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Corinthians 3×0 Goiás, não vejo ninguém na minha frente. #RenunciaRoberto

10/16/2015

(Essas paradas momentâneas, não achem que é por conta direta da cena futebolística de 2015, é tudo culpa mesmo da MALTIDA OPRESSÃO CAPITALISTA.)

Nesse campeonato bem modorrento – e olha que somos líderes, já praticamente campeões – minha atenção ontem foi mais para a escolha de camisas do que propriamente o jogo em si. Curioso é que, pelo testemunhado em Itaquera, a camisa laranja-sol deve tornar-se dos maiores sucessos de venda de todos os tempos para uma camisa de futebol, ao mesmo tempo que é das camisas menos vestíveis da coleção (digo: você só usa no futebol e só). Já a camisa titular, com aquelas manguinhas ridículas, dá para usar até em entrevista de emprego, mas é tranquilamente das piores camisas que já vi. É um desenho muito sem graça para o futebol, não esperneia raça, tradição, nada. A mundialmente reconhecida PREGUIÇA CRIATIVA da Nike puxou do Arsenal um desenho que é, de fato, cópia de um antigo modelo que Flamengo e depois Grêmio utilizaram na década de 80.

Talvez para tênis de mesa seja uma camisa joinha.

Sobre o jogo, ontem tivemos uma síntese do brasileiro-2015: desequilíbrio. Este é o brasileirão do desequilíbrio. A diferença entre as pontas joga o desvio padrão desse campeonato lá para cima, apontando para uma esperada (para quem entende) tendência de espanholização do campeonato. Demorou, mas parece que chegou.

Confesso que não cravo 100% de espanholização, mas, desde que o Clube dos 13 foi implodido, a grana para a ponta de cima é muito, mas muito maior que a da ponta de baixo, o que faz surgir jogos como esse Corinthians x Goiás. Quem acompanha o Corinthians como nós, deve reconhecer que enfrentamos adversários mais difíceis no Paulistão. Ou, ao menos, adversários com algum atrativo em campo: um Lulinha, por exemplo.

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Sobre o jogo, Dracena abriu 1×0 num lance em que o bacana foi o cabeceio SENSACIONAL do Guilherme Arana do meio de campo para a ponta! Foi tão sensacional que eu já duvido que ele realmente tenha ocorrido, pois nenhuma TV filmou e só eu vi.

O resto do jogo foi bem sem tesão, com Corinthians entrando no modo Embromationball: muito toquinho, muito regulamento e com o telão mais interessante que o campo.


UMA VERDADE LHES DIGO: vocês podem idealizar o campeonato de pontos corridos o quanto quiser, mas não tem cabimento algum esse mar de 20 equipes ou TRINTA E OITO JOGOS para definir um campeão.

#RenunciaRoberto

Em tempo:

Copo cheio: campeão brasileiro de pontos corridos (tirando 2009) precisa de 73 pontos ou 64% de aproveitamento. Faltam só 9 pontos.

Sarrafo: 64%      Corinthians atual: 71%    Atlético: 66% Grêmio 61%

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28 Comentários leave one →
  1. Luís permalink
    10/16/2015 21:20

    15 times na primeira divisão é o ideal, campeonato mais disputado, e sempre com times grandes brigando para continuar na série A. Sem contar que a segundona ficaria mais disputada com os grandes que não conseguirem se sustentar na série A e consequentemente mais visibilidade para a série B.

    Curtido por 2 pessoas

    • bloguedotimao77 permalink*
      10/16/2015 22:26

      EXATO!

      Num futuro, dá até para pensar em confederações: NE, N, S, SE, CO como na NFL

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  2. 10/16/2015 20:02

    O espetacular passe que o Arana dá de cabeça para o Jadson na jogado do primeiro gol (eu também vi 🙂 ) você consegue ver aqui: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/corinthians/noticia/2015/10/analise-corinthians-nao-perdoa-erros-do-goias-reservas-decidem-na-arena.html

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    • bloguedotimao77 permalink*
      10/16/2015 20:40

      Isso mesmo! Achei até que estivesse maluco, pois nem no estádio confirmaram.

      Como nota de rodapé, foi nitidamente consciente.

      Curtido por 1 pessoa

      • bloguedotimao77 permalink*
        10/16/2015 22:27

        Se vocês assistirem com o celular, dá para SALVAR.

        Estou viralizando no uzap!

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  3. Múcio Rodolfo permalink
    10/16/2015 16:34

    1- O adversário derrotado ontem é o mesmo que bateu na porcada duas vezes (vê se aprende como faz isto, Adenor, seu incompetente!), foi ao Panetone e tascou m 3×0 no Imaculado e,por fim, goleou o Manjubinha lá no Planalto Central. Coisas do futebol….2- O jogo de ontem,de certo modo, serviu para levantar o moral do Rodriguinho que balançou as redes pela segunda vez e do Edu Dracena que inspirava expectativas nada positivas em torno de sua escalação. Sinal que o trabalho do Adenor está surtindo efeito. Ele está apostando em quem pode, de certo modo, ser útil para o time.

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    • Nicolau permalink
      10/16/2015 18:51

      Na boa, trabalho do Adenor esse ano está muito acima da média – inclusive da dele. A forma como ele leva o elenco, com todo mundo entrando nos cascos, é muito bacana. Mesmo que não gosta do cara no plano tático – aspecto que, de minha parte, ele também está bem – tem que reconhecer que ele é um gestor de pessoas muito bom, coisa que o Esparta volta e meia citava por aqui.

      Curtido por 4 pessoas

      • 10/16/2015 19:42

        :-).

        Curtido por 3 pessoas

      • bloguedotimao77 permalink*
        10/16/2015 22:22

        Gestor eu engulo.

        Tático?

        JAMAS!!!!

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        • 10/16/2015 23:29

          Ele é um gestor de pessoas espetacular. Ou pelo menos de jogadores de futebol. Muitas às vezes ele faz coisas que me parecem burrice, mas notando como os jogadores o admiram e o respeitam eu tenho certeza que julgar só pelo que enxergamos é que é burrice (por isso sempre faço um trilhão de ressalvas quando faço qualquer tipo de julgamento). Seres humandos e grupos são muito complexos e normalmente geridos em grande parte por emoções (vejo isso cotidianamente onde trabalho). E essas a gente nunca consegue por adequadamente na balança. Sobre a parte tático o trabalho parece bem razoável. Podia se melhor? Talvez. Mas quando noto que somos líderes mesmo jogando com Edilson e Vagner Love, eu também tenho certeza que o trabalho não é ruim. E como sou torcedor do Corinthians, e não de técnico, jogador ou dirigente, fico feliz com isso (roubei isso do @teleco no Podcastimão). Mas sem oba oba, com cinco pontos de vantagem, ainda que obviamente favoritos, ainda não ganhamos nada. Torcendo jogo a jogo. #VaiCorinthians

          Curtido por 3 pessoas

        • Nicolau permalink
          10/17/2015 8:16

          Olha, mesmo no plano tático, entendido como a forma coletiva do time, é um dos times mais legais que ele já montou. Eu sou um fã de meio de campo, então me empolgou vendo o controle de jogo que Jadson, Renato e Elias impõem. O time cria muito mais que outras versões, é seguro como sempre… Tenho pouco do que reclamar.

          Curtido por 1 pessoa

    • bloguedotimao77 permalink*
      10/16/2015 20:24

      1- difícil de acreditar que esses resultados se repitam

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  4. 10/16/2015 12:48

    Acho que única competição no mundo que não há “espanholização” é a NFL.
    No antro do “capEtalismo” mundial temos um bem sucedido “socialismo”,onde permite que Green Bay Packers de uma cidadezinha que não tem nada, além do time de futebol, possa competir em igualdade com New York por exemplo.Todos os times são competitivos e podem almejar o Super Bowl. Isso graças as divisões iguais de cota,o CAP e o sistema de Draft.

    Premiere League que é um dos mais equilibrados tecnicamente ( e legal de se assistir) e faz uma divisão de cota considerada das mais justas.
    Tem um equilíbrio mentiroso no que diz respeito a títulos.
    Desde a criação da liga United venceu 13/23,com apenas 5 campeões diferentes,e o único digamos pitoresco, foi o Blackburn Rovers em 1995.
    Os times que conseguiram superar o poderoso United são times de mecenas casos de Chelsea e City.
    Sempre haverá um certo desequilíbrio por conta da grana.
    Na Alemanha que também tem uma divisão igualitária de cotas mas o Bayern é dominante técnica e financeiramente,usando inclusive do expediente de contratar os melhores jogadores dos seus rivais para enfraquece-los.
    Independente o modelo acho inevitável essa concentração de títulos em 5 ou 6 times daqui para frente.

    Curtido por 2 pessoas

    • Correa Leonardo permalink
      10/16/2015 14:42

      Digo mais: além dessa concentração, prevejo um lento declínio que culminará com a aniquilação de equipes sem uma massa de torcedores que suporte um período longe de conquistas.

      Do RJ, prevejo um futuro tenebroso para todos os que não sejam o Flamenrgo. Em SP, a baixada santista será aos poucos avassalada pelos times da capital. E no restante do país, restarão rivalidades locais convivendo com torcidas de apelo nacional (como já ocorre no NE do país, em que 50% são Baêa, 50% são Vitória, mas 100% são Menrgão).

      Curtido por 2 pessoas

      • bloguedotimao77 permalink*
        10/16/2015 15:35

        Por isso acho que reduzir o número de times e voltar o sistema de playoffs seria a salvação do futebol brasileiro já no curto prazo.

        Talvez até esse desempenho pífio da seleção já seja consequência dos PCs

        Curtido por 1 pessoa

    • bloguedotimao77 permalink*
      10/16/2015 15:33

      Isso da NFL é fantástico, mas o futebol tem um nível de globalização tal, que só uma revolução interplanetária trotskysta para mudar o modelo econômico.

      Curtido por 1 pessoa

    • 10/16/2015 16:58

      Tem que se considerar que, nos EUA, os times são empresas, não há 2ª ou 3ª divisões, e que a Liga é quem dá as cartas.
      Então o peso é redistribuído a cada temporada com os drafts, nenhum time forma ninguém, (quase) todos os jogadores vem dos college, é uma outra realidade.
      Para o Brasil, adotamos a mentalidade européia de não ter finais, coisa que só faz sentido em campeonatos desnivelados, pois todos precisam jogar para terem renda, e todo mundo já sabe quem serão os poucos campeões.
      É possível sim uma mescla com muitos times jogando e com finais, como acontece na NFL e no Super Rugby, jogam todos contra todos dentro da mesma conferência e alguns contra outras conferências. Mas sei que isso é divagação minha.
      O que há de sério em cima disso tudo é que com a Champeones Latina, não haverá mais tanta balbúrdia por vaga, o que inviabiliza o sistema de pontos escorridos.
      Meu voto é com o relator, campeonato com finais, poucos (e representativos) times.

      Curtido por 2 pessoas

    • LP_SCCP permalink
      10/18/2015 11:17

      Falar em divisao “justa de cotas” é uma completa aberração. A não ser nos campeonatos americanos onde todas as receitas sao divididas, pegar apenas uma propriedade e falar em “divisao justa” é non sense.. Ainda assim apenas nos EUA, esse socialismo faz sentido pq lá eles são fas do esporte e nao do time.
      Pq só as cotas de TV tem q ter divisao justa e as vendas de jogadores não? Pq nao se fala em “divisao justa” da bilheteria dos jogos do Palmeiras? Ou os shows do Morumbi? Ou os patrocinios do Flamengo?
      O esporte é um negócio como outro qualquer e haverao ganhadores e perdedores.

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  5. Luciano Guedes permalink
    10/16/2015 12:43

    não vi o jogo, mas pelo que li por ai, Rodriguinho deu conta do recado. É isso mesmo ou o adversário não permite avaliar isso?

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    • bloguedotimao77 permalink*
      10/16/2015 15:31

      Uma analista mais atento, deveria reprovar a atuação do Rodriguinho como 2º volante: sempre que recebia a bola dispara em dribles inúteis, mais adequados para um meia.

      Como volante, esses dribles são arriscadíssimos, pois a bola perdida ali pega seu time inteiro no ataque (o volante, usualmente, é o menos avançado – acho que deu para entender o problema). Repetidamente ele fazia isso, ao mesmo tempo que não ajudava na saída de bola.

      Ficou melhor quando ele aproveitava o espaço deixado pelo Jadson e aí executava sua função de origem, mas nem sei se isso era combinado, parecia mais esperteza tática dele.

      Que ele se lambuzou da fragilidade do adversário isso é óbvio, contra um time forte, talvez fosse responsabilizado por perder a bola na hora errada.

      Curtido por 1 pessoa

    • Nicolau permalink
      10/16/2015 15:31

      Eu diria que uma coisa não exclui a outra, hehe. Ele jogou bem sim, mas o Goiás facilitou. O que achei muito interessante é o Tite recuar um cara com jeito de meia-atacante para jogar de segundo volante. É cedo pra dizer, mas ele pode ter dado um belo adianto na carreira do Rodriguinho. A parte ruim é que, pra variar, o cara da base (Marciel) vai ficando pra trás na fila…

      Curtido por 2 pessoas

      • bloguedotimao77 permalink*
        10/16/2015 16:26

        Meu ponto é que a função do 2º volante não foi executada corretamente.

        Ele quebrou o galho quando o Jadson-Renato não estavam no meio, aí sim. Mas isso não é papel do 2º volante, que tem atribuições mais defensivas que ofensivas.

        Pode-se dizer que ele jogou tecnicamente bem, até aceito, só que como 2º volante por muito mal.

        Ele tem orelha, nariz e pescoço de meia-atacante.

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        • 10/16/2015 21:23

          Pô, mas se foi nesse blog aqui que eu, um analfabeto tático assumido, descobri que hoje em dia é atraso falar em volante de contenção, segundo volante, etc?…. Na boa: não entendi.

          Curtido por 2 pessoas

        • bloguedotimao77 permalink*
          10/16/2015 21:41

          OK… A minha crítica principal é que volante (ou o cara mais recuado no ataque) não pode perder a bola, sob risco de armar um contra ataque mortal. Por isso, esses jogadores são proibidos de driblar pelos treinadores.

          Ontem, toda bola o rapaz queria penetrar em ziguezague. Mesmo contra times amadores é muito risco.

          Eu não posso esquecer que o cacoete de atacante do rapaz, foi um risco exagerado que o treinador correu. Achei erro do Tite.

          E, convenhamos: ele topa jogar com Edilson (partida medonha), mas improvisa numa posição que tem bons reservas?

          Erro do treinador.

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        • Nicolau permalink
          10/17/2015 8:02

          Poder até ter cacoete, nem achei tanto assim, até pq o estilo de jogo do time inibe isso, puxa para o toque. Mas achei realmente uma novidade para o Tite recuar um meia para essa função. No começo do campeonato, ele não preferiria jogar com Ralph e Bruno a arriscar algo assim. E não me lembro de coisa semelhantes em outros times dele tb.

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