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Corinthians 0x2 SEP, a recessão corinthiana.

09/18/2016

Corinthians perdeu. Perdeu fácil. Não tomou sacode pois SEP tem elenco apenas acima da rapa – não é lá grandes coisas.

O problema mesmo foi a maneira depressiva, desleixada com que jogou no lixo 34 partidas invictas. Era para derrubar o técnico? Hmmmm.

Que Cristovão não convenceu o elenco e, principalmente, a massa corinthiana, temos aí uma unanimidade.

Mas quem conhece Corinthians de outras quedas de treinadores, sabe muito bem que os jogadores SABOTARAM às claras seu trabalho, assim como Cristóvão SABOTOU seu próprio trabalho com erros sucessivos de escalação.

Normal para qualquer técnico que apareça no clube, atrapalhar-se logo às primeiras escalações. Cabe, ao bom treinador, assimilar rápido em quem pode confiar para o time base, para posições críticas como miolo de zaga e meio de campo. Assim, Cristóvão morreu abraçado em Rodriguinho/Vilson, como Adilson morreu com Thiago Heleno e Tite com vários (Alan Mineiro é o último da fila).

Contudo, antes dessa espiral derrotista nos levar a um derby mal programado para um Sábado, Cristóvão acertava profundamente muita coisa e errava desgraçadamente outras coisas na mesma proporção. Era incrível como o time saia sempre mal escalado do vestiário, ao mesmo tempo em que apresentava-se – dentro da realidade do elenco – bem posicionado em campo (boa parte das partidas).

A demora em titularizar o Marlone é algo para virar “Estudo de Caso”.

Verdade, verdadeira é que estamos financeiramente quebrados e já expliquei aqui diversas vezes: os gastos com o superelenco de 2015, somado à perda de receita do Pacaembu, provocou uma explosão no endividamento. O que eu avisei e praticamente ninguém entendeu é que, com a crise, além da redução de receita de mktg a DISPARADA dos juros iria ASFIXIAR o fluxo de caixa. Trata-se de assunto sofisticado, mas toda empresa que endividou-se no Dilma I, sofre o diabo com o aumento de juros do Dilma II, pois aumentou dramaticamente seu custo financeiro. Na outra ponta, a queda das vendas e do faturamento, provoca muito mais prejuízo.

Isto é uma verdade a que poucos se dão conta no Brasil: a recessão atual é pior, pois pegou as empresas no contrapé. Não temos ideia, no caso corinthiano, do que está sendo escondido em relação à situação real do fluxo de caixa, bem como não sabemos nada sobre os boletos do Templo de Mármore.

A decisão de não contratar nenhum técnico até o final do ano – algo que “não tem como dar errado” – é para não gastar mais nada; é para economizar até no salário de treinador. Lembremos que todo mundo recusou o Corinthians, fatalmente pelo salário baixo que ofereciam.

Agora é passado e o Fábio Carille provavelmente não deve aguentar. Se era para tapar buraco,  eu puxava o Osmar Loss para cima.

Quanto ao Roger… HAUAHAUAHAHAHA!

Não deixa também de ser engraçado que tenha sido indicado pelo Tite e que o Juca Kfouri tenha pedido (antes da demissão do Cristovão). Roger (ou mesmo Cristóvão) são a antítese dos novos treinadores mais acadêmicos e que sabem lidar com essas novas comissões técnicas altamente especializadas.

 

 

 

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5 Comentários leave one →
  1. 09/20/2016 10:49

    O que causaria um déficit tão grande em tão pouco tempo? Salários altos? Desvios para outros setores?

    Curtido por 1 pessoa

    • bloguedotimao77 permalink*
      09/20/2016 15:46

      Da parte que aparece no balanço:

      1) Defícit praticamente sempre teve
      2) Investimento na equipe muito alto em 2015
      3) Salários altos
      4) Fim da renda do Pacaembu

      e, para mim, o principal:

      4) Dívida alta x Faturamento, com taxas de juros de mercado.

      Quando os juros subiram, a dívida disparou. Sem o dinheiro do pacaembu, o clube teve de pegar mais dinheiro emprestado a juros mais altos ainda.

      A única saída (e ela vem sendo implementada neste ano) é buscar superávit para fazer frente aos juros e não precisar de mais endividamento para cobrir buraco no caixa.

      Tenho para mim que o clube grande que operar por 3 anos com superávit real, teve tornar-se imbatível no Brasil, pois não existe lógica em clube de futebol buscar crédito no sistema bancário (dada a taxa de juros praticada no Brasil).

      Curtido por 2 pessoas

  2. Nicolas permalink
    09/19/2016 17:22

    A crise administrativa chegou ao campo. O SCCP conseguiu escapar do problema no ano passado quando a situação já começava a deteriorar. Este ano, não houve jeito. Liquidação geral do time, perda da comissão técnica, contratações equivocadas, etc. Até que demorou para aparecer o resultado dentro de campo.

    A crise financeira é efeito da crise administrativa. Afinal, os desmandos, os contratos lesivos acabam tendo consequências. Clube social altamente deficitário, desvios nas categorias de base, estádio oneroso, etc. São problemas a serem enfrentados por dirigentes capacitados e bem intencionados. Em resumo, não serão solucionados a curto prazo. Teria de haver uma drástica mudança de cultura administrativa.

    Dentro de campo, o time estava mal em todos os sentidos. Apático, sem poder de reação. Normalmente, o pessoal fala em técnico motivacional x estrategista. Porém, os dois aspectos são importantes. Não adianta o técnico ter grandes conhecimentos táticos se os jogadores ignoram as suas orientações. É preciso ter liderança e capacidade de comunicação.

    Os técnicos cogitados normalmente são os profissionais que ficam em evidência na mídia, com trabalhos bem avaliados por jornalistas. Não dá para ter muitas esperanças

    Curtido por 1 pessoa

    • bloguedotimao77 permalink*
      09/19/2016 19:40

      É como o cachorro correndo atrás do rabo.

      Nada vai mudar e a escolha do treinador vai recair em alguém em evidência, não exatamente alguém que venha para mudar as coisas.

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      • Nicolas permalink
        09/23/2016 15:56

        Existem uns pontos a serem considerados. O clube social apresenta um déficit crônico por um longo período de tempo. Dizem que foi uma das causas para ter falhado a parceria com a Hicks Muse. O futebol acaba obrigado a desviar recursos para cobrir o rombo. No ano passado, o déficit operacional era de 16,88 milhões. Na verdade, é 9,79 milhões maior porque não vejo razão para somar o faturamento de licenciamento e franquias com o clube social. Ou seja, o faturamento das lojas Poderoso Timão e licenciados é alocado no clube social. Eu considero este critério duvidoso.

        Outro fator financeiro de risco é que o SCCP pode ter de usar o dinheiro do futebol para ajudar a pagar o financiamento do estádio. Eu considero este risco bem presente.

        Para piorar, o Profut prevê regras para um déficit máximo. Deve ser por volta de uns 10% da renda bruta passando para uns 5% a partir de 1 de Janeiro de 2019.

        Para concluir, para continuar fazendo parte do Profut, o SCCP pode ter de reduzir muito o seu investimento no futebol.

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