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Corinthians 1×0 Fluminense, a tarde dos medíocres.

09/25/2016

Corinthians, mais uma vez, reproduziu o estilo de jogo de Tite. Naturalmente, a memória seletiva vai lembrar de 2015, quando tínhamos um elenco muito superior a rapa. Falo do Titenaccio típico do futebol horroroso-campeão de 2011, ou mesmo de 2012 (que só venceu quando arrumou um milagreiro no gol) ou de 2013, ano do quase rebaixamento.

Para quem visita o boteco desde 2009, o Titenaccio é um sistema recuado, com raros avanços dos laterais e dois extremos exageradamente abertos, o que deixa os atacantes muito isolados entre si, mas garante força na marcação dos laterais adversários. Esse foi nosso sistema hoje e como Levir é igualmente técnico da escola de segurança, tivemos um jogo bem recuado dos dois lados.

Jogo ruim, adversário atacava com pouquíssimos jogadores e explorava as falhas pornográficas do nosso miolo de zaga. Já nosso ataque era lateralizado e, isolado, dependia da jogada individual para produzir alguma coisa.

Foi um primeiro tempo bem ruim.

O 2º tempo acompanhou a balada do primeiro. Quando as substituições apareceram, foram também sem lógica alguma, lembrando as antigas substituições de desespero. O que as substituições mostraram foi uma dificuldade em tentar mudar o estilo de jogo e a certeza de que a casa-mata apostou, até o último minuto, naquilo que não estava produzindo nada no ataque. Algo como: “não vou mexer na estrutura, apenas vou tentar com outros jogadores descansados no ataque”.

Enfim, nesta tarde tivemos a vitória da mediocridade: técnicos medíocres, jogadores medíocres, bandeirinha medíocre no 0x1, Levir medíocre ao afirmar que “não falo sobre arbitragem” e a mediocridade do Titenaccio sempre presente.

Natural que cada um queira o espancamento do seu malvado favorito neste domingo, mas optar por jogar no Titenaccio sem jogadores salvadores no ataque é inviável e nós aqui sabemos disso há muito tempo.

Já fora da disputa, Corinthians poderia apostar na ousadia da molecada da base. Era muito comum na década de 70/80, quando algum titular bem pago começava a fazer graça, que o técnico lançasse algum valor da base saindo do banco, ou mesmo colocando o medalhão no banco o jogo todo. Além do efeito “DESPERTAI!”, existe a chance de você revelar alguém bom ou mesmo ganhar um jogo aqui ou ali, pois o time adversário é surpreendido por um atacante desconhecido.

Eu estava, por exemplo, no Corinthians 2×0 Guarani, dois gols do Vidotti, quando o Zé Maria deixou um Casagrande em fase estrela no banco.

 

 

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5 Comentários leave one →
  1. Múcio Rodolfo permalink
    10/01/2016 16:10

    Só uma correção…. Quando o Zé Maria colocou o Casão no banco, este vivia uma fase horrível. Naquele campeonato ele havia marcado um gol apenas contra o Campo Grande. Verdade que ele não esteve naquele jogo contra o Tiradentes e não pode se servir do banquete. Eu não sei se vc se lembra, mas no jogo contra o Guarani lá em Campinas ele de forma acintosa pediu para ser substituído.

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  2. Bruno Pereira Damasceno permalink
    09/27/2016 22:32

    É incrível, entra ano e sai ano, esse maldito esquema volta a aparecer por aqui. Quando tem alguém que resolve vá lá, mas com esse time aí um esquema desses é pra lutar pra não cair.

    Tem gente que quer que o Tite volte, mas eu acho que tem melhores opções no mercado. Infelizmente o Corinthians precisa de um “fato novo” (esse negócio que só existe no Brasil), e não tem o dinheiro pra isso. Nem pra contratar jogador. Nem pra pagar estádio.
    Vamos ver no que vai dar, porque os próximos anos devem ser iguais a esse.

    Em tempo: #VoltaMano

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  3. Nicolas permalink
    09/27/2016 18:36

    Como fazer este time atuar bem no ataque? Não temos centroavante de nível e os wingers também não tem muito perfil de artilheiros. O Cristóvão Borges tentou tentou jogar com uma linha alta de defesa e os resultados não foram muito animadores. Espero que o Titenaccio resolva o problema de conseguir os pontos adicionais de que precisamos. Um certo ar de déjà vu de 2013, rs.

    Roberto Andrade deve ter vindo para fazer uma espécie de “ajuste fiscal” depois dos presidentes gastadores. Tratou de fazer caixa através da venda de jogadores e contratações sem muito impacto. O problema é que não será possível repetir as vendas no próximo ano, até por falta de jogadores consagrados. Também acho que a falta de resultados esportivos deverá impactar as receitas de 2017. Portanto, a pretensa economia deixa de ser vantajosa, já que as receitas cairão mais do que o montante da “economia”.

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  4. 09/27/2016 7:59

    Pode até ser desespero, e é, mas eu tirava o Fágner da lateral (deixa o Leo lá) e colocava no meio para melhorar o toque de bola, tirava o Romero e fazia uma linha de seis na meia, com quem tivesse em oportunidade se revezando no ataque.
    Congestionar o meio de campo.
    Do jeito que está será sempre assim e brigaremos para não cair na última rodada.
    E time ruim ganha campeonato. Até a Grécia já levou a Euro.

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    • Correa Leonardo permalink
      09/27/2016 9:22

      Idéia interessante. O Guilherme saudável ajudaria bem nesse contexto, desde que o Lucca risadinha fosse deixado de fora.

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