL: Corinthians só se acertou fisicamente na campanha da despertadores de 2012, no resto, nunca esteve bem, beeeeeemmmm, mesmo.

O 2º tempo começou com adversário num 4-3-3 ofensivo em que Tardelli aparecia mais aberto. Corinthians posicionou o seu ônibus na entrada da área, um 4-4-1-1 mais recuado que o usual, e eles não conseguiram fazer nada, mesmo com a posse definitiva da bola. Pela 1ª vez o sistema funcionou e, a menos de uma ligação direta que encontrou um centroavante não-merecedor de bola tão bela, Cássio não teve trabalho algum.

Quando o ônibus fica bem estacionado, basta um contra-ataque mais caprichado que você mata o jogo. Guerrero teve ao menos 2 bolas, mas não caprichou. Na terceira, venceu a zaga e colocou de cabeça para o Luciano 2×0 – e o lance fez milhões de jornalistas esportivos lembrarem seus leitores que Vitor foi para a Copa, mas Cassio não.

Mesmo com a infinidade de tropicadas na bola, Guerrero foi decisivo. O peruano está na sua melhor temporada e muito se deve a não jogar mais centralizado, mas partindo da ponta para o meio.

Gostei do jogo no 1º tempo e gostei do sistema do 2º, acho que é o mais inteligente que se pode fazer com o elenco atual e no estado físico-técnico em que ele se encontra. É só não dar trela para a crítica esportiva.

Ah, não sei se vocês foram avisados, mas Petros é pancada.

Anúncios
14 Comentários leave one →
  1. Cesar Augusto permalink
    10/02/2014 21:32

    Desempenho mais ou menos com alguns lampejos, mas, convenhamos, o resultado foi fantástico. Nem nos meus melhores sonho, imaginava uma vitória por 2×0.

    O Atlético começou melhoro, tocando a bola, envolvendo o Corinthians, mas Gil nos salvou do pior. O jogo foi decidido, bem como o lado que a moeda cairia ontem, em Itaquera. O Atlético-MG levou azar nos lances capitais, o do Gil e a bola na trave do Dátolo. O Corinthians fez 2 gols, quase que no acaso. E futebol, amigo, sempre foi bola na rede.

    O problema do Corinthians reside em Elias e Renato Augusto, os mais técnicos do time, que não conseguem manter um bom ritmo de jogo. Elias está irreconhecível, após a volta da Seleção. Os detratores dirão que está irreconhecível, após o boato Maicon.

    E Renato não tem condição física para ser titular do Corinthians. Vive de lampejos, boa vontade, mas falta muita coisa para ser o jogador responsável pela armação de jogadas do grande Corinthians. Mas aí lembramos que temos Jadson, o sem alma, e Danilo, 35 anos, e percebemos de forma clara que é melhor insistir no Renato Augusto mesmo.

    É importante destacar que no jogo de volta não teremos Elias e Gil, que fará muita falta. Eles não terão Tardelli. Nada está decidido, mas não há como negar que a vaga está encaminhada.

    O Corinthians, ainda, pode evoluir. Ontem, foi mais sorte que competência, mas como dizia aquele velho dramaturgo, “sem sorte não se chupa um picolé”.

    E mais, não se brinca com freguesia. Isso é muito sério…

    Curtido por 1 pessoa

  2. 10/02/2014 12:15

    Gostei muito do resultado, não gostei do nosso futebol. O Atlético-MG joga futebol, nós jogamos acasobol. A diferença? Conte quantas vezes saímos jogando com a bola em tiros de meta. Quase todas. Já o Atlético chegava (e nos envolvia) tocando a bola até chegar perto do gol. Claro que a nossa postura um tanto defensiva (deixamos a bola essencialmente para o adversário) propicia isso também. Está claro que nossa estratégia principal é jogar fechadinho atrás (quase retrancado), trazer a bola até o meio de campo e levantá-la na área. Funciona e é até recomendado para times com capacidade limitada de criação. Portanto recomendado para nós. Esperávamos que isso melhoraria com o Elias, o RA em melhor forma, o Jadson… Mas não melhorou por vários motivos. Com Renato Augusto (depois o Danilo) e Petros marcando o lateral do Atlético me lembrei de um técnico anterior nosso que era criticadíssimo de retranqueiro por isso. Mas é assim que vamos até o final do ano e é assim que vou apoiar o time.

    Curtir

    • 10/02/2014 13:29

      Naturalmente eu quis dizer que quase não saimos jogando com a bola em tiros de meta. Chutão é a nossa estratégia. Péssima por sinal – ou muito mal treinada – pois raramente mantemos a bola em chutões. Mas aí também pode corresponder a um estilo de jogo que entrega a bola ao adversário e jogar no erro deles. Pode funcionar, e ontem funcionou, mas eu não gosto.

      Curtir

      • bloguedotimao77 permalink*
        10/02/2014 14:23

        Mas aí era marcação adiantada no 2º tempo e começo do 1º

        Curtir

    • bloguedotimao77 permalink*
      10/02/2014 14:22

      Eu acho que foram dois tempos. No 1º nossa estratégia foi marcar pressão a saída de bola e deu certo. Essa foi também a estratégia deles (e a mais comum no futebol atual). Como eles cansaram primeiro, Corinthians dominou dos 15 em diante, até com facilidade.

      Você está corretíssimo em relação ao segundo tempo: a estratégia foi recuar quase que como no Titenaccio, apenas com a diferença que Renato e Guerrero ficavam mais avançados num 4-4-1-1. O problema é que o Titenaccio tirava o meia de criação e recuava o atacante, daí que não fazia gol (relembre 2011, ano do brasileiro).

      Curtir

  3. Robson Nobrega permalink
    10/02/2014 10:06

    Gostei do jogo.
    O time só tem motivação para jogos decisivos (mata-mata) ou clássicos. Em jogos “comuns” o time entra desligado. Culpa do Mano.

    Mas parece que o próprio Mano vai para o jogo mais motivado, geralmente nos grandes jogos o time é melhor taticamente.

    E seguindo a teoria do dono do boteco, de que jogadores leves se destacam no começo de temporada, e o Malcon jogasse desse jeito no Paulista, já era considerado craque do Barcelona.

    Sobre o Petros, ele é provocador demais, tá toda hora perturbando o adversário. Tipo de jogador que faltava ao time, já estamos cheios de jogadores bonzinhos.

    Curtido por 1 pessoa

  4. Correa Leonardo permalink
    10/02/2014 9:46

    Também tenho achado o Elias irreconhecível. Ano passado, no Rio, ele jogava nesse diapasão aí, meio devagar mas ainda comparecia mais ao ataque, entretanto acertava a maioria dos passes. Agora, tem errado a maioria dos passes que tenta, inclusive ameaçou armar alguns contra-ataques em erros simplórios. Será que desaprendeu a jogar bola?

    Renato Augusto, enquanto teve gás, acertou uns lançamentos preciosos pro Malcom, depois pregou. BH foi bem, e por mim, joga na volta em BH (rararararará!!!!). Como lembrou o César aqui embaixo, a saída do jogador mais lúcido do time mineiro já será um enorme reforço no confronto seguinte.

    Curtir

    • bloguedotimao77 permalink*
      10/02/2014 9:56

      Acho que o físico está pedindo a fatura, ele não consegue jogar tantas partidas seguidas e ainda vem de uma dor de garganta.

      Curtir

  5. Cesar Cachaça permalink
    10/02/2014 8:30

    O desânimo de boa parte da torcida antes do jogo denota a BURRICE em absorver desproporcionalmente a pressão que a “marrão” (como já diria citadini) exerce. Nâo pelo resultado em si, mas vejamos: embora o time tenha problemas, e ninguém aqui nega isso, o desempenho nos jogos em casa tem sido bons. Além disso, o desempenho em jogos grandes e/ou importantes também tem sido bem melhor do que contra os dito pequenos. Ora, o time tem um jogo em casa, de mata-mata, contra um time grande, e a torcida passa a semana choramingando / reclamando?!!

    Voltando…a questão física é importantíssima. Elias não funciona e ali o problema é também técnico, como vc lembrou. Ontem ele errou uns 80% do que tentou, é impressionante. Eu daria um descanso para ele em um ou dois jogos, jogando do jeito que está ele prejudica. O RA realmente o problema parece físico, e aí o problema é que Jadson não se esforça minimamente para ser uma opção razoável. Quanto ao jogo, achei um primeiro tempo muito sólido, do jeito que se joga mata-mata (e não igual aos que pensam que futebol é video-game). Dominou em termos de espaços e imposição física, poderia ter aberto 2 x 0 lá ali. No segundo o time se acomodou, o que pareceu ser físico mesmo, além de escolhas técnicas erradas: como vc lembrou, umas duas atrapalhadas do Guerrero, uns cinco ou seis lances que um passe errado no meio ou uma livrada da bola matou o contrataque. Nâo gostei da idéia de por o Danilo ali, mas ele entrou melhor do que eu esperava.

    Importante ressaltar: 1 x 1 poderia ter sido um resultado tão natural quanto o 2 x 0, embora eu ache que o Corinthians tenha sido superior em grande parte do tempo. Não tenho duvidas de que alguns lembrarão isso; quando perdemos por uma falha isolada de Cassio ou um penalty infantil de Elias, isso também entra na conta. Futebol é assim, as vezes é quase um jogo de quem falha menos. Principalmente em mata-matas, onde concentração é chave. Não entedi o chiste sobre o Petros, embora ele seja totalmente maluco mesmo ehehe

    Na volta, com Guerrero liberado, me parece uma boa barganha perder Gil e Elias para que Tardelli também não jogue.

    Curtido por 1 pessoa

    • bloguedotimao77 permalink*
      10/02/2014 9:43

      Bela análise como sempre.

      Eu gostei da entrada do Danilo, pois, mesmo lento, é mais confiável que o Jádson na marcação.

      Olhando o banco, Mano tinha um problema sério: nossa republica de volantes estava esvaziada. Bruno jogou mancando o 2º tempo inteiro e, por isso mesmo, ele nem pensou em tirar o Elias.

      É muito azar, quando forma-se uma escalação interessante com Bruno na camisa 5, Elias e Renato estão nesse bagaço!

      Curtir

  6. William Oliveira permalink
    10/02/2014 1:26

    Acho que no BR 2011 o Corinthians estava bem fisicamente também. Quanto ao Cássio, é um grande jogador, mas acho que ele ainda precisa melhorar em alguns pontos, como por exemplo, não cortar cruzamento nenhum no meio da pequena área levando em conta o tamanho que tem, e outra ele me parece meio pesadão, lento, pra chegar em algumas bolas altas rápidas.

    Curtido por 1 pessoa

    • bloguedotimao77 permalink*
      10/02/2014 7:15

      O br-11 criou uma falsa sensação de melhor desempenho físico, pois na verdade como caímos rápido da libertadores e do paulistão, o time no só jogava uma vez por semana no brasileiro (enquanto os outros jogavam 2x). Daí arrancamos na frente.
      Quando os adversários começaram a jogar na mesma frequência, nossa vantagem desapareceu e tivemos um dos brasileiros com menor número de pontos da história dos pontos corridos.

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: